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RQE: 101292

Guia completo para o Emagrecimento Saudável

Muito Mais que uma Questão de Estética O emagrecimento vai muito além da aparência. Para quem convive com a obesidade, ele está diretamente ligado à saúde, prevenção de doenças e melhoria na qualidade de vida. Mas, com tantas informações por aí, como escolher o caminho certo?  Este artigo foi pensado para você que quer dar o primeiro passo em direção a um futuro mais saudável. Vamos juntos? Compreendendo a Obesidade: O Primeiro Passo para a Mudança Antes de mais nada, é essencial entender o que é a obesidade. Ela é definida pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e pode ser diagnosticada pelo índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 30. Mais do que um número, é uma condição que afeta múltiplos sistemas do corpo, aumentando o risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono e problemas articulares. O primeiro passo para o emagrecimento é reconhecer que a obesidade é multifatorial. Além de fatores genéticos, há influências ambientais, comportamentais e emocionais. Por isso, a mudança exige uma abordagem integrada e personalizada. Alimentação Saudável: Simples, Sustentável e Gostosa O mito das dietas rápidas ainda seduz, mas o segredo está em criar hábitos alimentares consistentes. Algumas dicas importantes: Priorize alimentos naturais: Legumes, verduras, frutas, grãos integrais e fontes magras de proteínas devem ser a base do seu prato. Evite industrializados: Alimentos ultraprocessados geralmente são ricos em calorias vazias e pobres em nutrientes. Controle as porções: Coma até se sentir saciado, não cheio. Inclua gordura boa: Fontes como abacate, azeite de oliva e castanhas ajudam no controle do apetite. A chave é buscar apoio profissional para estruturar um plano alimentar que respeite suas preferências e necessidades. Movimente-se: A Importância da Atividade Física A atividade física é indispensável no processo de emagrecimento. Não precisa começar com algo extenuante. Caminhadas, alongamentos e atividades prazerosas podem ser um excelente início. Aos poucos, é possível incluir: Exercícios de força para ganho muscular. Treinos aeróbicos para melhorar o condicionamento cardiorrespiratório. Atividades em grupo para maior motivação. O importante é encontrar algo que você goste e possa manter no longo prazo. Aspectos Psicológicos e Emocionais: A Mente Como Aliada O lado emocional muitas vezes é negligenciado, mas ele é fundamental. Comer por ansiedade, estresse ou tristeza é uma realidade para muitas pessoas. Aqui estão algumas estratégias: Busque suporte: Um psicólogo ou terapeuta pode ajudar a lidar com gatilhos emocionais. Mindful eating: Pratique a alimentação consciente, prestando atenção nos sabores, texturas e sinais de saciedade. Crie uma rede de apoio: Amigos e familiares podem ser grandes incentivadores.          5. Tratamentos Complementares: Quando Procurar Ajuda Médica Para algumas pessoas, apenas a combinação de alimentação e exercício pode não ser suficiente. Nesses casos, a ajuda médica é crucial. Opções incluem: Medicamentos: Podem auxiliar na redução do apetite ou no aumento da queima calórica, mas sempre sob supervisão. Terapias comportamentais: Programas estruturados para modificação de hábitos. Cirurgias bariátricas: Indicadas em casos mais graves e após avaliação criteriosa.   O Primeiro Passo é Seu Emagrecer é um processo que exige dedicação, paciência e apoio. Lembre-se de que cada pequena conquista merece ser celebrada. Comece hoje mesmo: escolha uma mudança que você possa implementar já. Um prato mais colorido, uma caminhada de 10 minutos ou até mesmo a decisão de buscar ajuda profissional. Que tal transformar sua saúde agora? Agende uma consulta e dê o primeiro passo rumo à sua melhor versão!

Quando procurar um nutrólogo?

Mas, afinal: o que faz um(a) médico(a) nutrólogo(a) e quando devemos procurá-lo(a)? Essas perguntas, por vezes, despertam algumas dúvidas nas pessoas e, para respondê-las adequadamente, traço aqui uma contextualização acerca da especialidade e da capacitação para se tornar médico(a) nutrólogo(a). A Nutrologia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde o ano de 1978 e, por definição, é responsável pelo diagnóstico, tratamento, orientação de prognóstico e prevenção de patologias nutricionais. Em outras palavras, a Nutrologia abrange questões relacionadas a doenças que podem ser influenciadas pela nutrição, como, por exemplo, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e desnutrição. O nutrólogo realiza uma abordagem individualizada, considerando aspectos clínicos, sociais e culturais do paciente, e utiliza diferentes recursos, como medicamentos, planos alimentares, orientações sobre suplementação e mudanças de estilo de vida. Para se tornar médico nutrólogo, é preciso que, encerrados os 6 (seis) anos de graduação em Medicina, o profissional se dedique à residência médica de Nutrologia – que tem como pressuposto a conclusão prévia de residência em Clínica Médica (como é o meucaso) ou Cirurgia Geral -, ou que obtenha o título através de prova da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) 1 . O campo de atuação do médico nutrólogo, nesse contexto, é bastante amplo, podendo-se destacar o tratamento de:– Obesidade e sobrepeso;– Desnutrição;– Sarcopenia (diminuição da quantidade e da qualidade muscular);– Magreza constitucional;– Emagrecimento não intencional;– Diabetes;– Doença celíaca, SIBO e síndrome do intestino irritável;– Esteatose hepática não alcoólica (gordura no fígado);– Dislipidemias (distúrbios do colesterol ou triglicérides);– Transtornos alimentares (anorexia, bulimia, compulsão alimentar, TARE);– Pacientes oncológicos;– Deficiências nutricionais;– Intolerâncias alimentares;– Doenças inflamatórias (Crohn ou retocolite); Para além desse rol de doenças (que, como exposto, é apenas exemplificativo), o papel do médico nutrólogo ganha relevância em questões relacionadas ao acompanhamento de atletas profissionais e amadores, de pessoas adeptas às dietas veganas e vegetarianas, bem como avalições preventivas em geral, entre outros. É importante ressaltar, devido às – infelizmente – não raras vezes com que nos deparamos com isso atualmente, que procedimentos como “medicina ortomolecular”, “antienvelhecimento”, “ozonioterapia” e “modulação hormonal” não fazem parte do rol de atribuições do nutrólogo – e, mais do que isso, sequer são práticas respaldadas pela ciência e literatura médica consagrada. Dediquei-me mais de 10 (dez) anos ao estudo sério da Medicina e da Nutrologia, passando por instituições renomadas e estando em contato com referências da área, justamente para promover aos meus pacientes os cuidados de que realmente necessitam, com lastro científico e apoio nas boas práticas médicas. Serei muito feliz em atendê-lo(a)! Agende a sua consulta! 1 Para prestar a prova da ABRAN, existem requisitos próprios, como:1) Ter feito residência de Nutrologia, sendo que, as residências de Nutrologia disponíveis no Brasil (em 2024) são:-Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (HCFMRP/USP) – Ribeirão Preto – SP há 2 vagas e com 2 anos de duração.-Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) – São Paulo – SP há 2 vagas e com 2 anos de duração.-Hospital Israel Pinheiro: Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) – Belo Horizonte – MG há 2 vagas e com 2 anos de duração.-Hospital de Clínicas – Porto Alegre – RS há 2 vagas sendo 1 para nutrologia do adulto e 1 para Nutrologia pediátrica. Ambas com 2 anos de duração.-Hospital Ernesto Dornelles – Porto Alegre – RS há 1 vaga e com 2 anos de duração.-UNIFESP – São Paulo – SP há 2 vagas para Nutrologia pediátrica e com 2 anos de duração.-IGESP – São Paulo – SP – Há 2 vagas para a residência em Nutrologia do Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades (IBEPEGE) – 2 anos de duração. -Hospital Geral Roberto Santos – SESAS – Salvador – BA há 2 vagas e com 2 anos de duração.-Hospital Universitário Professor Edgard Santos – Salvador – BA há 2 vagas e com 2 anos de duração. OU 2) Ter feito estágio de Nutrologia reconhecido pela ABRAN, com carga horária de 5.760 horas ao longo de 2 anos ( CH: 2.880/anuais).  Os serviços credenciados pela ABRAN (em 2024) são:-Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) em São Paulo – SP Há 06 vagas e duração de 02 anos. Pré-requisito: 02 anos de formado até a data de início-Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) em São Paulo – SP Há 02 vagas e duração de 02 anos. Pré-requisito: Residência de Clínica Médica ou Cirúrgica ou Medicina de família e comunidade.-Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (HCFMRP/USP) em Ribeirão Preto – SP Há 02 vagas e duração de 02 anos. Pré-requisito: Qualquer residência prévia, ou título de especialista aprovada pela AMB-Hospital São Joaquim da Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo (BP) – São Paulo – SP Há 04 vagas e duração de 02 anos. Pré-requisito: 02 anos de formado até a data de início-IGESP – São Paulo – SP – Há 2 vagas para o Programa de treinamento em Nutrologia do Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades (IBEPEGE) – 2 anos de duração.-Hospital Felício Rocho em Belo Horizonte – MG Há 05 vagas e duração de 02 anos. OU 3) Comprovar 4 anos de atuação em serviço de Clínica Médica ou Clínica cirúrgica  MAIS 4 anos de atuação em serviço de Nutrologia. Totalizando 8 anos. O Edital de 2023 deixou claro que os períodos não podem se sobrepor.

Polivitamínicos sem prescrição médica, devo tomar?

Nas minhas consultas como nutróloga, é muito comum o paciente relatar que toma muitos suplementos e manipulados, sem qualquer prescrição médica e, na maioria das vezes, sem saber exatamente para que eles servem.E, convenhamos, tomar muitos comprimidos todos os dias não é legal, né? Sobre o tema, cheguei a um artigo americano que trazia essa pauta, com o título: “Uso de multivitamínicos e risco de mortalidade em 3 coortes prospectivas dos EUA”, disponível em junho deste ano na revista JAMA. Como o próprio título traz, ele avaliou coortes americanas. Para contextualizá-los, esses estudos são observacionais, não sendo, portanto, os ideais para responderem questionamentos científicos, mas a partir deles é possível surgirem ideias que devem ser investigadas posteriormente com estudos controlados. Em sua elaboração, foram usados dados de 3 estudos de coortes prospectivos nos EUA, com um grupo populacional de 390.124 adultos e acompanhamento por até 27 anos. E por que a importância desse estudo? Porque lá nos EUA, um a cada três adultos usa multivitamínicos com a motivação primária de prevenção de doenças. Com métodos de estatística, tentando ‘regularizar’ as populações – visto que eram três coortes diferentes -, concluiu-se que ospolivitamínicos não agregavam benefícios para longevidade; pelo contrário: acrescentavam 4% de risco na mortalidade. Reforço: com esse estudo, não é possível responder a uma pergunta, mas, sim, gerar outros questionamentos. Além disso, ele também teve limitações, como fatores de confusão que não foram bem definidos (ou seja, que podem confundir e consequentemente alterar a interpretação dos resultados, (i) como assistência médica, (ii) o fato dele ter focado apenas em avaliar uso diário versus não uso, quando também se tem a possibilidade de uso esporádico, (iii) o viés de seleção, considerando que aqueles que não responderam ao questionário inicial não foram incluídos na análise. Finalizo o texto com mais questionamentos que respostas: vale a pena investir em polivitamínicos não indicados? será que porserem vitaminas, são isentos de risco? esse dinheiro não poderia ir pra algo que realmente vale a pena? se sou saudável, sem comorbidades, minha alimentação não é suficiente? por que eu não invisto mais em frutas e verduras que são verdadeiramente seguras? Vem que eu te ajudo e te mostro o que realmente você precisa, otimizando sua rotina e seus gastos! Fonte: Loftfield E, O’Connell CP, Abnet CC, Graubard BI, Liao LM, Freeman LEB, Hofmann JN, Freedman ND, Sinha R. Multivitamin Use and Mortality Risk in 3 Prospective US Cohorts. JAMA Netw Open. 2024 Jun; 7(6): e2418729.

“Água com gás pode? Hidrata normalmente?”

Vamos começar explicando o que ela é e como é feita? A água com gás é produzida a partir da adição de dióxido de carbono (CO2) sob pressão, resultando em água gaseificada com ácido carbônico. Logo, o que difere da água sem gás, é, simplesmente – pasmem! rs – a presença do gás, não impactando em nada seu poder de hidratação. Outra preocupação comum é com o teor de sódio que a água com gás tem. Trago aqui os dois rótulos: água com gás (marca Crystal): Bicarbonato: 66,06mg/l; Cálcio: 8,080mg/l; Sódio: 17,700mg/l; Magnésio: 0,363mg/l; Sulfato: 0,17mg/l; Potássio: 2,060mg/l; Estrôncio: 0,353mg/l; Fluoreto: 0,04mg/l; Carbonato: 5,21mg/l; Nitrato: 0,06mg/l. água sem gás (marca Crystal): Bicarbonato: 66,06mg/l; Cálcio: 8,080mg/l; Sódio: 17,700mg/l; Magnésio: 0,363mg/l; Sulfato: 0,17mg/l; Potássio: 2,060mg/l; Estrôncio: 0,353mg/l; Fluoreto: 0,04mg/l; Carbonato: 5,21mg/l; Nitrato: 0,06mg/l. A simples leitura das propriedades de ambas revela que são exatamente iguais na quantidade de sódio. O que pode diferir entre a água com gás e a sem gás, é o fato de o pH e o sódio mudarem conforme a fonte, o tipo do solo e a profundidade do lençol freático. Esses fatores podem interferir, em alguma medida, nas propriedades da água, sem que, necessariamente, as tornem “melhores” ou “piores”. Então, fiquem à vontade para o consumo de água com gás, de forma segura, e ainda com o benefício de poder ser usada como alternativa (usando-a com chás, frutas como limão, etc) na tentativa de redução de consumo de bebidas açucaradas.

Treinamento resistido e seus múltiplos benefícios

Nós falamos tanto da importância do treinamento resistido, mas, afinal, o que ele é? É todo exercício que evoca uma contração muscular contra uma força externa. Então, não é só na academia que você pode fazer um treino de força, tá? a própria gravidade é uma força externa.  E sim, ele tem benefícios na manutenção e ganho de massa muscular e força, mas também outros vários benefícios cardiovasculares.  Adultos praticantes de treino resistido tem 15% menor risco de mortalidade por todas as causas e 17% menor risco de doenças cardiovasculares.  E não, não é necessário treino todo dia de alta intensidade, apenas 30-60 minutos por semana é o suficiente para você ter todos esses benefícios.    Baseada e inspirada no documento da American Heart Association (AHA) que divulgou em 2023 este consenso, vamos quantificar esses benefícios? Para ser elaborado, foram coletados estudos que avaliavam pessoas com 2-3 treinos por semana, por um período de 2-6 meses, e os resultados foram:   > pressão sanguínea (PA) Reduz a PA principalmente naqueles com hipertensão e com alto risco cardiometabólico, e isso se dá através de melhora na função endotelial (tecido interno dos vasos) e na capacidade de vasodilatação.  Para adultos > 40 anos, os benefícios: pressão sistólica com diminuição -4 mmHg e diastólica -2 mmHg; se pré hipertensão: -3 mmHg na sistólica e -3 mmHg na diastólica se hipertensão: -6 mmHg na sistólica e -5 mmHg na sistólica   > glicemia A presença de exercício resistido é associada a 17% menor risco de desenvolver diabetes;  reduz a glicemia de jejum em 2 a 5 mg/dL nas adultos > 40 anos e naqueles com pré-diabetes e diabetes; no entanto, essa queda não foi vista nos pacientes mais jovens e saudáveis.  Nos pacientes > 40 anos e com diabetes, houve queda de 0,34% na hemoglobina glicada (um dos parâmetros de avaliação da doença).    > perfil de lipídeos O exercício resistido gerou aumento do HDL em 2-12 mg/dL, diminuição de 8 mg/dL no colesterol total e diminuição de 7-13 mg/dL nos triglicérides.    > composição corporal Há melhora da composição corporal por reduzir estoques de gordura, aumentar ou manter massa muscular, e aumentar taxa metabólica basal.  Adultos com obesidade ou sobrepeso, exercício resistido isolado aumentou a massa magra em 0,8 kg, diminui % de gordura em 1,6%, e diminuiu massa gorda em 1 kg comparado com sedentários.    Além de benefícios como: melhora do condicionamento físico, melhora do sono e sua qualidade e redução de sintomas de ansiedade e depressão.    Pensando em resistido x aeróbico x conjugado, esta tabela é muito interessante para ser analisada:  à esquerda: pressão sanguínea, perfil lipídico, controle glicêmico, perda de peso, manutenção do peso, massa magra e massa gordurosa e em cima, primeiro o treino resistido, segundo o aeróbico e o terceiro os dois conjugados Logo, o cenário ideal, e com maior potencial de benefícios é o treinamento conjugado.  E por fim, algumas pontuações para grupos específicos, -mulheres: melhora de densidade óssea, de força muscular, composição corporal e diminui risco cardiovascular; -gestantes: é seguro e recomendado tanto na gestação quanto pós parto; reduz necessidade de terapia com insulina em pacientes com diabetes gestacional; -idosos: desacelera o declínio de massa muscular, força e função associado ao envelhecimento e doenças crônicas; melhora de mobilidade, funcionalidade, e condicionamento físico. Benefícios na funcionalidade especialmente naqueles com sarcopenia, fragilidade, osteoporose e nos institucionalizados. -pacientes com doença arterial periférica: melhora de performance na caminhada; -pacientes com Alzheimer: evoca alterações cerebrais funcionais, reduz a atrofia de substância branca e está associada a lesões menores na substância branca; -pacientes com doença renal: ganho de massa muscular, redução da gordura intramuscular, aumento de força e capacidade funcional. Espero ter te convencido ao longo do texto.  Abaixo deixo o fluxograma, também original do artigo, com as indicações, formas de fazer, tempo e benefícios.  Vamos juntos construir músculos e, com isso, construir saúde.  Fonte: Resistance Exercise Training in Individuals With and Without Cardiovascular Disease: 2023 Update: A Scientific Statement From the American Heart Association | Circulation (ahajournals.org)

Você já ouviu falar da balança de bioimpedância?

Em resumo, ela é um dos instrumentos disponíveis para avaliação (indireta) de composição corporal, ou seja, quanto do seu corpo é constituído por massa muscular, óssea, gordurosa e outras. Para ser realizada, é preciso de um equipamento específico, e o seu princípio básico de funcionamento é a impedância. Mas o que seria isso? Todo objeto, neste caso os tecidos do nosso corpo, tem uma capacidade de resistência a uma corrente elétrica, que é o que chamamos de impedância. Quanto maior a impedância, mais difícil de a corrente elétrica passar.  Alguns fatores, como a quantidade de líquido, por exemplo, favorecem ou dificultam a passagem da corrente, tornando essa impedância diferente entre os tecidos – ossos e gordura, que têm menos água, têm uma impedância maior, ou seja, maior resistência à corrente, enquanto os músculos e a água facilitam a passagem, tendo, portanto, uma impedância menor. Com isso, no momento em que o paciente é posicionado para a realização do exame, são utilizados alguns eletrodos que farão a transmissão da corrente elétrica, de forma rápida e indolor, e os resultados do exame virão a partir da dificuldade ou não dessa passagem de corrente pelos membros tronco. Com o laudo em mãos é possível avaliar: Composição corporal (água corporal, proteínas, minerais, massa de gordura, peso) Análise Músculo-Gordura (peso, massa muscular esquelética, massa de gordura) Análise de Obesidade (IMC, percentual de gordura corporal) Massa magra segmentar (membros e tronco) Análise de gordura segmentar (membros e tronco) Histórico da Composição corporal Controle de peso (peso alvo, controle de peso, controle de gordura, controle muscular) •Informações adicionais (taxa metabólica basal, relação cintura-quadril, nível de gordura visceral, grau de obesidade) Não obstante, é preciso ressaltar que sua precisão pode ser afetada por situações que alteram a quantidade de água no copo, como consumo de álcool, ciclo menstrual, atividade física realizada e hidratação de forma geral, e, ainda, pelo próprio equipamento utilizado. E neste último ponto, há uma questão que sempre gera dúvidas: o que faz algumas balanças serem mais baratas e outras tão caras (variando de R$ 300,00 a R$ 100.000,00)? Os modelos disponíveis no mercado variam com a quantidade de frequências de correntes elétricas geradas e a quantidade de eletrodos, e quanto maior a quantidade de frequências e de eletrodos, maior a acurácia do aparelho. As mais baratas, normalmente, têm menos eletrodos e não são multifrequenciais; à medida que a qualidade do equipamento aumenta, a quantidade de eletrodos e de frequências utilizadas é maior, gerando resultados mais fidedignos. Gostaram da explicação? Vamos fazer uma avaliação juntos? A título de curiosidade, a balança disponível no meu consultório é a Inbody 120.

Hábitos de sucesso na manutenção do peso perdido

Perder peso é um processo custoso, assim como a manutenção do corpo após este peso perdido.  Essa afirmação é vivenciada por aqueles que estão em processo de emagrecimento e, igualmente, é apontada pelas pesquisas que estudam a área. Evidências apontam que, dos indivíduos que perderam 10% do peso ou mais, em um intervalo mínimo de 1 (um) ano, apenas 20% têm sucesso no processo de manutenção do peso perdido. E por que esta definição de 10% de peso perdido? Pois com essa porcentagem de perda há benefícios comprovados na saúde, especialmente nos fatores de risco do diabetes e de doenças cardíacas, mesmo que o paciente não chegue ao peso ideal.  Wing and Hill fizeram, em 1994, nos Estados Unidos, o National Weight Control Registry (NWCR), um grande registro de dados que, até 2005, tinha contado com a participação de 4.000 pessoas (número que, atualmente, excede 10.000), recrutadas via jornal ou revista, maiores de 18 anos, que perderam no mínimo 13,6kg e mantiveram a perda por pelo menos 1 (um) ano. Quando admitidos no registro, eles completavam diversos questionários, detalhando sobre o processo de emagrecimento enfrentado e, também, o de manutenção, sendo, posteriormente, acompanhados para análise tanto de peso, como de comportamento.  Os participantes foram, em sua maioria, mulheres (77%), alfabetizadas (82%), caucasianas (95%) e casadas (64%). A média de idade ao ingressar era de 46,8 anos. Metade reportava ter sido uma criança acima do peso, e ¾ tinham relato de ter um ou os ambos os pais com obesidade.  Neste registro, a média de peso perdido reportada foi de 33kg, enquanto a perda de peso mantida foi no mínimo 13,6kg – em um período médio de 5,7 anos. Dos que mantiveram a perda de peso, apenas 13% conseguiram manter este mínimo de 13,6kg por mais de 10 anos.   Quando avaliados os hábitos dos participantes, quatro características foram comuns: (i) o consumo de dieta baixa em calorias e baixa em gorduras; (ii) alto índice de atividade física (em torno de 1h diária, com intensidade moderada); (iii) o ato de se pesar regularmente (ao menos semanalmente) e, ainda, (iv) o hábito de fazer o próprio café da manhã.  Outra característica preditora de sucesso foi o baixo nível de ‘desinibição na dieta’ (em tradução livre), que pode ser conceituado como a “autopermissão” de ingerir alimentos fora do planejado, como, por exemplo, ir a uma festa e abusar nas quantidades ou exagerar nos finais de semana. Aqui, sem dúvidas, fica evidente a importância de habilidades para controle emocional e controle de excessos alimentares.  Em contrapartida, quando avaliados aqueles que readquiriram o peso perdido, constatou-se que um fator fundamental para isso foi, justamente, o tempo que essas pessoas conseguiram se manter mais magras. Melhor explicando, os estudos apontaram que que os indivíduos que mantiveram o peso perdido por 2 (dois) anos ou mais, reduziram o risco de reganho subsequente em 50%. Ou seja, quanto maior o tempo de manutenção do peso perdido, menor a chance do reganho equivaler à quantia perdida. Também, importante dizer que, no grupo dos que readquiriram o peso perdido, verificaram-se quedas significativas de quantidade de atividade física, aumento de calorias da dieta principalmente às custas de gordura e menor restrição na dieta.  Quanto ao padrão alimentar, aqueles que o mantêm mesmo em feriados e finais de semana, têm menor risco de reganho, porque se expõem menos a situações de risco, principalmente aquelas em que o paciente perde o controle sobre a quantidade ingerida.  Apesar de sabermos da complexidade que é a obesidade e serem necessários mais estudos na área sobre como manter o peso perdido, hábitos como os citados acima podem ser inseridos no nosso cotidiano, de forma geral, sem danos à saúde, facilitando esse processo tão custoso.    Fonte:  Wing RR, Phelan S. Long-term weight loss maintenance. Am J Clin Nutr 2005;82 (suppl):222S-5S.  

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