CRM-SP 207304 • RQE 101292 • 125156

RQE: 101292

A mais nova fronteira para os GLP-1: Eliminar doenças de pele.

“Durante anos, acreditava-se que as melhorias na pele de pacientes que utilizavam medicamentos GLP-1 eram um subproduto da perda de peso, que reduz a inflamação. Mas os médicos estão percebendo uma realidade muito mais complexa — e novas pesquisas corroboram essas observações. No Centro Médico da Universidade de Pittsburgh (UPMC), em Pittsburgh, Pensilvânia, o dermatologista Joe K. Tung, MD, MBA, observou mudanças drásticas em seus pacientes com psoríase que acabavam de iniciar o tratamento com GLP-1. As placas começaram a “derreter” em dois dias. “Isso é rápido demais para ser um efeito de perda de peso”, disse ele. “O próximo passo para mim foi pensar: será que isso poderia ser plausível do ponto de vista mecânico?” Curioso, ele começou a pesquisar estudos anteriores. Deparou-se com um artigo de 2011 que havia associado pela primeira vez o GLP-1 a uma resposta anti-inflamatória em células imunes (células T) nas lesões de pele de dois pacientes com psoríase e diabetes tipo 2. A própria pesquisa de Tung, publicada no ano passado , mostrou que a terapia com GLP-1 pode reduzir o risco de desenvolvimento de psoríase e hidradenite supurativa (HS; uma doença inflamatória crônica da pele) em pacientes com diabetes tipo 2. Mas, à medida que os pesquisadores analisam mais a fundo, descobrem que isso é apenas a ponta do iceberg. Além da perda de peso: uma ligação direta A psoríase está na vanguarda desse novo território, mostrando uma sobreposição intrigante entre os receptores GLP-1 e as células imunológicas da pele. Ravi Ramessur, MD, PhD, pesquisador de pós-doutorado na Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, liderou recentemente uma análise sobre genética. O estudo mostrou que pessoas geneticamente predispostas a ter receptores de GLP-1 mais ativos apresentavam um risco significativamente menor de desenvolver psoríase e artrite psoriásica — mesmo após considerar os efeitos da gordura corporal. De fato, Ramessur observou diversos pacientes com psoríase que apresentaram melhora significativa na pele apenas com a terapia com GLP-1. Por isso, os pesquisadores estão mudando o foco de suas pesquisas. A questão não é mais se os GLP-1s ajudam a pele simplesmente porque os pacientes perdem peso. “A questão agora é: ‘Com o receptor na pele, o próprio GLP-1 está agindo diretamente na pele em relação à inflamação, independentemente do seu efeito sobre o peso?’”, disse Tung. “Isso é o mais empolgante. É o assunto mais comentado na área.” Repensando o papel da gordura nas doenças de pele Dados recentes corroboram essas observações do mundo real sobre a rápida ou completa eliminação das placas com o uso de GLP-1. No início deste ano, dados mostraram que a combinação de um medicamento padrão para psoríase (o inibidor de IL-17, ixequizumabe ) com o medicamento para perda de peso tirzepatida apresentou resultados superiores ao uso isolado do medicamento para psoríase em adultos com sobrepeso ou obesidade . Os pacientes apresentaram resultados significativamente melhores em relação à pele . Atualmente, existem tantas evidências iniciais que ligam os GLP-1s a doenças inflamatórias da pele que a ciência está preenchendo importantes publicações médicas . Isso representa uma mudança drástica na forma como os médicos enxergam a pele. Até duas décadas atrás, as faculdades de medicina ainda ensinavam que a pele tinha três camadas principais e que o tecido adiposo não tinha relação com doenças de pele. A dermatologia passou os últimos 20 anos refutando essa ideia, aprendendo como a inflamação sistêmica impulsiona as doenças de pele. “Nos últimos dois anos, a obesidade realmente reformulou essa discussão, porque sabemos que a gordura também é um órgão inflamatório ativo, e não apenas um local para armazenar energia”, disse Tung, que também é diretor médico da clínica de dermatologia ambulatorial da UPMC. “Portanto, quando um paciente com psoríase ou hidradenite supurativa ganha peso, você não está apenas adicionando essa comorbidade, mas também alimentando e intensificando esse mesmo processo inflamatório.”  Que outros problemas de pele podem ser tratados com GLP-1? Além da psoríase, as evidências sobre os impactos do GLP-1 em: HS. Os dados iniciais são principalmente observacionais, mas sugerem que os GLP-1 podem ajudar a reduzir nódulos dolorosos e cheios de líquido e a regular as glândulas sebáceas. Além dos benefícios metabólicos, Ramessur observou uma vantagem prática: a HS costuma se manifestar em dobras da pele, como axilas e virilhas. A irritação por atrito nessas áreas pode piorar os sintomas, então a perda de peso ajuda a aliviar fisicamente o desconforto. “Acho muito promissor que isso possa, de fato, beneficiar a gravidade da HS ou até mesmo evitar a própria doença”, disse ele. Dermatite atópica. Um estudo observacional descobriu que pacientes em uso de GLP-1 necessitavam de menos corticosteroides, sugerindo que os medicamentos poderiam tratar gatilhos metabólicos subjacentes, como a inflamação intestinal. No entanto, outros estudos apresentam resultados contraditórios — a análise genética de Ramessur não encontrou essa mesma relação. Cicatrização de feridas. Vários estudos iniciais sugerem que os GLP-1 podem acelerar a cicatrização de feridas. ” A cicatrização de feridas é provavelmente a parte mais subestimada da história dos GLP-1″, disse Tung. “Não se fala tanto sobre isso, mas biologicamente, é um processo bastante simples, pois a cicatrização de feridas não depende da via de perda de peso.” A Próxima Fronteira: Testes Frente a Frente Todos esses dados iniciais fornecem aos pesquisadores bastante material para trabalhar. Mas os capítulos ainda não escritos dessa história pertencem aos ensaios clínicos que testam o GLP-1 isoladamente para a saúde da pele, em vez de em conjunto com outros medicamentos ou estritamente para a perda de peso. A psoríase é claramente a principal candidata para esses futuros estudos. “Ainda existem questões sem resposta em relação a outras condições em que a obesidade é um grande problema, como a hidradenite supurativa, e se há benefícios nesses casos”, disse Ramessur. “Estamos caminhando para ensaios clínicos usando apenas GLP-1 para ajudar a responder a essa questão.” Os especialistas citados neste artigo não possuíam vínculos financeiros relevantes.” Texto retirado na integra do Medscape  Disponível em: https://www.medscape.com/viewarticle/newest-frontier-glp-1s-clearing-skin-disease-2026a1000n7r?ecd=WNL_trdalrt_pos1_ous_260714_etid8504446&uac=290193MV&impID=8504446

Retatrutida: a nova medicação para obesidade que está movimentando as redes sociais. Ela é realmente tão revolucionária?

Se você acompanha qualquer perfil sobre emagrecimento ou saúde, provavelmente já ouviu falar da retatrutida. Mesmo antes de chegar ao mercado, ela já ganhou fama de “a próxima geração” dos medicamentos para obesidade, com resultados que impressionam até especialistas. Mas será que ela é realmente tudo isso? A resposta curta é: os estudos são muito promissores, mas ainda precisamos esperar sua aprovação e conhecer melhor seus resultados na vida real. O que é a retatrutida? A retatrutida é um medicamento injetável de aplicação semanal que ainda está em fase final de desenvolvimento. Ela pertence à família dos medicamentos chamados incretinomiméticos, mas tem uma diferença importante em relação aos já conhecidos semaglutida (Ozempic®/Wegovy®) e tirzepatida (Mounjaro®). Enquanto: a semaglutida atua em um hormônio (GLP-1); a tirzepatida atua em dois (GLP-1 e GIP);   a retatrutida age em três hormônios ao mesmo tempo: GLP-1 GIP glucagon Por isso ela vem sendo chamada de agonista triplo. Na prática, essa combinação parece aumentar a saciedade, reduzir o consumo alimentar e também elevar o gasto energético do organismo. Por que ela está chamando tanta atenção? O principal motivo são os resultados dos estudos clínicos. Em um dos trabalhos apresentados recentemente, pessoas que utilizaram as doses mais altas perderam, em média, cerca de 26% a 28% do peso corporal, números que se aproximam dos resultados obtidos com algumas cirurgias bariátricas. Além da perda de peso, os pesquisadores observaram benefícios importantes como: melhora da glicemia; redução da circunferência abdominal; melhora de diversos marcadores metabólicos; diminuição da gordura no fígado em participantes com esteatose hepática. São resultados realmente animadores para quem trata obesidade. Então ela é melhor que os medicamentos atuais? Ainda é cedo para afirmar isso. Embora os números pareçam maiores do que os observados com medicamentos já disponíveis, comparar estudos diferentes nem sempre é correto. Cada pesquisa envolve pacientes com características próprias, tempo de acompanhamento diferente e metodologias distintas. Os estudos que comparam diretamente retatrutida com outros medicamentos ainda estão em andamento, e eles serão importantes para entendermos onde ela realmente se posiciona entre as opções disponíveis. Ela já está disponível? Ainda não. A retatrutida permanece em fase de desenvolvimento clínico e ainda depende da conclusão dos estudos e da aprovação pelas agências regulatórias antes de chegar ao mercado. Por isso, qualquer promessa de compra ou uso da medicação neste momento deve ser vista com bastante cautela. Existem efeitos colaterais? Até agora, os efeitos adversos observados são semelhantes aos de outros medicamentos dessa classe. Os mais comuns são: náuseas; vômitos; diarreia; constipação; desconforto gastrointestinal. Na maioria dos estudos, esses sintomas ocorreram principalmente durante o aumento gradual das doses e tendem a diminuir com o tempo. O mais importante: não existe medicamento milagroso É compreensível que uma nova medicação desperte entusiasmo, especialmente quando apresenta resultados tão expressivos. Mas vale lembrar que nenhum medicamento substitui o tratamento da obesidade como um todo. O sucesso depende de uma abordagem completa, que inclui alimentação, atividade física, sono, saúde emocional e acompanhamento médico. Além disso, cada pessoa responde de forma diferente ao tratamento, e a escolha da medicação mais adequada deve ser individualizada. Em resumo A retatrutida provavelmente representa um dos maiores avanços recentes no tratamento medicamentoso da obesidade. Os estudos mostram uma perda de peso impressionante e diversos benefícios metabólicos, o que explica toda a repercussão nas redes sociais. Mas ela ainda não está disponível para uso clínico, e ainda precisamos acompanhar os resultados de longo prazo, sua segurança e as comparações diretas com os medicamentos já existentes. Enquanto isso, vale evitar promessas milagrosas e lembrar que, mesmo com medicamentos cada vez mais eficazes, o tratamento da obesidade continua sendo um cuidado individualizado e de longo prazo. #obesidade #retatrutida #emagrecimento #GLP1 #tirzepatida #semaglutida #medicinabaseadaemevidências #saúdemetabólica #perdadepeso nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Orforglipron: a nova “pílula para emagrecer” pode mudar o tratamento da obesidade?

Nos últimos anos, os medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 revolucionaram o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Medicamentos como semaglutida e tirzepatida mostraram que é possível promover uma perda de peso significativa quando associados a mudanças no estilo de vida. Agora, uma nova opção tem chamado a atenção: o orforglipron, um medicamento em comprimido, aprovado em abril de 2026 pelo FDA para controle de peso, que apresentou resultados bastante promissores em estudos recentes. O que é o orforglipron? O orforglipron é um medicamento que age estimulando o receptor de GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo intestino. Essa classe de medicamentos ajuda a: aumentar a sensação de saciedade; reduzir o apetite; retardar o esvaziamento do estômago; melhorar o controle da glicemia. Na prática, o mecanismo é semelhante ao de outros medicamentos da classe. A principal diferença é que o orforglipron é administrado por via oral, em vez de subcutânea. O que os estudos mostraram? Em um estudo de fase 3 realizado com pessoas com diabetes tipo 2, o medicamento promoveu melhora importante do controle da glicemia e também levou à perda de peso. Os resultados foram comparáveis aos observados com alguns medicamentos injetáveis da mesma classe. Outro ponto interessante é que o orforglipron não é um peptídeo, o que permite que ele seja tomado em comprimido sem as restrições de jejum e ingestão de água exigidas por outros GLP-1 orais atualmente disponíveis. Isso significa que as injeções vão acabar? Ainda não. Os medicamentos injetáveis continuam sendo opções muito eficazes e amplamente utilizadas. O surgimento de um comprimido representa uma nova alternativa, especialmente para pessoas que têm receio de aplicações ou preferem um tratamento oral. Ter mais opções também pode facilitar o acesso ao tratamento no futuro. E os efeitos colaterais? Até o momento, o perfil de efeitos adversos é semelhante ao dos outros agonistas de GLP-1. Os sintomas mais comuns são: náuseas; diarreia; vômitos; constipação. Na maioria dos casos, esses sintomas aparecem principalmente no início do tratamento e tendem a diminuir com o tempo. O medicamento já está disponível? Nos Estados Unidos, o orforglipron já recebeu aprovação para tratamento da obesidade e continua sendo avaliado para diabetes tipo 2. Em outros países, incluindo o Brasil, sua disponibilidade ainda depende da aprovação dos órgãos regulatórios. O que podemos esperar? O desenvolvimento de medicamentos orais para obesidade representa um passo importante. Um comprimido eficaz pode facilitar a adesão ao tratamento e ampliar o acesso para muitas pessoas. Mas vale lembrar: nenhum medicamento substitui hábitos saudáveis. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e acompanhamento médico continuam sendo a base do tratamento da obesidade. A boa notícia é que a ciência continua avançando. Quanto mais opções seguras e eficazes tivermos, maior será a possibilidade de individualizar o tratamento e oferecer a melhor estratégia para cada paciente.   #obesidade #tratamentodaobesidade #controledepeso #canetaemagrecedora #semaglutida #GLP1 #riscocardiovascular #nutrologia #saudemetabólica #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Medicamentos para emagrecimento e risco ocular: o que sabemos até agora?

Recentemente, alguns estudos levantaram uma possível associação entre os medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 — como semaglutida e tirzepatida — e uma condição ocular rara chamada neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NAION). O nome é complicado, mas trata-se de uma alteração causada pela redução do fluxo sanguíneo para o nervo óptico, podendo levar à perda súbita da visão. Naturalmente, notícias como essa geram preocupação. Mas antes de tirar conclusões, é importante entender o que a ciência realmente mostrou. Associação não significa causa Quando um estudo encontra uma associação, isso significa que dois eventos aparecem juntos com maior frequência. Porém, isso não quer dizer necessariamente que um causou o outro. Um exemplo simples: pessoas que carregam guarda-chuvas costumam aparecer mais em dias chuvosos. Mas não são os guarda-chuvas que causam a chuva. No caso dos medicamentos para obesidade e diabetes, os estudos observaram que alguns pacientes que utilizaram essas medicações apresentaram a condição ocular com maior frequência do que grupos comparáveis. Isso gera um sinal de alerta que merece investigação, mas não prova que o medicamento seja o responsável pelo problema. Por que é difícil ter certeza? Os estudos disponíveis até o momento são principalmente observacionais, ou seja, analisam bancos de dados e prontuários médicos. Esse tipo de pesquisa é muito importante para identificar possíveis efeitos adversos raros, mas possui limitações. Além disso, os pacientes que usam agonistas do GLP-1 frequentemente já apresentam condições que aumentam o risco cardiovascular, como: obesidade; diabetes; hipertensão arterial; apneia do sono; dislipidemia. E muitos desses fatores também estão associados ao risco de neuropatia óptica isquêmica. Isso torna difícil separar o efeito do medicamento do efeito das doenças de base. O risco existe? Neste momento, a melhor resposta é: talvez exista um pequeno aumento de risco, mas ainda não sabemos com certeza. Alguns estudos encontraram uma associação, enquanto outros não observaram aumento significativo do risco. Revisões recentes mostram resultados conflitantes, o que indica que a questão ainda está em investigação. Outro ponto importante é que, mesmo nos estudos que encontraram associação, a condição permanece extremamente rara. O que os pacientes devem fazer? Os agonistas do GLP-1 possuem benefícios bem estabelecidos para o tratamento da obesidade, do diabetes e da redução do risco cardiovascular em pacientes selecionados. Esses benefícios continuam sendo muito superiores aos riscos conhecidos para a grande maioria das pessoas. Por outro lado, qualquer pessoa que apresente sintomas visuais repentinos, como: perda súbita da visão; visão borrada importante; áreas escuras no campo visual; alteração visual em apenas um dos olhos; deve procurar avaliação médica imediatamente. A ciência continua acompanhando A história da medicina é cheia de exemplos em que observações iniciais levaram a novas descobertas. Por isso, é fundamental que pesquisadores continuem monitorando a segurança dessas medicações. Por enquanto, a mensagem mais equilibrada é esta: existe um sinal de alerta sendo estudado, mas ainda não há evidência suficiente para afirmar que os medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 causam neuropatia óptica isquêmica. O risco, se realmente existir, parece ser raro e deve ser analisado dentro do contexto dos benefícios já comprovados dessas medicações. Em resumo ✅ Existe uma possível associação entre GLP-1 e uma condição ocular rara. ✅ Associação não significa causalidade. ✅ Os estudos atuais apresentam limitações e resultados divergentes. ✅ O evento continua sendo raro. ✅ Alterações visuais súbitas sempre merecem avaliação urgente. #neuropatia #neuropatiaoptica #riscocardiovascular #emagrecimento #tratamentodaobesidade #glp1 #semaglutida #nutrologia #saudemetabólica #medicinabaseadaemevidencia #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Colesterol alto: quando é preciso tratar e qual o valor ideal para cada pessoa?

Muitas pessoas recebem o resultado dos exames, veem o colesterol elevado e logo se perguntam: “Vou precisar tomar remédio?” A resposta nem sempre é simples. Hoje sabemos que o tratamento do colesterol não depende apenas do valor do LDL (“colesterol ruim”), mas principalmente do risco cardiovascular de cada indivíduo. Em outras palavras, duas pessoas com exatamente o mesmo LDL podem receber orientações completamente diferentes. O que é risco cardiovascular? Risco cardiovascular é a probabilidade de uma pessoa desenvolver eventos como infarto, AVC ou outras doenças cardiovasculares ao longo dos próximos anos. Para estimar esse risco, consideramos diversos fatores, como: Idade Sexo Pressão arterial Diabetes Tabagismo Colesterol Histórico familiar Presença de outras doenças A partir dessa avaliação, o paciente é classificado em categorias de risco, como baixo, intermediário, alto ou muito alto risco cardiovascular. Por que isso é importante? Porque o objetivo do tratamento não é simplesmente “baixar o colesterol”. O objetivo é reduzir a chance de eventos cardiovasculares futuros. Por isso, quanto maior o risco cardiovascular, menor deve ser o valor de LDL que buscamos atingir. De forma simplificada: Pessoas de baixo risco podem tolerar níveis mais elevados de LDL. Pessoas de alto risco precisam de metas mais rigorosas. Pacientes de muito alto risco frequentemente necessitam de reduções intensas do LDL para minimizar o risco de novos eventos. O que influencia o risco cardiovascular? Além dos fatores clássicos, existem condições que podem aumentar o risco cardiovascular e que nem sempre recebem a devida atenção. Entre elas estão: Histórico familiar Ter parentes de primeiro grau que tiveram infarto, AVC ou outras doenças cardiovasculares precocemente aumenta o risco cardiovascular. Considera-se doença cardiovascular prematura quando ocorre: Antes dos 55 anos nos homens Antes dos 60 anos nas mulheres Excesso de peso e sedentarismo A obesidade e a inatividade física estão associadas a alterações metabólicas que favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A prática regular de exercícios melhora diversos parâmetros de saúde, incluindo colesterol, pressão arterial, resistência à insulina e composição corporal. Estresse e fatores psicossociais Estresse crônico, privação social e dificuldades emocionais podem influenciar negativamente a saúde cardiovascular. A saúde do coração não depende apenas da alimentação ou dos exames laboratoriais, mas também do contexto de vida da pessoa. Distúrbios inflamatórios e doenças crônicas Algumas doenças inflamatórias ou imunomediadas mantêm o organismo em um estado de inflamação persistente, favorecendo a formação de placas de aterosclerose. Condições específicas da saúde feminina Alguns eventos da vida reprodutiva da mulher também fornecem informações importantes sobre risco cardiovascular futuro, como: Menopausa precoce Pré-eclâmpsia Hipertensão gestacional Essas situações podem indicar maior predisposição ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares ao longo da vida. Apneia do sono A síndrome da apneia obstrutiva do sono está associada ao aumento do risco cardiovascular, hipertensão arterial e alterações metabólicas. Muitas vezes o paciente desconhece o diagnóstico e apresenta apenas sintomas como ronco intenso, sono não reparador e sonolência diurna. Alguns exames também ajudam a refinar o risco Além do colesterol tradicional, alguns biomarcadores podem fornecer informações adicionais. -Lipoproteína(a) – Lp(a) A Lp(a) é uma partícula determinada principalmente pela genética. Valores elevados estão associados a maior risco cardiovascular e podem ajudar a explicar casos de doença cardiovascular em pessoas aparentemente saudáveis. -PCR ultrassensível A proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us) é um marcador de inflamação. Quando persistentemente elevada, pode indicar um estado inflamatório associado a maior risco cardiovascular. O que pode ser feito para melhorar o colesterol? Independentemente da necessidade ou não de medicamentos, algumas medidas são fundamentais: – Praticar atividade física regularmente – Manter peso corporal adequado – Priorizar uma alimentação rica em vegetais, frutas, leguminosas e alimentos minimamente processados – Reduzir o consumo de ultraprocessados – Não fumar – Controlar pressão arterial e diabetes quando presentes – Ter sono de qualidade Nem todo colesterol alto é tratado da mesma forma O tratamento do colesterol é cada vez mais individualizado. Mais importante do que olhar apenas para um número isolado no exame é entender o contexto completo do paciente, seus fatores de risco e seu risco cardiovascular global. É essa avaliação que permite definir se apenas mudanças no estilo de vida serão suficientes ou se existe necessidade de medicações para reduzir o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares no futuro. Colesterol alto sempre precisa de remédio? Não. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes para atingir as metas de LDL. Em outros, especialmente quando o risco cardiovascular é elevado, medicamentos podem ser necessários para reduzir o risco de eventos cardiovasculares.   O que é Lp(a) e quando devo dosar? A lipoproteína(a), ou Lp(a), é um fator de risco cardiovascular determinado principalmente pela genética. A dosagem pode ser especialmente útil em pessoas com histórico familiar de doença cardiovascular precoce ou quando o risco cardiovascular parece maior do que o esperado. O ovo aumenta o colesterol? Para a maioria das pessoas, o consumo moderado de ovos tem pouco impacto sobre os níveis de colesterol sanguíneo. Atualmente, sabe-se que gorduras saturadas e ultraprocessados costumam ter maior influência sobre o LDL do que o colesterol presente nos alimentos. HDL alto protege contra infarto? O HDL está associado a menor risco cardiovascular, mas valores elevados não anulam os efeitos de outros fatores de risco. Ter HDL alto não significa que a pessoa está protegida contra infarto ou AVC. LDL de 115 mg/dL é alto? Depende. O mesmo valor pode ser considerado adequado para uma pessoa de baixo risco cardiovascular e inadequado para alguém que já teve infarto, AVC ou possui diabetes. Por isso, o resultado deve sempre ser interpretado dentro do contexto clínico. #colesterol #riscocardiovascular #estatinas #envelhecimento #envelhecercomsaude #colesterolalto #nutrologia #saudemetabólica #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Nem toda fome é física.

Às vezes sentimos vontade de comer porque vimos um alimento apetitoso, sentimos um cheiro agradável, buscamos conforto emocional ou simplesmente seguimos um hábito. Entender os diferentes tipos de fome é um dos pilares da alimentação consciente e pode ajudar a desenvolver uma relação mais saudável com a comida. A imagem abaixo apresenta alguns exemplos dessas diferentes manifestações da fome. #fomefisica #fomeemocional #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Qual o papel da alimentação na fertilidade?

A infertilidade é uma condição mais comum do que muitas pessoas imaginam. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ela afeta aproximadamente 48 milhões de casais no mundo todo. E, embora muitas vezes o assunto seja associado apenas à saúde feminina, a fertilidade depende de múltiplos fatores — femininos, masculinos, hormonais, metabólicos e até ambientais. Idade, qualidade do sono, estresse, doenças como endometriose e síndrome dos ovários policísticos, alterações na qualidade do esperma, excesso de peso, tabagismo e sedentarismo são apenas alguns dos fatores que podem influenciar a capacidade reprodutiva. Nos últimos anos, a ciência também passou a investigar o papel da alimentação nesse contexto. E hoje sabemos que, embora não exista uma “dieta da fertilidade”, alguns padrões alimentares parecem criar um ambiente metabólico e inflamatório mais favorável tanto para a fertilidade feminina quanto masculina. Não existe alimento milagroso — existe padrão alimentar Os estudos mais consistentes mostram benefícios associados a padrões alimentares como a dieta mediterrânea e dietas com perfil anti-inflamatório. Na prática, isso significa uma alimentação baseada em: vegetais frutas grãos integrais azeite de oliva peixes oleaginosas leguminosas proteínas menos processadas Esses padrões parecem estar associados a melhores taxas de gravidez clínica e melhor qualidade seminal. O impacto da inflamação e da resistência à insulina A fertilidade é extremamente sensível ao estado metabólico do organismo. Dietas ricas em ultraprocessados, excesso de açúcar, gorduras trans e alimentos com alto potencial inflamatório podem favorecer: resistência à insulina inflamação crônica alterações hormonais piora da qualidade ovulatória pior qualidade do sêmen Isso é especialmente relevante em condições como: síndrome dos ovários policísticos (SOP) obesidade endometriose   Nutrientes que tem papel importante Ácido fólico A suplementação de ácido fólico é uma das recomendações mais consolidadas para casais que estão tentando engravidar. Além da prevenção de defeitos do tubo neural, estudos associam níveis adequados de folato a: menor risco de infertilidade ovulatória menor risco de perda gestacional melhores resultados em reprodução assistida   Ômega-3 Os ácidos graxos ômega-3 parecem contribuir para um ambiente menos inflamatório e podem beneficiar a fertilidade feminina. As principais fontes incluem: peixes gordurosos sardinha salmão atum (com moderação) linhaça chia   Antioxidantes O estresse oxidativo pode impactar tanto a qualidade dos óvulos quanto dos espermatozóides. Aumentar o consumo de antioxidantes por via alimentar parece ser benéfico.  O peso corporal também influencia Tanto o baixo peso quanto a obesidade podem prejudicar a fertilidade. Em mulheres com obesidade e anovulação, perdas de peso relativamente pequenas — entre 5% e 10% do peso corporal — já foram associadas à melhora da ovulação espontânea e da resposta aos tratamentos. Mas é importante fazer um alerta: fertilidade não deve ser reduzida a peso corporal. Existem pessoas magras com infertilidade e pessoas obesas férteis. O objetivo não é buscar “corpo ideal”, e sim saúde metabólica. O que vale a pena reduzir? Os dados mais consistentes sugerem moderação de: alimentos ultraprocessados bebidas açucaradas excesso de fast food gorduras trans excesso de carnes processadas peixes com alto teor de mercúrio   Alimentação ajuda — mas não explica tudo A alimentação é apenas uma peça do quebra-cabeça da fertilidade. Ela não substitui investigação médica, avaliação hormonal ou tratamento especializado quando necessário. Mas pode ser uma ferramenta importante para melhorar saúde metabólica, qualidade de vida e criar um ambiente mais favorável à concepção. E talvez essa seja a mensagem mais importante: fertilidade não depende de um único alimento, suplemento ou dieta da moda — ela reflete um conjunto complexo de fatores que envolvem saúde física, hormonal e emocional. #fertilidade #infertilidade #dificuldadeparaengravidar #saudesexual #nutrologia #saudemetabólica #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

O que acontece no cérebro durante o exercício físico?

Durante muito tempo, o exercício físico foi associado quase exclusivamente ao corpo: músculos mais fortes, melhora do condicionamento, perda de gordura e prevenção de doenças cardiovasculares. Mas a ciência vem mostrando algo ainda mais interessante: quando nos movimentamos, o cérebro também muda. E talvez isso explique por que tantas pessoas relatam se sentir “mais leves”, mais concentradas ou até emocionalmente melhores depois de treinar. Hoje já sabemos que o exercício físico não atua apenas nos músculos — ele também modifica circuitos cerebrais, estimula conexões neurais e influencia diretamente memória, humor, foco e saúde cognitiva. Exercício físico e neuroplasticidade O cérebro tem uma capacidade chamada neuroplasticidade: a habilidade de criar novas conexões e se adaptar aos estímulos que recebe. E o exercício físico é um desses estímulos. Estudos mostram que a prática regular de atividade física aumenta o fluxo sanguíneo cerebral, melhora a oxigenação do cérebro e estimula a liberação de substâncias importantes para o funcionamento neuronal. Entre elas, uma das mais estudadas é o BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor), conhecido por participar da formação, proteção e sobrevivência dos neurônios.  Na prática, isso significa que o exercício ajuda o cérebro a: fortalecer conexões neurais, melhorar a capacidade de aprendizado, favorecer memória e atenção, e manter a saúde cognitiva ao longo do envelhecimento. Por que o exercício melhora o humor? Existe uma explicação biológica para aquela sensação de bem-estar depois de se exercitar. Durante o exercício, há aumento da liberação de neurotransmissores como dopamina, serotonina e endorfina — substâncias relacionadas à sensação de prazer, motivação e regulação do humor. Além disso, pesquisas recentes sugerem que alguns neurônios permanecem ativos mesmo após o término do treino, prolongando efeitos relacionados à clareza mental e adaptação ao exercício. Isso ajuda a entender por que muitas pessoas percebem melhora de: ansiedade, estresse, qualidade do sono, disposição mental, e sensação de energia após incorporar atividade física na rotina. O cérebro também “treina” Um ponto interessante é que o cérebro parece se adaptar ao exercício da mesma forma que os músculos. Pesquisadores observaram que treinos repetidos aumentam a ativação de determinados circuitos neurais, melhorando resistência e capacidade de adaptação ao esforço físico ao longo do tempo. Ou seja: parte da evolução no exercício não acontece apenas porque o músculo ficou mais forte — o cérebro também aprende. Talvez isso ajude a explicar por que o começo costuma ser tão difícil. No início, o exercício exige mais esforço físico, mental e emocional. Com repetição e constância, o corpo se adapta — mas o cérebro também. Exercício físico é cuidado cerebral Em um mundo em que muitas pessoas associam atividade física apenas à estética ou emagrecimento, vale lembrar que movimento também é saúde cerebral. Treinar não é apenas “gastar calorias”. É estimular conexões neurais.É proteger a cognição.É modular o humor.É investir em autonomia e qualidade de vida no longo prazo. E talvez uma das partes mais bonitas disso seja justamente essa: cada treino não fortalece apenas o corpo que vemos no espelho — fortalece também um órgão que muitas vezes esquecemos de cuidar. #treinododia #esporteévida #esporteésaude #envelhecimento #envelhecercomsaude #saudecognitiva #nutrologia #saudemetabólica #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

“Brain fog” na menopausa existe? Entenda por que memória e concentração podem mudar nessa fase

Muitas mulheres chegam ao consultório descrevendo uma sensação difícil de explicar:“Parece que meu cérebro não funciona mais igual.”“Estou esquecendo palavras.”“Perco o raciocínio no meio da conversa.”“Minha concentração piorou muito.” Essas queixas costumam aparecer principalmente na transição para a menopausa — e não são “frescura”, falta de atenção ou preguiça. Hoje sabemos que as mudanças hormonais dessa fase podem, sim, influenciar o funcionamento cerebral e a cognição. O que muda no cérebro durante a menopausa? A menopausa não afeta apenas o ciclo menstrual. A queda hormonal, especialmente do estrogênio, também impacta regiões cerebrais relacionadas à memória, atenção, linguagem e processamento emocional. O estrogênio participa de diversos mecanismos importantes no cérebro, incluindo: comunicação entre neurônios; metabolismo cerebral; regulação do humor; qualidade do sono; memória e aprendizado. Por isso, durante a perimenopausa — fase de transição que antecede a menopausa — algumas mulheres percebem alterações cognitivas temporárias. Quais sintomas cognitivos podem aparecer? Os sintomas variam bastante, mas os mais comuns incluem: dificuldade de concentração; esquecimentos frequentes; sensação de lentidão mental; dificuldade para encontrar palavras; piora da atenção; sensação de “cérebro cansado”; dificuldade para organizar tarefas ou fazer múltiplas atividades ao mesmo tempo. Muitas mulheres descrevem isso como uma “névoa mental” ou “brain fog”. Isso significa perda cognitiva grave? Na maioria dos casos, não. Os estudos mostram que, apesar da percepção subjetiva de piora, os testes cognitivos geralmente permanecem dentro da faixa esperada para a idade. Ou seja: existe uma sensação real de piora cognitiva, mas ela costuma ser leve e não significa necessariamente demência ou perda importante da função cerebral. Além disso, esses sintomas costumam oscilar. Algumas mulheres percebem períodos melhores e piores ao longo da transição hormonal. Nem tudo é hormônio Outro ponto importante é que os sintomas cognitivos da menopausa não acontecem apenas pela queda do estrogênio. Essa fase também pode vir acompanhada de: insônia; ondas de calor noturnas; ansiedade; alterações de humor; sobrecarga emocional; fadiga; estresse crônico. E tudo isso também interfere diretamente na memória, atenção e desempenho mental. Por isso, muitas vezes o cérebro sofre não por um único fator isolado, mas por um conjunto de mudanças acontecendo ao mesmo tempo. Então por que isso ainda é tão pouco discutido? Historicamente, os sintomas cognitivos da menopausa foram minimizados ou atribuídos apenas ao estresse e envelhecimento natural. Nos últimos anos, porém, houve um aumento importante das pesquisas nessa área, justamente porque muitas mulheres relatam impacto na vida profissional, emocional e social. Hoje já existe um entendimento maior de que a menopausa também é uma transição neurológica — e não apenas ginecológica. Quando vale procurar avaliação? Embora alterações leves sejam comuns, alguns sinais merecem atenção: dificuldade importante para realizar atividades do dia a dia; piora progressiva importante da memória; desorientação; mudanças comportamentais importantes; sintomas depressivos intensos; grande impacto profissional ou funcional. Nesses casos, a avaliação médica é importante para diferenciar sintomas relacionados à menopausa de outras condições clínicas, emocionais ou neurológicas. O principal: esses sintomas são reais Muitas mulheres passam anos achando que estão “falhando”, quando na verdade estão atravessando uma fase de intensa adaptação hormonal e cerebral. Falar sobre isso ajuda não apenas no diagnóstico adequado, mas também na redução da culpa e da autocobrança que tantas mulheres carregam durante a menopausa. #menopausa #saudedamulher #saudecognitiva #nutrologia #saudemetabólica #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Medicina culinária: o que é e como pode transformar a sua relação com a alimentação

Você já recebeu uma orientação alimentar e pensou: “ok, mas… como eu coloco isso na prática?” É exatamente nesse ponto que entra a medicina culinária. A medicina culinária é uma abordagem que une ciência da nutrição, medicina e habilidades práticas de cozinha. Ou seja, não basta saber o que comer — a proposta é ensinar como transformar essa recomendação em refeições reais, viáveis e sustentáveis no dia a dia. Na prática, isso significa sair do plano teórico e ir para a vida real: mercado, preparo, combinações, organização da rotina alimentar e até o prazer de comer. Diferente de dietas restritivas ou cheias de regras difíceis de seguir, a medicina culinária trabalha com comida de verdade, respeitando cultura, preferências e rotina de cada pessoa. Mas por que isso é tão importante? Porque a maior dificuldade da maioria dos pacientes não é falta de informação — é a execução. Saber que precisa comer mais vegetais, reduzir ultraprocessados ou melhorar a qualidade da dieta é relativamente comum. O desafio está em transformar isso em refeições possíveis em meio à rotina corrida, cansaço e falta de planejamento. A medicina culinária atua justamente nesse “gap”. Ela ajuda o paciente a: Planejar refeições de forma simples e prática Montar pratos equilibrados sem depender de regras rígidas Ganhar autonomia alimentar Reduzir a dependência de industrializados Desenvolver habilidades básicas na cozinha Melhorar a relação com a comida Além disso, quando o paciente participa ativamente do processo — escolhendo, preparando e entendendo os alimentos — a adesão ao plano alimentar tende a ser muito maior. E onde isso entra no tratamento médico? Na prática clínica, a alimentação é um dos pilares no manejo de diversas condições, como obesidade, diabetes, dislipidemia, síndrome dos ovários policísticos e até sintomas gastrointestinais. Mas orientar “coma melhor” é vago demais. A medicina culinária traz um olhar mais aplicado e realista: ela traduz a recomendação médica em comportamento alimentar possível. Não se trata de ensinar receitas complexas ou gourmetizar a alimentação — e sim de mostrar caminhos simples, acessíveis e sustentáveis. No fim das contas, o objetivo é um só: Fazer com que a alimentação saudável deixe de ser um ideal distante e passe a fazer parte da rotina, de forma leve e consistente.   #terapianutricional #medicinaculinaria #saudenoprato #cozinhar #saudenacozinha #nutrologia #saudemetabólica #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

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