Kiwi: um aliado natural contra a constipação intestinal
A constipação (ou prisão de ventre) é um sintoma gastrointestinal muito comum — estima-se que afete cerca de 20% da população. Ela é caracterizada por evacuações infrequentes (menos de três por semana, em geral), fezes ressecadas e endurecidas, e dificuldade para evacuar. Embora o número de evacuações varie bastante entre as pessoas, o desconforto e o impacto na qualidade de vida são reais. O problema pode surgir como efeito colateral de medicamentos ou como uma condição isolada, e o tratamento costuma envolver mudanças na alimentação, hidratação adequada e, em alguns casos, o uso de fibras específicas. Recentemente, um estudo clínico internacional trouxe um resultado interessante: o consumo de dois kiwis verdes por dia mostrou-se tão — ou até mais — eficaz do que o uso de psyllium (uma fibra amplamente utilizada para tratar constipação funcional e síndrome do intestino irritável com constipação). Os participantes que consumiram kiwi apresentaram aumento da frequência das evacuações, melhor conforto gastrointestinal, menor esforço e fezes com consistência mais branda. Esses resultados reforçam o potencial do kiwi como uma estratégia natural e saborosa para melhorar o trânsito intestinal — além de oferecer vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a saúde geral. 🍽️ Dica prática: incluir dois kiwis verdes por dia, preferencialmente com as principais refeições, pode ser uma forma simples e eficaz de favorecer o funcionamento intestinal. #constipação #saúdegastrointestinal #intestinosaudável #nutrologia #fibrasalimentares #saúdeintestinal #nutrição #qualidadedevida #bemestar #kiwi #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
“Doutora, quando posso parar o remédio?” – por que essa é a pergunta errada sobre o uso dos análogos de GLP-1
Nos últimos meses, uma das perguntas mais comuns no consultório tem sido: “Por quanto tempo eu vou precisar usar o remédio para emagrecer?” Essa dúvida é legítima — mas muitas vezes nasce de um equívoco: a ideia de que a obesidade é uma falha de caráter ou apenas falta de força de vontade. Na verdade, a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e com base biológica complexa. Envolve genética, regulação hormonal, metabolismo e até alterações nos mecanismos de saciedade. Quando uma pessoa perde peso, o corpo “luta” para voltar ao ponto anterior. Isso acontece porque há uma redução de hormônios de saciedade, uma queda no gasto energético e uma mudança no funcionamento muscular e intestinal. Ou seja: o corpo interpreta a perda de gordura como uma ameaça, e tenta, a todo custo, recuperá-la. Por isso, ao interromper o tratamento com os análogos de GLP-1 (como semaglutida ou liraglutida), é comum que o apetite aumente e o peso volte a subir — especialmente se não houver uma estrutura de hábitos consolidada. 💡 Como manter os resultados a longo prazo? Algumas estratégias que eu costumo orientar aos meus pacientes: – Monte um modelo de hábitos. Durante o tratamento, anote tudo o que funcionou para você: horários, tipos de refeição, alimentos que ajudaram na saciedade, rotina de sono, atividade física. Esse “modelo” será sua base para manter os resultados — mesmo após a suspensão da medicação. – Mantenha (ou inicie) a atividade física. O exercício pode não ser o principal fator para a perda de peso inicial, mas é essencial para evitar o reganho. Estudos mostram que pessoas que se mantêm ativas após interromper o uso do GLP-1 têm muito mais chances de preservar a perda conquistada. – Cuide do seu “microambiente”. Deixe sua casa organizada para o sucesso: alimentos saudáveis à vista, ultraprocessados fora de alcance e refeições planejadas. Após o término do medicamento, é natural sentir mais fome — e o ambiente faz diferença na hora de resistir aos impulsos. – Conte com uma equipe multidisciplinar. O tratamento da obesidade é mais eficaz quando envolve profissionais de diferentes áreas: médico, nutricionista, educador físico e psicólogo. Cada um tem um papel fundamental para manter o equilíbrio físico e emocional a longo prazo. O objetivo nunca deve ser “tomar o mínimo possível de tempo”, mas encontrar a estratégia mais sustentável para manter saúde, qualidade de vida e bem-estar. Obesidade não é falta de esforço. É uma condição crônica que merece ser tratada com respeito, ciência e continuidade, e eu to aqui para te ajudar. #obesidade #GLP1 #emagrecimento #nutrologia #saudemetabólica #tratamentocontínuo #mudançadehábitos #semaglutida #liraglutida #Ozempic #Wegovy #Saxenda #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
Você pode estar com deficiência de vitamina D (mesmo sem saber) ☀️
A vitamina D é essencial para muito mais do que a saúde dos ossos — ela participa do funcionamento do sistema imunológico, do metabolismo muscular, da regulação hormonal e até do humor. Apesar disso, a deficiência de vitamina D é extremamente comum, mesmo em países ensolarados como o Brasil. O motivo? Nem sempre tomamos sol o suficiente (ou da forma certa) para garantir uma boa produção dessa vitamina. Alguns grupos estão em maior risco de deficiência, e por isso devem ter a dosagem avaliada e, se necessário, corrigida: – Pessoas com baixa exposição solar, seja por viverem em cidades com pouco sol, passarem muito tempo em ambientes fechados ou usarem protetor solar de forma constante.– Indivíduos de pele escura, pois a melanina reduz a capacidade da pele de produzir vitamina D.– Pessoas com obesidade, já que a vitamina tende a ficar “retida” no tecido adiposo.– Aqueles em uso de medicações que aceleram o metabolismo da vitamina D, como fenobarbital, carbamazepina, dexametasona, rifampicina, entre outros.– Pessoas com doenças crônicas (como diabetes, doença renal, distúrbios da paratireoide ou doenças hepáticas).– Bebês de mães com deficiência durante a gestação.– Gestantes e lactantes, por apresentarem maior demanda.– Idosos, que produzem menos vitamina D pela pele com o passar dos anos.– E também pacientes após cirurgia bariátrica, devido à menor absorção intestinal. Manter níveis adequados de vitamina D é importante em todas as fases da vida — e isso envolve exposição solar segura, alimentação equilibrada e, em alguns casos, suplementação orientada por um médico. 👉 Se você se encaixa em algum desses grupos, vamos conversar e avaliar seus níveis para garantir que estejam dentro do ideal. #vitaminaD #saúde #nutrologia #deficienciavitaminaD #bemestar #imunidade #metabolismo #saudeóssea #sol #vitaminas #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
Agonistas de GLP-1: um olhar sobre libido e função sexual
Os medicamentos da classe dos agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) têm se tornado cada vez mais usados no tratamento do sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. Entretanto, um efeito que ainda recebe menos atenção é o impacto potencial desses fármacos sobre a libido e a função sexual — tema essencial para quem atua na área de nutrologia, saúde metabólica e sexualidade do paciente. Como esses medicamentos atuam Os agonistas de GLP-1 exercem ação múltipla: Reduzem o apetite, promovem sensação de saciedade e retardam o esvaziamento gástrico. Atuam também em vias cerebrais ligadas à recompensa, motivação e processamento de impulsos — não apenas os alimentares, mas também outros impulsos motivacionais. Por exemplo, segundo especialistas, ao reduzir os picos de dopamina ou alterar a sinalização de serotonina, esses medicamentos podem interferir indiretamente no desejo sexual. O que se observa em termos de libido Alguns pacientes relatam redução da libido ou embotamento da função sexual após o início do tratamento com agonistas de GLP-1. Em contrapartida, há casos em que a perda de peso obtida com o tratamento melhora a autoestima, o humor ou o equilíbrio hormonal, o que pode melhorar a função sexual/ desejo em determinados cenários. O risco parece maior em pacientes que já têm fatores de vulnerabilidade para alteração da libido (ex.: mulheres na menopausa, homens com baixos níveis de testosterona). Por que isso pode acontecer? Alguns mecanismos possíveis: Atuação nos centros de recompensa e motivação: ao interferir nas vias de dopamina/serotonina que também regulam o desejo sexual. Efeito físico-secundário: náusea, fadiga, mal-estar gastrointestinal — efeitos comuns desse tipo de fármaco — podem reduzir o interesse ou a disposição sexual. Alterações hormonais: a perda de peso, a melhora da sensibilidade à insulina e à leptina podem alterar os níveis de testosterona e estrogênio, o que pode favorecer ou dificultar a libido dependendo do perfil do paciente. Como nutróloga, há alguns pontos práticos a considerar: Avaliação antes do início: considerar histórico sexual/ libidinal, fatores hormonais, imagem corporal e motivação para tratamento. Monitorar: acompanhar alterações na função sexual ou no desejo após o início do tratamento com agonistas de GLP-1. Individualização: discutir com o paciente que, embora o medicamento traga benefícios importantes (peso, glicemia, etc.), pode haver impacto sexual que merece atenção. Estratégias de mitigação: em caso de queixas de libido reduzida, considerar ajustes (dose, tipo de agonista), suporte de saúde sexual, avaliação hormonal, mudança de estilo de vida (atividade física, qualidade de sono, alimentação adequada) e abordagem da imagem corporal. Comunicação franca com o paciente: deixar claro que o efeito sobre a libido é uma possibilidade, porém não inevitável, e que existem estratégias. Em resumo Os agonistas de GLP-1 são ferramentas poderosas no tratamento da obesidade e do diabetes, com impacto significativo na saúde metabólica. No entanto, o efeito sobre a libido e função sexual merece ser reconhecido, avaliado e gerenciado — especialmente em contextos como o da nutrologia, onde a qualidade de vida global do paciente importa tanto quanto os marcadores metabólicos. A chave é manter o olhar integral: não apenas peso/glicemia, mas também bem-estar sexual, motivação e imagem corporal. Fonte: “Agonistas de GLP-1 e libido: o que os profissionais de saúde precisam saber” – Medscape, 07 out 2025. #nutrologia #saúdemental #funçãosexual #metabolismo #obesidade #diabetes #qualidadedevida #medicamentos #recompensa #sexualidade #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
Qual é a panela ideal para sua saúde?
O material das panelas em que preparamos nossos alimentos também importa. Se alimentar bem significa também cozinhar bem. E cozinhar bem = usar utensílios que não prejudiquem o alimento — ou o organismo. Mesmo que uma panela libere apenas pequenas quantidades de substâncias para os alimentos, o problema é que usamos essa panela dia após dia, por anos. Essa “gota que pinga” vira acúmulo no corpo ao longo do tempo e isso pode impactar nossa saúde de modo inesperado. Os principais tipos de panelas — e o que considerar > Alumínio É barato, comum, leve — mas também tem desvantagens: pode liberar alumínio nos alimentos, especialmente quando a comida é ácida ou quando a panela é velha ou de baixa qualidade. Alguns estudos indicam que essa liberação existe e que, em certos casos, pode contribuir para sobrecarga de alumínio no organismo. Cuidados: se for usar, evite alimentos muito ácidos (como tomate, fruta cítrica), não utilize panelas muito gastas ou kits muito baratinhos. > Aço inoxidável (inox) É esteticamente bonito, resistente — mas não é livre de migração de metais. O inox contém ferro, cromo, níquel. Sob certas condições (alimentos ácidos, panela nova, tempo de cozimento prolongado) pode liberar níquel ou cromo para o alimento. Importante: pessoas com alergia a níquel ou cromo devem redobrar atenção. Escolher inox de qualidade, evitar riscos ou descascados, e não abusar de alimentos super-ácidos ajudam. > Ferro (fundido) Aqui temos um “lado bom” forte: utensílios de ferro podem aumentar a ingestão de ferro — útil em quem tem anemia por deficiência de ferro. Por outro lado: se você já tem níveis elevados de ferro ou condição que exige moderação (ex: hemocromatose), pode haver risco. E algumas panelas de ferro liberam pequenas quantidades de outros metais se não forem bem cuidadas. > Vidro Uma das opções mais “seguras” do ponto de vista de contaminação por metais: vidro industrializado, de qualidade, não libera praticamente nada para os alimentos.Porém, fragilidade e preço são ressalvas — e, atenção: nem todo vidro é igual: vidros artesanais ou de cristal podem sim apresentar risco se contiverem chumbo ou outros metais pesados. > Outras Cobre: belo, excelente condução de calor, mas não revestido ou usado com alimentos ácidos pode liberar cobre — risco mais para quem tem distúrbios desse metal. Cerâmica (com esmalte): a aparência é convidativa, mas o risco está presente quando os esmaltes contêm chumbo, cádmio ou outros metais. Pedra-sabão: interessante, pode liberar minerais benéficos, mas exige “cura” do utensílio e atenção aos alimentos. Barro/argila: tradição centenária, “tem sabor”, mas origem artesanal ou sem controle pode ter lixiviação de metais pesados. Então — qual escolher? Não existe uma “panela perfeita” para todo mundo. A escolha ideal depende: Do seu estado de saúde (anemia, alergias, sensibilidade a metais) Do uso que você dá (frequência, tipo de alimento, ácidos, tempo de cocção) Do orçamento e manutenção (uma panela de qualidade custa mais, mas dura mais e libera menos) Do material, da marca/fabricação e de como você a usa e conserva. Algumas dicas práticas para cozinhar com mais consciência Prefira panelas de boa qualidade, de fornecedores reconhecidos, com especificações claras. Evite alimentos muito ácidos em utensílios que liberam metais com mais facilidade. No caso de panelas de ferro ou pedra-sabão: cure ou “amacie” o utensílio antes do uso frequente. Se usar inox, escolha inox 18/10 ou similar de boa qualidade, mantenha a superfície intacta, sem riscos ou descascados. Vidro é ótimo para segurança, mas cuide da fragilidade e do custo. Mantenha uma rotina de verificação: panela velha, com desgaste ou descascamento = maior risco de migração de materiais. Lembre-se: o que você cozinha + como você cozinha + onde você cozinha = o que acaba indo para o seu corpo. Fonte: “Qual a panela ideal?” por Dr. Frederico Lobo — Ecologia Médica (2011) #saúdenacozinha #materialdapanela #cozinhaconsciente #alimentaçãosaudável #escolhainteligente #vidroiInoxferro #panelas #bemestar #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
Life’s Essential 8: os 8 pilares da saúde cardiovascular
A American Heart Association criou o Life’s Essential 8, um conjunto de oito fatores que ajudam a proteger o coração e até reduzem o risco de câncer. Os pilares são: Pressão arterial abaixo de 120×80 mmHg Hemoglobina glicada menor que 5,7% Colesterol total abaixo de 200 mg/dL IMC menor que 25 kg/m² Não fumar Praticar atividade física pelo menos cinco vezes por semana Manter uma alimentação equilibrada Ter uma rotina de sono adequada Cinco desses pontos estão diretamente ligados ao estilo de vida, reforçando que pequenas mudanças na rotina — como se movimentar mais, cuidar do sono e melhorar a alimentação — têm impacto real na prevenção de doenças. Cuidar do coração é, antes de tudo, cuidar de si. 💚 Fonte: American Heart Association #saudecardiovascular #prevenção #estilodevida #nutrologia #habitosdesaude#vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
6 Estratégias não medicamentosas para controle de pressão alta
Se você está convivendo com a Hipertensão Arterial — ou quer se prevenir — saiba que os remédios são apenas parte da solução. Um plano de vida com alimentação equilibrada, hábitos saudáveis e algumas mudanças simples pode fazer muita diferença. Vamos ver como colocar isso em prática. 1. O que é pressão alta? A hipertensão é quando a pressão nas artérias se mantém elevada — normalmente considera-se pressão sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg em pelo menos duas medições em ocasiões diferentes. Fatores como genética, envelhecimento, excesso de peso, consumo elevado de sódio, sedentarismo e tabagismo aumentam o risco. E isso importa porque a pressão muito alta está associada a doenças graves como AVC, infarto e até morte prematura. Então, tratar só com remédios não basta: há todo um estilo de vida envolvido. 2. Alimentação que ajuda — peça chave no controle Uma nutrição adequada é um pilar fundamental no controle da pressão. Vamos aos pontos mais relevantes: Manter um peso saudávelO sobrepeso (especialmente abdominal) eleva o risco de hipertensão. Já mesmo uma perda modesta de peso pode reduzir significativamente a pressão arterial (em média, perder 1 kg pode diminuir ~1 mmHg). Dica prática: Foque em alimentação mais vegetal, menos ultraprocessados, e combine com atividade física. Reduzir a ingestão de sódioO excesso de sódio eleva a pressão porque favorece retenção de líquidos e maior carga sobre os vasos sanguíneos.Meta sugerida: até ~2 g de sódio por dia (≈ 5 g de sal de cozinha).Como fazer: Evite alimentos industrializados, temperos/ molhos prontos, fast-food; use ervas frescas, alho, cebola, gengibre para dar sabor natural. Aumentar a ingestão de potássioO potássio ajuda porque favorece a excreção de sódio e relaxa vasos sanguíneos.Fontes: Banana, abacate, feijão, folhas verdes, tomate, damasco, etc.Aviso: Se você tem problemas renais, ajuste com médico/nutri. Adotar um padrão alimentar saudável (como a dieta DASH)A dieta DASH (“Dietary Approaches to Stop Hypertension”) recomenda frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura, cereais integrais, pouco doce e carnes vermelhas.Em estudos, ela chegou a reduzir ~11 mmHg na pressão sistólica e ~7,5 mmHg na diastólica comparada à dieta habitual. Reduzir ou evitar bebidas alcoólicasO consumo de álcool está ligado ao aumento da pressão arterial.Mesmo pessoas sem hipertensão ativa podem se beneficiar reduzindo ou eliminando o álcool. Outras recomendações alimentares úteis Limitar carne vermelha Evitar excesso de açúcar e bebidas adoçadas Preferir laticínios com baixo teor de gordura Aumentar consumo de fibras (~30 g/dia) Incluir alimentos ricos em polifenóis (beterraba, cacau, gengibre, etc) 3. Estilo de vida: além da alimentação Para controlar bem a pressão, alimentação + estilo de vida caminham juntos. Atividade física regularO exercício reduz tanto a incidência quanto a gravidade da hipertensão. Em uma meta-análise com quase 400 ensaios, o exercício foi tão eficaz quanto alguns medicamentos em diminuir pressão.Recomendações: 150 a 350 minutos por semana de exercício aeróbico moderado (ex: caminhada rápida, natação) 2 a 3 sessões semanais de musculação ou resistência Reduzir o tempo sentado: por exemplo, levantar-se 5 minutos a cada 30 minutos sentado. Sono adequadoDormir pouco (≤ 5h) ou em excesso (≥ 9h) pode aumentar a pressão arterial.Dicas: Dormir entre 7 e 9 horas, ter rotina de sono, evitar telas e cafeína perto da hora de dormir, manter quarto escuro. Cessação do tabagismoFumar eleva a pressão arterial (~5 a 10 mmHg) e aumenta risco cardiovascular.Se for fumante, parar é uma das prioridades para controle da pressão. Controle do estresseSituações de estresse elevam a liberação de adrenalina e podem dificultar o controle da pressão.Técnicas úteis: Meditação, ioga, tai chi, respiração profunda, música relaxante. Em estudo, ioga 45 min/dia por 12 semanas reduziu ~6,5 mmHg da pressão sistólica. 4. Como colocar em prática de verdade Comece escolhendo 1-2 hábitos para focar nas próximas 4 semanas (ex: reduzir sal, caminhar 30 min por dia). Use um diário ou app para monitorar: peso, horas de sono, atividades e consumo de sal/álcool. Envolva alguém que faça o caminho com você — melhora a adesão. Consulte seu médico ou nutricionista antes de mudanças maiores (especialmente se já estiver em tratamento). Lembre-se: cada pequeno avanço conta! Perder 1 kg, reduzir 500 mg de sódio, aumentar 10 min de atividade física, tudo soma. 5. Por que tudo isso funciona A hipertensão é multifatorial: não é só “medicamento” ou “problema de pressão”, é dieta + movimento + sono + hábitos. Quando combinamos alimentação adequada + atividade física + sono + controle de estresse, criamos um ambiente interno mais favorável — menos retenção de líquidos, menos vasoconstrição, menos sobrecarga nos vasos. Essas estratégias não substituem medicamentos se indicados pelo médico, mas potencializam o tratamento e ajudam a reduzir riscos de complicações cardiovasculares. Conclusão Controlar a pressão alta vai além de “tomar remédio e pronto”. Trata-se de uma abordagem integrada: alimentação inteligente, movimento diário, descanso de qualidade, menos álcool, sem tabaco e atenção ao estresse. Inicie hoje mesmo — o primeiro passo é decidir que vai dar prioridade à sua saúde. Com constância, os resultados aparecem. Fonte: NutriTotal – “Tratamento não-medicamentoso da Hipertensão Arterial em Adultos”. #hipertensão #pressãoalta #saúdecardiovascular #vidasaudável #alimentaçãosaudável #bemestar #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
As estatinas funcionam — ponto final
O debate sobre colesterol é antigo e intenso. Para algumas pessoas, virou quase uma cruzada, uma guerra ideológica que até se aproxima de discursos antivacina — um extremo perigoso. Mas vamos ao que realmente importa: evidência. Há décadas, críticos questionavam (e ainda questionam) os benefícios de reduzir o colesterol. Nos anos 1980, alguns artigos sugeriam que dietas não seriam eficazes ou que remédios poderiam causar mais mal do que bem. Porém, com o avanço da medicina, surgiu um divisor de águas: as estatinas. Estudos como o 4S mostraram que esses fármacos trazem benefícios cardiovasculares consistentes. Por que o debate ainda persiste? Resistência à mudança: muitas pessoas se apegam a ideias antigas, ignorando novas conclusões científicas. Efeito nocebo: os relatos de efeitos adversos (como dores musculares) muitas vezes têm componente psicológico — ao esperar que o remédio cause mal, ele “cumpre” esse papel. Discurso de superioridade terapêutica: críticos às estatinas alegam que apenas fármacos “mais novos” ou naturais seriam válidos — mas o que realmente importa é reduzir o colesterol, independentemente do método. Estatinas na prevenção primária e secundária Em prevenção secundária (quem já teve infarto, AVC ou problemas cardíacos), o benefício é claro: quanto maior a redução do colesterol, maior a proteção. Em prevenção primária (quem nunca teve eventos), os efeitos são menores, mas ainda assim presentes. Metanálises e revisões demonstram que existe redução de mortalidade total, ainda que modesta. Custo-benefício e como decidir Não adianta achar que estatinas devem ser usadas por todo mundo. Isso nem seria viável economicamente. A escolha precisa considerar: O risco individual do paciente (baixo, médio ou alto risco cardiovascular) Qual cálculo de risco utilizar (há vários modelos: Framingham, PREVENT etc.) A relação benefício-risco: quando o risco de doença cardiovascular é alto, o benefício das estatinas supera com folga o risco de efeitos adversos Apesar de existirem outras opções para baixar o colesterol (ezetimiba, inibidores de PCSK9, fibratos, niacina), as estatinas ainda lideram como primeira escolha por serem eficazes, bem estudadas e, hoje, com versões genéricas de baixo custo. Para fechar As estatinas funcionam — não cabe mais dúvida razoável. Não é o fármaco que importa, mas o quão efetiva é a redução do colesterol. O debate não deve ser “estatinas sim ou não”, mas “quem deve tomar, quando e por quanto tempo”. Não se deixe levar por discursos alarmistas ou ideológicos: conheça as evidências. Se você tem colesterol alto, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou quer avaliar seu risco e prevenção de forma personalizada, agende uma consulta comigo. Vamos avaliar seu perfil metabólico e traçar uma estratégia segura e individualizada para cuidar da sua saúde cardiovascular. Fonte: Medscape – As estatinas são eficazes e não deve haver dúvidas quanto a isso (08 de abril de 2025) #saúde #colesterol #medicina #bemestar #qualidadedevida #prevenção #estilodevidasaudável #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
Ultraprocessados: nuances a serem consideradas
Os alimentos ultraprocessados são parte central das dietas modernas — mas será que merecem toda a “má fama”? O debate ainda é intenso, e vale destacar que classificar tudo como “vilão” pode simplificar demais uma realidade complexa. A proposta da classificação NOVA e suas críticas A classificação NOVA — criada pelo professor Carlos A. Monteiro — organiza os alimentos em quatro categorias segundo o grau de processamento: NOVA 1: alimentos naturais ou minimamente processados (frutas, legumes, carne fresca, ovos, leite, castanhas etc.) NOVA 2: ingredientes culinários processados (óleos, manteiga, sal, açúcar, farinha) NOVA 3: alimentos processados (como queijos, pães tradicionais, alimentos em conserva) NOVA 4: ultraprocessados — produtos industriais com aditivos, formulações prontas e grau alto de intervenção industrial Embora a classificação seja muito influente, ela também é alvo de críticas, justamente porque algumas fronteiras não são tão claras. Por exemplo: Produtos como pão integral ou chucrute entram como ultraprocessados (NOVA 4) pela presença de aditivos, mesmo sendo alimentos com perfil nutricional razoável. A definição de “ultraprocessado” inclui itens por critérios como praticidade e aditivos, o que torna a classificação relativamente subjetiva. Nem todo produto classificado como NOVA 4 é necessariamente “ruim” — alguns podem oferecer nutrientes ou cumprir papel prático em dietas mais restritas ou contextos especiais. Portanto, é fundamental relativizar o conceito de ultraprocessado — não tratá-lo como sinônimo absoluto de alimento “do mal”. O que as evidências apontam: consumo excessivo e riscos Quando consumidos em excesso, alimentos ultraprocessados estão associados a vários problemas de saúde. Mas a relação não é monocausal — há nuances importantes: Estudos de coorte mostraram correlações entre maior consumo de ultraprocessados e mortalidade, mas, quando os alimentos são estratificados, essas associações se mantêm principalmente para refrigerantes e carnes ultraprocessadas. Em dietas experimentalmente equilibradas (mesma composição de macronutrientes e calorias), quem consumiu mais ultraprocessados ingeriu cerca de 500 kcal a mais por dia — não por valor nutricional, mas pela rapidez de consumo (que favoreceu ingestão excessiva) e textura “macia”. A hiperpalatabilidade — o apelo sensorial (combinação de gordura, açúcar, sal) — muitas vezes estimula a ingestão além da saciedade, mesmo quando a pessoa já não está com fome. Em termos nutricionais, muitos ultraprocessados têm menor teor de fibras, proteínas e micronutrientes, e mais açúcares “simples” e calorias vazias. Ou seja: o problema não é sempre um ultraprocessado aqui ou ali, mas o padrão alimentar que prioriza esse tipo de produto em excesso. Reflexões e recomendações práticas Diferenciação é essencial. Em vez de rotular globalmente “ultraprocessado = ruim”, devemos avaliar caso a caso. Em políticas nutricionais e recomendações, proibir genericamente todos os ultraprocessados pode gerar efeitos contrários — inclusive dificultar a adesão em populações com restrições econômicas ou logísticas. Incentivar alimentos minimamente processados, frescos e pratos preparados com ingredientes simples continua sendo uma estratégia segura e eficaz. Mas reconhecer que alguns produtos ultraprocessados, quando bem formulados e usados com moderação, podem ter lugar em uma dieta equilibrada — desde que não dominem o padrão alimentar. Fonte: Medscape – Os alimentos ultraprocessados merecem a reputação que têm? (18 de junho de 2025) #ultraprocessados #classificaçãoNOVA #alimentaçãosaudável #nutrologia #saúdereal #comercomequilíbrio #mitosdanutrição #estilodevidasaudável #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
5 aplicativos que podem transformar sua rotina alimentar
Hoje existem diversos aplicativos que podem ajudar no planejamento das refeições, controle de calorias e acompanhamento do progresso rumo a um peso saudável. Os recursos disponíveis podem ser grandes aliados na construção de hábitos mais conscientes — especialmente quando usados com orientação profissional. MyFitnessPal Promete ser “como um instrutor de nutrição, um planejador de refeições e um diário alimentar com você o tempo todo”. O aplicativo permite registrar refeições, acompanhar o consumo de calorias e planejar metas nutricionais personalizadas. Yazio Incentiva o usuário a “abraçar cada passo” na jornada para uma vida mais saudável. Após responder perguntas sobre idade, peso, altura, nível de atividade e objetivo, o app calcula a ingestão calórica ideal. Conta com mais de dois milhões de alimentos cadastrados, leitor de código de barras, contador de calorias e monitor de calorias queimadas. Também acompanha peso, passos e atividades diárias — além de oferecer suporte ao jejum intermitente. Pode ser conectado a outros dispositivos e permite configurar lembretes, como o de beber água. Lifesum Mais do que um contador de calorias, o Lifesum ajuda o usuário a adotar planos alimentares equilibrados e compatíveis com seu estilo de vida. Inclui leitor de código de barras, monitor de ingestão de água e planos voltados à perda de peso e composição corporal, como as dietas mediterrânea, cetogênica, limpa e climatariana. Também disponibiliza planos completos com listas de compras — úteis para quem quer mais praticidade — e oferece um “escore de vitalidade semanal”, que orienta o usuário sobre seus próximos passos para uma vida mais saudável. Nutrition Coach Promete uma forma sustentável e sem esforço de perder ou ganhar peso. É voltado para quem já enfrentou o efeito sanfona e a dificuldade de manter dietas restritivas. O app define metas calóricas diárias e semanais, permitindo refeições livres (“cheat meals”) sem comprometer os resultados. Conta com leitor de código de barras, mais de 1.700 receitas e integração com o Apple Health. MyNetDiary Descrito como “o assistente pessoal definitivo” para perda de peso e nutrição, o MyNetDiary reúne mais de 1,5 milhão de alimentos e 108 nutrientes em seu banco de dados. Traz leitor de código de barras, mensagens e dicas diárias, além de artigos e vídeos educativos. Segundo o app, usuários ativos perderam em média 0,6 kg por semana. Um diferencial é que não é necessário criar conta para começar a usar. Esses aplicativos podem ser grandes aliados na construção de uma rotina alimentar mais equilibrada — ajudando a desenvolver consciência sobre o que se come e facilitando o planejamento do dia a dia. No entanto, nada substitui uma orientação individualizada, adaptada às suas necessidades e objetivos. Agende uma consulta comigo que eu te ajudo. #nutrologia #alimentacaosaudavel #planejamentonutricional #appdenutrição #saudementalecorporal #perdadepeso #reeducaçãoalimentar #draliabataglini #vidasaudável #tecnologiaesaude #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica