Critérios para cirurgia bariátrica e metabólica: o que mudou em 2025?
Em maio de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma nova resolução (nº 2.429/2025) que atualiza os critérios para a realização da cirurgia bariátrica e metabólica no Brasil. Essa mudança representa um avanço importante, pois amplia o acesso ao procedimento para pacientes com obesidade e doenças metabólicas, incluindo casos que antes não eram contemplados. A nova norma atualiza diretrizes anteriores e reflete os avanços científicos dos últimos anos, considerando não apenas o grau de obesidade (IMC), mas também a presença de comorbidades específicas e o impacto da obesidade na saúde global do paciente. Neste texto, você vai entender quem pode fazer a cirurgia bariátrica ou metabólica hoje, o que mudou com a nova norma e por que isso pode fazer a diferença no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. 1. IMC e comorbidades IMC ≥ 40 kg/m², com ou sem comorbidades. IMC 35–39,9 kg/m², com comorbidades associadas à obesidade. IMC 30–34,9 kg/m², agora elegível se houver: Diabetes tipo 2; Doença cardiovascular grave com lesão de órgão-alvo; Doença renal crônica precoce por diabetes; Apneia do sono grave; Doença hepática gordurosa com fibrose; Afecções com indicação de transplante; Refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica; Osteoartrose grave 2. Idade e duração da doença Permitido a partir dos 14 anos se IMC > 40 associado a complicações e aval multiprofissional + consentimento dos responsáveis. Adolescentes de 16 a 18 anos seguem os mesmos critérios de adultos. Tempo de convivência com diabetes ou obesidade não é mais critério. Limitação anterior (até 2 anos de tratamento ou ≤10 anos de diabetes, ou idade específica) foi abolida. 3. Local e estrutura hospitalar Deve ser realizada em hospital de grande porte, com UTI e plantonista 24 h, conforme Portarias MS nº 424/2013 e 425/2013. Pacientes com IMC > 60 exigem hospitais com estrutura especial (camas, equipamentos e equipe preparada). 4. Técnicas cirúrgicas recomendadas Altamente recomendadas: Bypass gástrico em Y de Roux; Gastrectomia vertical (sleeve). Indicadas para revisional: Duodenal switch com gastrectomia vertical; Bypass gástrico com anastomose única; Gastrectomia vertical com anastomose duodeno-ileal; Gastrectomia vertical com bipartição intestinal. Não recomendadas: Banda gástrica ajustável; Cirurgia de Scopinaro (biliopancreática). 5. Procedimentos endoscópicos reconhecidos Balão intragástrico; Gastroplastia endoscópica — especialmente como adjuvante a medicamentos. 6. Equipe multiprofissional e habilitação médica Cirurgião geral ou digestivo com RQE específico. Avaliação multidisciplinar (nutricionista, psicólogo, nutrólogo, endocrinologista etc.). Resumo das mudanças Antes Agora IMC mínimo ≥35 c/ comorbidade ou ≥40 Incluído IMC 30–34,9 com condições específicas Idade / tempo de doença 30–70 anos, diabetes ≤10 anos, tratamento prévio longo Sem limites de idade ou tempo Adolescentes ≥16 em protocolo experimental ≥14 em condições graves Procedimentos válidos Banda ajustável e Scopinaro permitidos Essas técnicas suspensas Hospitais UTI obrigatória Grande porte com estrutura especial para IMC>60 A Resolução CFM nº 2.429/25 amplia o acesso à cirurgia bariátrica/metabólica, flexibiliza critérios e reforça a segurança (hospital preparado, equipe especializada, técnicas bem estudadas). É um avanço claro para o tratamento da obesidade e doenças metabólicas no Brasil. fonte: https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-atualiza-regras-para-realizacao-de-cirurgia-bariatrica-e-metabolica #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #cirurgiabariatrica #perdadepeso #mudançadoestilodevida
Leite: vilão ou aliado da saúde?
Apesar de ainda existir muito debate sobre o consumo de leite, o mais recente Consenso da ABRAN e SBAN, lançado em setembro de 2023, apresenta uma análise crítica e baseada em evidência sobre o consumo de leite de vaca na alimentação humana. 1. O que é o leite? O leite é uma secreção natural de mamíferos, desenvolvida para nutrir seus filhotes. O leite de vaca tornou-se um alimento nutritivo e adaptado ao consumo humano graças à evolução genética que permite a digestão da lactose e adaptação da microbiota . 2. Leite e inflamação: o que diz o consenso? O consenso afirma claramente: Não há evidências de que o leite cause inflamação em pessoas saudáveis. Pelo contrário, inúmeros estudos mostram efeitos anti-inflamatórios, com redução de marcadores inflamatórios em adultos. A única exceção são indivíduos com alergia à proteína do leite de vaca (APLV), que devem evitar totalmente o consumo. 3. Composição nutricional De acordo com o consenso, um copo (200 ml) de leite fornece aproximadamente: 6,4 g de proteína 244 mg de cálcio É mais de 10% da recomendação diária (RDA) desses nutrientes para a maioria das idades. As proteínas do leite incluem cerca de 80% caseína e 20% proteínas do soro (whey), ambas de alto valor biológico pela FAO (Food and Agriculture Organization). De acordo com o indicador Protein Digestibility – Corrected Amino Acid Score (PDCAAS), estabelecido para avaliar a qualidade proteica, as proteínas do leite apresentam grau máximo de qualidade (=1), comparável à albumina, padrão-ouro nesse quesito. A absorção de cálcio do leite também é superior à de alimentos vegetais, consolidando-o como principal fonte desse mineral. 4. Tipos de processamento Pasteurizado: aquecido (~72 °C por 15 s), elimina patógenos, requer refrigeração e dura cerca de 5–7 dias. UHT (longa vida): submetido a ~130–150 °C por segundos, envasado esterilizado; seguro, nutritivo e estável sem refrigeração antes da abertura. Leite em pó: leite desidratado, com quase todos os nutrientes preservados após reconstituição. 5. Teor de gordura: integral, semidesnatado e desnatado Integral: ≥ 3% de gordura; Semidesnatado: entre 0,6%–2,9%; Desnatado: ≤ 0,5%. A composição de proteínas, cálcio e lactose permanece praticamente a mesma em todas as versões. 6. Leite sem ou com baixo teor de lactose A lactose é o açúcar natural do leite, digerida pela lactase. Na intolerância, o leite pode causar sintomas digestivos — mas o consenso diz que o consumo regular tende a proteger contra o surgimento da intolerância, e que doses de até 12 g de lactose geralmente são bem toleradas. Leite sem lactose tem a enzima lactase adicionada, facilitando a digestão (quantidade menor ou igual a 100 mg de lactose a cada 100 mL de leite). Baixo teor de lactose tem quantidade reduzida, mas não completamente ausente (quantidade maior que 100 mg de lactose a cada 100 mL de leite, e menor ou igual a 1 g de lactose a cada 100 mL de leite ). Em ambos os casos, o valor nutricional é mantido. 7. Leite de diferentes espécies Além do leite de vaca, consumimos leite de cabra, ovelha e búfala. Em geral: Leite de cabra: mais fácil de digerir, perfil de gordura diferenciado. Leite de ovelha: mais gorduroso, rico em cálcio, ideal para queijos. Leite de búfala: extremamente cremoso também pela maior quantidade de gordura. Cada tipo tem diferenças de sabor, digestibilidade e textura, mas todos são boas fontes de proteínas e cálcio. 8. Comparativo geral entre espécies Sabor e digestibilidade variam por espécie. O perfil nutricional (gordura, proteína, minerais) muda, mas todos oferecem benefícios — especialmente proteínas de qualidade e cálcio. Escolha conforme tolerância, preferência e necessidade nutricional. 9. Benefícios em diferentes fases da vida Conforme o consenso: Infância: crescimento, saúde óssea, função cognitiva e controle de apetite; Adultos: proteção cardiovascular, controle da pressão arterial, prevenção de obesidade e diabetes; Idosos: ajuda na prevenção de osteoporose e sarcopenia. Logo, o Consenso ABRAN/SBAN (setembro de 2023) confirma que o leite de vaca é: Adequado e adaptado ao consumo humano; Não inflamatório — pode até exercer efeitos anti-inflamatórios; Nutritivo, com proteínas de alto valor biológico e excelente fonte de cálcio; Versátil, com versões processadas (pasteurizado, UHT, em pó), de diferentes gorduras (integral, semidesnatado, desnatado) e com/sem lactose; Indicado para a maioria das pessoas, nas várias fases da vida, com poucas exceções (como APLV). Podemos, portanto, afirmar com segurança: O leite é um alimento rico e saudável, perfeitamente compatível com uma alimentação equilibrada e baseada em evidência científica. Fonte: Associação Brasileira de Nutrologia, Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia e da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição sobre o consumo de leite de vaca pelo ser humano. Setembro, 2023. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #leite #consumodeleite #leiteinflama? #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #perdadepeso #mudançadoestilodevida
Você sabia que existem diferentes tipos de obesidade? Entenda os fenótipos e por que isso muda tudo no tratamento.
Quando falamos em obesidade, é comum imaginar que todas as pessoas com excesso de peso enfrentam as mesmas dificuldades. Mas a verdade é que a obesidade não é uma condição única e uniforme. Ela pode se manifestar de maneiras diferentes em cada indivíduo — e é aí que entra o conceito dos fenótipos da obesidade. O que são fenótipos da obesidade? “Fenótipo” é um termo usado na medicina para descrever as características observáveis de uma pessoa, influenciadas por fatores genéticos, comportamentais e ambientais. No caso da obesidade, os fenótipos ajudam a identificar quais mecanismos fisiológicos predominam no ganho de peso e na dificuldade para emagrecer. Conhecer o fenótipo de um paciente com obesidade permite ao profissional de saúde personalizar o tratamento, escolhendo as estratégias mais eficazes para aquele caso específico. Os 4 principais fenótipos da obesidade Pesquisadores da Mayo Clinic identificaram quatro fenótipos principais, baseados em respostas comportamentais e hormonais ligadas à alimentação: 1. Fome emocional (emotional hunger) São pessoas que comem principalmente em resposta a emoções, como ansiedade, estresse, tristeza ou tédio. Muitas vezes, há episódios de compulsão alimentar ou um padrão de “descontar na comida”. > Tratamentos mais eficazes: – Terapia comportamental – Apoio psicológico – Medicamentos que atuam no controle da fome, como os análogos de GLP-1 2. Intestino faminto ou saciedade anormal (hungry gut) Esse fenótipo se caracteriza por uma dificuldade em sentir-se satisfeito durante a refeição. Ou seja, a pessoa tende a comer porções grandes, demorando mais tempo para alcançar a saciedade. > Tratamentos mais eficazes: – Estratégias para reduzir a velocidade da alimentação – Dietas com maior volume e menor densidade calórica (ex: alimentos ricos em fibras) – Medicações que retardam o esvaziamento gástrico, como a liraglutida 3. Cérebro faminto ou saciação anormal (hungry brain) Aqui, a pessoa até sente saciedade após comer, mas essa sensação dura pouco tempo. A fome reaparece logo, mesmo após refeições adequadas. > Tratamentos mais eficazes: – Refeições com alto teor de proteína e fibras – Divisão da alimentação em mais refeições menores – Medicações que prolongam a ação de hormônios da saciedade 4. Metabolismo lento (slow burn) Neste caso, o corpo gasta menos calorias do que o esperado, mesmo em repouso. Isso pode dificultar a perda de peso e facilitar o reganho após o emagrecimento. > Tratamentos mais eficazes: – Atividade física regular, com foco em aumento de massa magra – Estratégias de manutenção de peso a longo prazo Por que isso é importante? Muitas pessoas já tentaram “de tudo” para emagrecer, mas sem sucesso. Entender que cada organismo funciona de forma diferente ajuda a tirar a culpa do paciente e a focar em soluções mais inteligentes e personalizadas. Ao identificar o fenótipo predominante, o profissional pode definir: Qual tipo de dieta terá melhor adesão Qual estratégia comportamental é mais relevante Qual medicação tem maior chance de resposta Tratamento personalizado é mais eficaz! Na prática clínica, cada pessoa com obesidade deve ser avaliada de forma individual. Dois pacientes com o mesmo IMC podem ter fenótipos completamente distintos — e, portanto, precisam de caminhos diferentes para alcançar e manter um peso saudável. Se você sente que seus esforços para emagrecer não funcionam, talvez o problema não seja falta de força de vontade — mas sim um tratamento que ainda não considera como o seu corpo funciona. A obesidade é uma condição complexa, multifatorial e individual. Os fenótipos nos ajudam a compreender essa diversidade e oferecer um cuidado mais empático, eficiente e baseado em evidências. Se você busca um tratamento mais personalizado, converse com um profissional que leve esses fatores em consideração. O caminho pode ser mais leve — e mais eficaz — do que você imagina. Fonte: Acosta A, Camilleri M, Abu Dayyeh B, Calderon G, Gonzalez D, McRae A, Rossini W, Singh S, Burton D, Clark MM. Selection of Antiobesity Medications Based on Phenotypes Enhances Weight Loss: A Pragmatic Trial in an Obesity Clinic. Obesity (Silver Spring). 2021 Apr;29(4):662-671. doi: 10.1002/oby.23120. Erratum in: Obesity (Silver Spring). 2021 Sep;29(9):1565-1566. doi: 10.1002/oby.23236. Erratum in: Obesity (Silver Spring). 2022 Jul;30(7):1521. doi: 10.1002/oby.23498. PMID: 33759389; PMCID: PMC8168710. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #fenotiposdaobesidade #cerebrofaminto #intestinofaminto #fomeemocional #metabolismolento #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #medicaçoesparaobesidade #semaglutida #perdadepeso #mudançadoestilodevida
Semaglutida 7,2 mg promove mais de 20% de perda de peso: Estudo STEP UP (ADA 2025)
No Congresso da ADA 2025 (Chicago, junho), a Novo Nordisk revelou os dados do estudo clínico STEP UP, que avaliou a semaglutida semanal em dose elevada de 7,2 mg em adultos com obesidade. Principais achados: Perda média de peso: 20,7 % (vs 17,5 % com dose de 2,4 mg e 2,4 % no placebo) Desfechos clínicos relevantes: ≥ 10 %: 86 % ≥ 15 %: 70,4 % ≥ 20 %: 50,9 % ≥ 25 %: 33,2 % (vs 16,7 % na dose de 2,4 mg e 0 % no placebo) Esses números superam claramente a dose já aprovada (2,4 mg). Segurança e tolerabilidade: O perfil de efeitos adversos (principalmente gastrointestinais leves a moderados) foi semelhante entre as doses altas e padrão. Apenas 3,3 % descontinuaram por AEs (contra 2,0 % no grupo de 2,4 mg). Por que isso importa? Perder 20–25 % do peso pode: – Reduzir risco cardiovascular e progressão de doenças como osteoartrite e esteatose hepática. – Melhorar qualidade de vida, mobilidade e autoestima. Com resultados tão expressivos, é esperado que a Novo Nordisk solicite atualização de indicação assim que possível. O STEP UP mostra que aumentar a dose para 7,2 mg pode oferecer uma nova opção eficaz e segura para pessoas com obesidade que não atingiram suas metas com a dose atual. Fique atento à aprovação nos próximos meses. Fonte: -Novo Nordisk A/S: Semaglutida 7,2 mg sc proporcionou perda de peso de 20,7% no estudo STEP UP para obesidade e de 18,7%, independentemente da adesão ao tratamento. Comunicado à imprensa. Novo Nordisk. 17 de janeiro de 2025. Acessado em 23 de junho de 2025. https://www.novonordisk.com/content/nncorp/global/en/news-and-media/news-and-ir-materials/news-details.html?id=915087 -Wharton S, Freitas P, Hjelmesaeth J, Kabisch M, Kandler K, Lingvay I, Quiroga Pelaez MdLA, Rosenstock J, Garvey WT. Efficacy and Safety of Semaglutide 7.2 mg in Obesity: The STEP UP Trial. Poster apresentado no American Diabetes Association 85th Scientific Sessions; 2025 Jun 21–22; Chicago, IL. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #medicaçoesparaobesidade #semaglutida #perdadepeso #mudançadoestilodevida
Safra de frutas, verduras e legumes de JUNHO 🌿
Os alimentos da safra oferecem diversos benefícios, como: – Menor custo – Por estarem em maior abundância, costumam ter preços mais acessíveis. – Mais nutrientes e sabor – São colhidos no auge da maturação, garantindo melhor textura, sabor e densidade nutricional, especialmente antioxidantes. – Menos agrotóxicos – Como crescem em condições favoráveis, precisam de menos defensivos químicos, tornando-se uma opção mais saudável. – Maior disponibilidade – São encontrados com mais facilidade em feiras e mercados, promovendo variedade na alimentação. Consumir alimentos da safra é uma escolha inteligente para a saúde, o bolso e o meio ambiente! 🌿 > Frutas de Junho: Abacate fortuna/quinta, abacaxi havaí e pérola, atemoia, banana maçã e nanica e prata, caju, caqui, carambola, cupuaçu, kiwi nacional, laranja baia, limão, maçã estrangeira, mamão, mangostão, manga, melão, morango, mexerica, pera estrangeira, tangerina murcot e ponkan, uva estrangeira > Verduras e legumes de Junho: Abóbora japonesa, moranga, paulista e seca, abobrinha brasileira, acelga, alface, alcachofra, alho poró, agrião, batata doce amarela e rosada, brócolis, cará, cenoura, chicória, chuchu, coentro, cogumelo, ervilha torta, escarola, espinafre, gengibre, inhame, louro, mandioca, mandioquinha, milho verde, nabo, palmito, rabanete, salsa #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada
Vai fazer bariátrica? Descubra o que realmente muda na sua saúde e rotina!
A cirurgia bariátrica é um tratamento consagrado para a obesidade grave, indicado quando mudanças no estilo de vida, medicamentos e acompanhamento clínico não são suficientes para controlar o peso e suas complicações. Mas engana-se quem pensa que o procedimento é uma solução mágica. Trata-se de um ponto de partida para uma mudança profunda e duradoura no estilo de vida. > Quais são os tipos de cirurgia bariátrica mais realizados no Brasil? As duas técnicas mais comuns no Brasil são: Derivação gástrica em Y de Roux (bypass gástrico): promove uma perda média de 65 a 85% do excesso de peso. Gastrectomia vertical (sleeve gástrico): resulta em uma perda de 55 a 75% do excesso de peso. Ambas têm eficácia comprovada e são escolhidas conforme o perfil do paciente e decisão médica. > Quais doenças podem melhorar ou desaparecer com a bariátrica? A perda de peso e as mudanças metabólicas pós-cirurgia contribuem para melhora ou até remissão de diversas doenças: Diabetes tipo 2: remissão em até 70% dos casos. Hipertensão arterial e dislipidemias: redução no uso de medicamentos. Apneia do sono: melhora significativa. Problemas articulares: apesar de não desaparecerem, o alívio da dor permite melhor mobilidade e qualidade de vida. Expectativa de vida: tende a aumentar com a redução de peso. > Cuidados com a alimentação após a cirurgia A reeducação alimentar é obrigatória após a cirurgia e segue etapas progressivas (líquida, pastosa, branda e normal). O foco principal deve ser: Priorizar proteínas em todas as refeições: especialmente as de origem animal, para preservar massa muscular. Evitar açúcares simples, gorduras e ultraprocessados. Incluir fibras, frutas e vegetais conforme tolerância. Fracionar a alimentação e mastigar muito bem os alimentos. > Suplementação de vitaminas e minerais: é realmente necessária? Sim, a suplementação será para o resto da vida, independentemente da técnica utilizada. As principais deficiências envolvem: Ferro, vitamina B12, vitamina D, ácido fólico, cálcio e zinco, entre outros. A suplementação deve ser individualizada e ajustada ao longo dos anos. A ausência desses nutrientes pode causar anemia, fadiga, queda de cabelo, osteopenia e até complicações neurológicas. > A importância do exercício físico A prática regular de atividade física tem papel central na recuperação e manutenção dos resultados: Acelera a perda de peso. Preserva massa muscular. Melhora o controle glicêmico. Aumenta disposição e saúde cardiovascular. Ajuda no controle emocional e autoestima. Exercícios devem ser iniciados com orientação profissional e adaptados à fase de recuperação. > Como prevenir o reganho de peso? Até 10% do peso perdido pode ser recuperado sem que isso indique falha. Porém, reganhos maiores exigem reavaliação. Estratégias de prevenção incluem: Manter uma alimentação equilibrada e consciente. Praticar atividade física com regularidade. Evitar comer por emoção e monitorar hábitos alimentares. Acompanhamento contínuo com a equipe multidisciplinar (médico, nutricionista, psicólogo, etc.). A cirurgia bariátrica é uma ferramenta poderosa no tratamento da obesidade, mas seu sucesso depende do compromisso contínuo do paciente com sua saúde. Alimentação equilibrada, suplementação adequada, atividade física regular e acompanhamento especializado são os pilares para alcançar e manter os benefícios do procedimento a longo prazo. Fonte: As informações deste texto foram baseadas no e-book O pós-operatório da cirurgia bariátrica, elaborado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), publicado em 2024. Disponível em: https://abeso.org.br. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #cirurgiabariatrica #perdadepeso #mudançadoestilodevidaa
Qual médico procurar para emagrecer?
Emagrecer é simples? Nem sempre. Se você já tentou emagrecer por conta própria — cortando calorias, começando dietas da moda ou intensificando os treinos — e mesmo assim não teve resultados duradouros, saiba que você não está sozinho. Estudos mostram que cerca de 90% das pessoas recuperam o peso perdido em até 5 anos após dietas restritivas. Isso acontece porque a obesidade não é só uma questão de “força de vontade” ou “disciplina”. Ela é uma doença crônica, multifatorial, com causas genéticas, metabólicas, comportamentais, hormonais e ambientais. E quando entendemos isso, fica clara a importância de procurar o profissional certo para tratar o excesso de peso com responsabilidade e eficácia. Afinal, quem é o nutrólogo? O nutrólogo é o médico especialista em Nutrologia, uma área reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1978. Seu foco principal é investigar como os nutrientes — e a alimentação como um todo — afetam a saúde e contribuem para doenças, incluindo a obesidade. Na prática, o nutrólogo: Avalia o paciente como um todo (histórico, exames, composição corporal, sono, emoções). Investiga causas do ganho de peso (inflamação, resistência à insulina, disfunções hormonais, compulsão alimentar). Elabora estratégias individualizadas. Pode prescrever medicamentos, solicitar exames, indicar tratamento cirúrgico (como bariátrica) quando necessário. Trabalha com uma visão multidisciplinar, integrando nutrição, psicologia, educação física e outros profissionais. Nutrólogo é diferente de nutricionista? Sim — e eles se complementam. O nutricionista é o profissional habilitado para montar planos alimentares detalhados, educar sobre escolhas alimentares e acompanhar a adesão à dieta no dia a dia. O nutrólogo, por ser médico, pode diagnosticar doenças, prescrever medicamentos, pedir exames e fazer uma avaliação clínica completa. O ideal? Trabalhar em conjunto. A união desses dois saberes gera planos mais completos e eficazes. E o endocrinologista, onde entra? O endocrinologista é o médico especialista no tratamento de distúrbios hormonais, como diabetes, hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos (SOP), entre outros. Ele também trata a obesidade — especialmente quando há envolvimento hormonal evidente. Já o nutrólogo atua de forma mais centrada na alimentação e nos fatores metabólicos, podendo até indicar o encaminhamento para o endocrinologista, se necessário. Por que procurar um nutrólogo para emagrecer? Abordagem individualizada: cada corpo responde de um jeito. Tratamento baseado em evidências: nada de dietas da moda ou achismos. Prescrição médica segura: inclusive medicamentos e suplementos. Integração com outros profissionais: o tratamento não é feito sozinho. Prevenção de doenças associadas à obesidade: como resistência insulínica, esteatose hepática, hipertensão e dislipidemia. Emagrecer com saúde é um processo — e o nutrólogo pode ser seu aliado. Não existe fórmula mágica, mas existe ciência, estratégia e acompanhamento sério. Buscar ajuda médica especializada não é sinal de fraqueza — é um passo de autocuidado e inteligência. Se você sente que já tentou de tudo e está cansado de recomeçar, talvez seja hora de mudar o caminho — com quem entende que emagrecer não é só perder peso, mas ganhar saúde. Vem que eu te ajudo! E continue acompanhando o blog para mais conteúdos sobre saúde e qualidade de vida! #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade
Cálcio: toda gestante deve suplementar?
A gestação é um período de intensas mudanças fisiológicas e aumento da demanda por diversos nutrientes. Um dos mais importantes nesse momento é o cálcio, fundamental para o desenvolvimento fetal e para a saúde da gestante. Mas será que toda grávida precisa suplementar cálcio? O que diz o Ministério da Saúde? Segundo a Nota Técnica Conjunta nº 251/2024, publicada pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2025, todas as gestantes devem receber suplementação de cálcio a partir da 12ª semana de gestação até o parto. Essa recomendação é uma resposta direta à alta prevalência de distúrbios hipertensivos na gravidez, como a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, principais causas de mortalidade materna e perinatal no Brasil, apesar de serem condições evitáveis. Qual o papel do cálcio? O cálcio atua na regulação da pressão arterial e no equilíbrio metabólico. Durante a gestação, o organismo aumenta naturalmente a absorção desse mineral para atender às novas demandas. No entanto, isso nem sempre é suficiente, especialmente porque, na prática, a ingestão alimentar de cálcio costuma ser inferior ao recomendado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda, desde 2011, a suplementação de cálcio para: Gestantes com ingestão alimentar de cálcio abaixo de 900 mg/dia; Mulheres com alto risco para pré-eclâmpsia. Estudos indicam que a suplementação profilática de 1000 mg de cálcio elementar por dia reduz de forma significativa o risco de pré-eclâmpsia. Como fazer a suplementação? A recomendação oficial no Brasil é a seguinte: Dois comprimidos de carbonato de cálcio 1250 mg ao dia (cada comprimido contém 500 mg de cálcio elementar); A partir da 12ª semana de gestação até o parto; A prescrição pode ser feita por médicos(as), enfermeiros(as) ou nutricionistas das equipes da Atenção Primária. Cuidados importantes Para garantir a eficácia da suplementação, alguns cuidados são essenciais: Evite tomar cálcio junto com ferro (sulfato ferroso ou polivitamínicos com ferro). A absorção dos dois minerais é prejudicada quando administrados juntos. Deve-se manter um intervalo mínimo de 2 horas entre eles. Não ingerir em jejum. A absorção do cálcio é melhor quando consumido com alimentos. Evite combinar o suplemento com alimentos ricos em fitatos, oxalatos ou ferro, como feijão, espinafre, acelga, fígado e cereais integrais. Modere a ingestão de cafeína e evite alimentos ultraprocessados no momento da suplementação, pois também interferem na absorção. Uma boa estratégia é tomar o cálcio à noite, com um copo de leite ou suco de frutas. Então… toda gestante deve suplementar cálcio? Sim. A suplementação de cálcio durante a gravidez é uma medida simples, segura e baseada em evidências, que pode salvar vidas. Ao reduzir o risco de complicações como a pré-eclâmpsia, ela se torna uma aliada indispensável no cuidado com a gestante e o bebê. Converse com sua equipe de saúde e consulte seu nutrólogo para orientações personalizadas e seguras durante a gestação. fonte: NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 251/2024-COEMM/CGESMU/DGCI/SAPS/MS E CGAN/DEPPROS/SAPS/MS #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #gestantesaudavel #gestaçãosaudavel #suplementaçaonagestaçao #calcionagestaçao
Maio Roxo — Mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)
As Doenças Inflamatórias Intestinais, como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, são condições crônicas, autoimunes, que impactam diretamente a saúde intestinal, o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes. O que muita gente não sabe é que o acompanhamento nutrológico vai muito além de “só ajustar a alimentação”. O status nutricional tem impacto direto na resposta ao tratamento, no controle da inflamação e até na redução do risco de complicações. Por que a nutrologia importa? > A desnutrição é comum em pacientes com DII, seja pela má absorção, pelo aumento da demanda metabólica ou pela restrição alimentar durante as crises. > A composição corporal, a oferta adequada de macro e micronutrientes e até a manutenção da saúde da microbiota são fundamentais para modular o processo inflamatório. > Uma nutrição adequada, quando associada ao tratamento medicamentoso correto, melhora a resposta clínica, diminui o número de internações e contribui para uma vida mais ativa e produtiva, mesmo com o diagnóstico. Cuidar da parte nutricional é cuidar da saúde como um todo. O tratamento da DII precisa ser multidisciplinar, e o suporte nutricional é uma peça chave nesse processo. Que o Maio Roxo traga informação, acolhimento e mais qualidade de vida para quem convive com as DII. 💜 #nutrologiadeverdade #nutrologia #nutrologa #vidadaudável #nutrologabauru #nutrologalaranjal #prevenção #doençasinflamatoriasintestinais #maioroxo #desnutrição
Sarcopenia: Quando a perda de músculo vira doença. Vem entender!
Você já ouviu falar em sarcopenia? Esse é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço, especialmente com o envelhecimento da população. A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico, com impacto direto na qualidade de vida e na autonomia, principalmente em idosos, mas que pode ocorrer também em adultos mais jovens em determinadas situações. O que é sarcopenia? A sarcopenia é reconhecida atualmente como uma doença muscular, classificada na CID-10 (M62.84). Ela não envolve apenas a perda de massa muscular, mas também a redução da força muscular e da função — aspectos diretamente relacionados ao risco de quedas, fraturas, hospitalizações e mortalidade. Está associada a 2 a 5 vezes mais risco de quedas, além de aumento da mortalidade em até 60% em idosos. Ela pode ser: Primária (relacionada ao envelhecimento) – quando ocorre sem uma causa aparente além do avanço da idade. (*A partir dos 40 anos, há uma perda estimada de 1% de massa muscular ao ano, que pode chegar a 3% após os 70 anos se não houver intervenção). Secundária – associada a doenças crônicas (como câncer, insuficiência cardíaca, doença renal), imobilização, sedentarismo, desnutrição ou processos inflamatórios crônicos. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico de sarcopenia envolve três critérios principais, segundo o EWGSOP2 (European Working Group on Sarcopenia in Older People): Baixa força muscular ➝ Principal marcador inicial. Avaliada principalmente pela força de preensão manual (dinamometria) ou por testes funcionais, como o teste de levantar da cadeira. Baixa quantidade ou qualidade da massa muscular ➝ Confirmada através de exames como: Densitometria óssea (DXA) – que mede massa magra. Bioimpedância (BIA) – mais acessível, mas menos precisa. Ressonância magnética ou tomografia (padrões ouro em pesquisa, mas pouco viáveis na prática clínica). Baixo desempenho físico ➝ Avaliado por testes como: Velocidade de marcha (abaixo de 0,8 m/s indica risco). Timed Up and Go (TUG). Short Physical Performance Battery (SPPB). O diagnóstico é confirmado quando há baixa força + baixa massa muscular. Se também houver comprometimento do desempenho físico, a sarcopenia é classificada como grave. Como prevenir? A prevenção da sarcopenia deve começar o quanto antes. As estratégias mais efetivas incluem: Prática regular de exercícios físicos, especialmente treinamento de força (musculação), que é o principal estímulo para manutenção e ganho de massa muscular. Alimentação adequada, com especial atenção para o consumo de proteínas de alto valor biológico, na quantidade e na distribuição corretas ao longo do dia. Manutenção de um peso corporal saudável, evitando tanto a obesidade quanto a desnutrição. Estímulo à atividade física e mobilidade em qualquer fase da vida, inclusive na velhice. Monitoramento e controle de doenças crônicas que possam acelerar a perda de massa muscular. E o tratamento? O tratamento da sarcopenia é baseado em dois pilares principais: 🏋️♂️ Exercício físico O treinamento de força (resistido) é indispensável e deve ser prescrito de forma personalizada, respeitando limitações, mas buscando sempre sobrecarga progressiva. Associar, quando possível, exercícios de equilíbrio, mobilidade e, em alguns casos, treinamento aeróbico. 🍽️ Nutrição adequada Proteína: a recomendação geral é entre 1,2 a 1,5 g/kg de peso/dia, podendo chegar a até 2 g/kg em casos mais severos ou em idosos fragilizados. Distribuição proteica ao longo do dia, evitando concentrar toda a ingestão em uma única refeição. Suporte de aminoácidos essenciais, especialmente leucina, seja pela alimentação ou, quando necessário, por suplementos. Avaliar e corrigir deficiências nutricionais importantes para a saúde muscular. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de suplementos nutricionais específicos, como whey protein, fórmulas hiperproteicas, ou até suplementos com HMB (β-hidroxi-β-metilbutirato), que tem evidências na preservação da massa muscular em idosos e pacientes com sarcopenia. Com isso, A sarcopenia não é uma sentença do envelhecimento, mas sim uma condição que pode e deve ser prevenida e tratada. A combinação de atividade física regular, alimentação adequada e acompanhamento especializado é capaz de preservar a autonomia, melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos associados à perda de massa muscular. Se você se preocupa com sua saúde muscular, não espere os sinais aparecerem. Comece hoje a cuidar do seu músculo — ele é seu maior aliado para a longevidade com qualidade! Fonte: Cruz-Jentoft, A. J., et al. (2019). Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis. Age and Ageing, 48(1), 16-31. https://doi.org/10.1093/ageing/afy169 #nutrologiadeverdade #sarcopenia #musculoesaude #nutrologia #nutrologa #vidadaudável #alimentaçãoconsciente #nutrologabauru #nutrologalaranjal #prevenção #saudemuscular