CRM-SP 207304 • RQE 101292 • 125156

RQE: 101292

Maio Roxo — Mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)

As Doenças Inflamatórias Intestinais, como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, são condições crônicas, autoimunes, que impactam diretamente a saúde intestinal, o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes. O que muita gente não sabe é que o acompanhamento nutrológico vai muito além de “só ajustar a alimentação”. O status nutricional tem impacto direto na resposta ao tratamento, no controle da inflamação e até na redução do risco de complicações. Por que a nutrologia importa? > A desnutrição é comum em pacientes com DII, seja pela má absorção, pelo aumento da demanda metabólica ou pela restrição alimentar durante as crises. > A composição corporal, a oferta adequada de macro e micronutrientes e até a manutenção da saúde da microbiota são fundamentais para modular o processo inflamatório. > Uma nutrição adequada, quando associada ao tratamento medicamentoso correto, melhora a resposta clínica, diminui o número de internações e contribui para uma vida mais ativa e produtiva, mesmo com o diagnóstico. Cuidar da parte nutricional é cuidar da saúde como um todo. O tratamento da DII precisa ser multidisciplinar, e o suporte nutricional é uma peça chave nesse processo. Que o Maio Roxo traga informação, acolhimento e mais qualidade de vida para quem convive com as DII. 💜 #nutrologiadeverdade #nutrologia #nutrologa #vidadaudável #nutrologabauru #nutrologalaranjal #prevenção #doençasinflamatoriasintestinais #maioroxo #desnutrição

Sarcopenia: Quando a perda de músculo vira doença. Vem entender!

Você já ouviu falar em sarcopenia? Esse é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço, especialmente com o envelhecimento da população. A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico, com impacto direto na qualidade de vida e na autonomia, principalmente em idosos, mas que pode ocorrer também em adultos mais jovens em determinadas situações. O que é sarcopenia? A sarcopenia é reconhecida atualmente como uma doença muscular, classificada na CID-10 (M62.84). Ela não envolve apenas a perda de massa muscular, mas também a redução da força muscular e da função — aspectos diretamente relacionados ao risco de quedas, fraturas, hospitalizações e mortalidade. Está associada a 2 a 5 vezes mais risco de quedas, além de aumento da mortalidade em até 60% em idosos. Ela pode ser: Primária (relacionada ao envelhecimento) – quando ocorre sem uma causa aparente além do avanço da idade. (*A partir dos 40 anos, há uma perda estimada de 1% de massa muscular ao ano, que pode chegar a 3% após os 70 anos se não houver intervenção). Secundária – associada a doenças crônicas (como câncer, insuficiência cardíaca, doença renal), imobilização, sedentarismo, desnutrição ou processos inflamatórios crônicos. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico de sarcopenia envolve três critérios principais, segundo o EWGSOP2 (European Working Group on Sarcopenia in Older People): Baixa força muscular ➝ Principal marcador inicial. Avaliada principalmente pela força de preensão manual (dinamometria) ou por testes funcionais, como o teste de levantar da cadeira. Baixa quantidade ou qualidade da massa muscular ➝ Confirmada através de exames como: Densitometria óssea (DXA) – que mede massa magra. Bioimpedância (BIA) – mais acessível, mas menos precisa. Ressonância magnética ou tomografia (padrões ouro em pesquisa, mas pouco viáveis na prática clínica). Baixo desempenho físico ➝ Avaliado por testes como: Velocidade de marcha (abaixo de 0,8 m/s indica risco). Timed Up and Go (TUG). Short Physical Performance Battery (SPPB). O diagnóstico é confirmado quando há baixa força + baixa massa muscular. Se também houver comprometimento do desempenho físico, a sarcopenia é classificada como grave. Como prevenir? A prevenção da sarcopenia deve começar o quanto antes. As estratégias mais efetivas incluem: Prática regular de exercícios físicos, especialmente treinamento de força (musculação), que é o principal estímulo para manutenção e ganho de massa muscular. Alimentação adequada, com especial atenção para o consumo de proteínas de alto valor biológico, na quantidade e na distribuição corretas ao longo do dia. Manutenção de um peso corporal saudável, evitando tanto a obesidade quanto a desnutrição. Estímulo à atividade física e mobilidade em qualquer fase da vida, inclusive na velhice. Monitoramento e controle de doenças crônicas que possam acelerar a perda de massa muscular. E o tratamento? O tratamento da sarcopenia é baseado em dois pilares principais: 🏋️‍♂️ Exercício físico O treinamento de força (resistido) é indispensável e deve ser prescrito de forma personalizada, respeitando limitações, mas buscando sempre sobrecarga progressiva. Associar, quando possível, exercícios de equilíbrio, mobilidade e, em alguns casos, treinamento aeróbico. 🍽️ Nutrição adequada Proteína: a recomendação geral é entre 1,2 a 1,5 g/kg de peso/dia, podendo chegar a até 2 g/kg em casos mais severos ou em idosos fragilizados. Distribuição proteica ao longo do dia, evitando concentrar toda a ingestão em uma única refeição. Suporte de aminoácidos essenciais, especialmente leucina, seja pela alimentação ou, quando necessário, por suplementos. Avaliar e corrigir deficiências nutricionais importantes para a saúde muscular. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de suplementos nutricionais específicos, como whey protein, fórmulas hiperproteicas, ou até suplementos com HMB (β-hidroxi-β-metilbutirato), que tem evidências na preservação da massa muscular em idosos e pacientes com sarcopenia. Com isso, A sarcopenia não é uma sentença do envelhecimento, mas sim uma condição que pode e deve ser prevenida e tratada. A combinação de atividade física regular, alimentação adequada e acompanhamento especializado é capaz de preservar a autonomia, melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos associados à perda de massa muscular. Se você se preocupa com sua saúde muscular, não espere os sinais aparecerem. Comece hoje a cuidar do seu músculo — ele é seu maior aliado para a longevidade com qualidade! Fonte: Cruz-Jentoft, A. J., et al. (2019). Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis. Age and Ageing, 48(1), 16-31. https://doi.org/10.1093/ageing/afy169 #nutrologiadeverdade #sarcopenia #musculoesaude #nutrologia #nutrologa #vidadaudável #alimentaçãoconsciente #nutrologabauru #nutrologalaranjal #prevenção #saudemuscular

Dieta Mediterrânea: O que é, do que é composta e seus impactos na saúde metabólica e cardiovascular

A Dieta Mediterrânea é muito mais do que um padrão alimentar — ela representa um estilo de vida associado à longevidade e à prevenção de diversas doenças crônicas. Baseada nos hábitos tradicionais dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, como Itália, Grécia e Espanha, essa dieta é reconhecida mundialmente por seus efeitos protetores sobre a saúde. Do que é composta a Dieta Mediterrânea? Além de priorizar alimentos frescos, naturais e minimamente processados, a dieta mediterrânea possui uma distribuição característica de macronutrientes: Gorduras: Representam aproximadamente 35-40% das calorias totais, com ênfase em: Gorduras monoinsaturadas, principalmente do azeite de oliva extra virgem, que é a principal fonte de gordura da dieta. Gorduras poli-insaturadas, presentes em peixes oleosos, nozes e sementes, com destaque para os ácidos graxos ômega-3. A ingestão de gorduras saturadas é moderada (vindas de laticínios, por exemplo) e as gorduras trans são minimizadas. Proteínas: Compreendem 15-20% das calorias, provenientes, principalmente, de: Fontes vegetais, como leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas). Fontes animais magras, com ênfase em peixes, frutos do mar e, em menor proporção, aves. Carboidratos: Corresponde a cerca de 40-50% das calorias, priorizando: Carboidratos complexos, vindos de cereais integrais, legumes, verduras e frutas. Baixíssimo consumo de carboidratos refinados e de alimentos ultraprocessados. Outros pilares alimentares importantes: Uso abundante de ervas frescas e especiarias, que reduzem a necessidade de sal. Consumo moderado de laticínios, preferindo queijos curados e iogurtes naturais. Consumo ocasional de carnes vermelhas e mínimo de produtos processados. Vinho tinto de forma opcional e moderada, durante as refeições e apenas para quem não tem contraindicações. Benefícios da Dieta Mediterrânea: Impacto na prevenção e controle de doenças A dieta mediterrânea é uma das estratégias nutricionais mais bem estudadas no mundo. Seus efeitos benéficos são respaldados por grandes estudos clínicos, como o PREDIMED e o Lyon Diet Heart Study, além de diversas meta-análises recentes. – Controle do Diabetes Tipo 2 De acordo com uma meta-análise publicada no BMJ em 2023, a dieta mediterrânea oferece melhorias significativas no controle glicêmico, sendo uma aliada no tratamento e prevenção do diabetes tipo 2. – Seus mecanismos de ação incluem: Baixo índice glicêmico: Prioriza carboidratos complexos e ricos em fibras, evitando picos de glicemia e melhorando a sensibilidade à insulina. Efeito anti-inflamatório: Compostos bioativos, como polifenóis (do azeite) e antocianinas (das frutas), reduzem inflamação crônica associada à resistência à insulina. Gestão do peso: A combinação de gorduras saudáveis e alto teor de fibras promove maior saciedade, auxiliando no controle de peso — fator essencial no manejo do diabetes.   – Controle das Dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados) O estudo PREDIMED, publicado no New England Journal of Medicine, confirmou que a dieta mediterrânea promove importantes melhorias no perfil lipídico: Redução do colesterol LDL (colesterol ruim): Substituição de gorduras saturadas por gorduras monoinsaturadas do azeite. Aumento do HDL (colesterol bom): Através do consumo regular de peixes, oleaginosas e azeite. Diminuição dos triglicerídeos: Favorecida pela menor ingestão de carboidratos refinados e pelo maior consumo de fibras e gorduras de qualidade. – Controle da Hipertensão Arterial A revisão de 2022 no Journal of Hypertension destacou os efeitos antihipertensivos da dieta mediterrânea, que se dão por: Azeite de oliva extra virgem: Rico em polifenóis, promove vasodilatação e melhora da função endotelial, reduzindo a rigidez arterial. Alta ingestão de potássio e magnésio: Nutrientes abundantes em frutas, vegetais e oleaginosas, fundamentais para a regulação da pressão. Baixo teor de sódio: Pelo uso de alimentos frescos e temperos naturais, evitando o excesso de sal presente em ultraprocessados. – Prevenção de Doenças Cardiovasculares O impacto na saúde cardiovascular é um dos pontos mais sólidos da dieta mediterrânea: O Lyon Diet Heart Study demonstrou uma redução de até 70% nos eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, em indivíduos que seguiram esse padrão alimentar. Redução do estresse oxidativo: Através dos antioxidantes presentes no azeite, frutas e vegetais, que combatem os radicais livres. Melhora da função endotelial: Graças aos ácidos graxos ômega-3 e aos polifenóis, que promovem a saúde dos vasos e previnem a aterosclerose. Efeito antitrombótico: Compostos bioativos de peixes e azeite ajudam na prevenção da formação de coágulos. 🌿 Muito além da alimentação O estilo de vida mediterrâneo também prioriza: Comer com atenção, prazer e em boa companhia. Praticar atividade física regularmente. Ter uma vida social ativa, com tempo ao ar livre e conexão com a natureza. Manejo adequado do estresse e equilíbrio entre vida profissional, social e pessoal.   Incorporar os princípios da dieta mediterrânea no seu dia a dia é um caminho natural, acessível e comprovado para cuidar do coração, do metabolismo e da sua qualidade de vida. Contribuição: dr. Frederico Lobo (@drfredericolobo) #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #dietamediterranea #padraoalimentar

SURMOUNT-5: o estudo que comparou tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade

A obesidade é um problema de saúde pública global, associado a uma série de complicações metabólicas e cardiovasculares. Nos últimos anos, medicamentos injetáveis que atuam no sistema incretínico, como os agonistas do receptor GLP-1, transformaram o manejo clínico da doença. Agora, um novo estudo, o SURMOUNT-5, trouxe evidências importantes ao comparar diretamente a tirzepatida e a semaglutida em adultos com obesidade, mas sem diabetes tipo 2. O que foi o estudo SURMOUNT-5? Trata-se de um ensaio clínico controlado, aberto, de fase 3b, com 751 participantes. Os adultos elegíveis tinham 18 anos ou mais, IMC ≥30 ou IMC ≥27 com pelo menos uma complicação relacionada à obesidade (como hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular) e relato de tentativa fracassada de perda de peso com dieta. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber a dose máxima tolerada de tirzepatida (10 mg ou 15 mg) ou de semaglutida (1,7 mg ou 2,4 mg) por 72 semanas. Critérios de exclusão incluíram: diagnóstico de diabetes, cirurgia bariátrica prévia ou planejada, uso recente de medicamentos para emagrecimento (GLP-1 ou não), ou variação de peso superior a 5 kg nos 90 dias anteriores. Resultados principais O desfecho primário foi a variação percentual no peso corporal do início até a semana 72. A tirzepatida demonstrou uma redução de -20,2% em comparação com -13,7% com semaglutida. Desfechos secundários incluíram: Circunferência da cintura: redução de -18,4 cm com tirzepatida vs. -13,0 cm com semaglutida. Reduções de peso de pelo menos 10%, 15%, 20% e 25% foram mais prováveis com tirzepatida: 1,3x mais probabilidade para ≥10% 1,6x para ≥15% 1,8x para ≥20% 2,0x para ≥25% 19,7% dos pacientes com tirzepatida perderam ≥30% do peso corporal, comparado a 6,9% com semaglutida — uma diferença que representou 2,8x mais chance de atingir esse marco com tirzepatida. Benefícios metabólicos A tirzepatida também se destacou na melhora de marcadores metabólicos: Pressão arterial sistólica: redução de -10,2 mmHg vs. -7,7 mmHg com semaglutida Melhoras em hemoglobina glicada, glicemia de jejum e perfil lipídico foram observadas com ambas as medicações. Esses resultados se somam às evidências anteriores, que já relatavam reduções de peso sustentadas de 22,9% com tirzepatida após 3,5 anos, e de 16,7% com semaglutida após 2 anos. Perfil de segurança Os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais: náusea, constipação, diarreia e vômito. A maioria foi leve a moderada, sem diferenças significativas na taxa de descontinuação entre os grupos. Como explicar a diferença de eficácia? A tirzepatida é um agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1, enquanto a semaglutida atua apenas no GLP-1. Estudos sugerem que, embora os adipócitos não expressem receptores GLP-1 funcionais, eles possuem receptores GIP, o que pode explicar a regulação direta da tirzepatida sobre o tecido adiposo. Conclusão O estudo SURMOUNT-5 representa um marco no tratamento da obesidade, ao demonstrar a superioridade da tirzepatida em relação à semaglutida em diversos desfechos clínicos. Ainda assim, a decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando tolerância, preferências, acesso e custo. A ciência segue avançando, e com ela surgem novas oportunidades para um manejo mais efetivo da obesidade, baseado em evidências e centrado na pessoa. Fonte: DOI: 10.1056/NEJMoa2416394 #obesidade #tratamentodaobesidade #tirzepatida #semaglutida #SURMOUNT5 #medicinabaseadaemevidencias #nutrologia #saúdemetabólica #emagrecimentosaudável #GLP1 #novotratamento #nutrologabauru #nutrologalaranjal

Safra de frutas, verduras e legumes de MAIO 🌿

Os alimentos da safra oferecem diversos benefícios, como: – Menor custo – Por estarem em maior abundância, costumam ter preços mais acessíveis. – Mais nutrientes e sabor – São colhidos no auge da maturação, garantindo melhor textura, sabor e densidade nutricional, especialmente antioxidantes. – Menos agrotóxicos – Como crescem em condições favoráveis, precisam de menos defensivos químicos, tornando-se uma opção mais saudável. – Maior disponibilidade – São encontrados com mais facilidade em feiras e mercados, promovendo variedade na alimentação. Consumir alimentos da safra é uma escolha inteligente para a saúde, o bolso e o meio ambiente!  > Frutas de Maio Abacate fortuna/quinta, banana maçã e nanina e prata, carambola, goiaba, graviola, kiwi nacional, laranja lima e baia e pera, maçã gala nacional e estrangeira, mamão formosa e hawaii, maracujá doce e azedo, melancia, pêra estrangeira, tangerina crano e ponkan > Verduras e legumes de Maio Abóbora japonesa, abobrinha brasileira e italiana, acelga, agrião, alface, almeirão, batata doce amarela, berinjela, cará, cebola estrangeira, chuchu, ervilha torta, espinafre, gengibre, inhame, jiló, mandioca, mandioquinha, nabo, rabanete, repolho, rúcula, salsa #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada

Uso de testosterona em mulheres: O que dizem as sociedades médicas

Recentemente, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e o Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia divulgaram uma nota conjunta (mais uma!) para esclarecer os usos apropriados da testosterona em mulheres, com base nas melhores evidências científicas. Qual é a única indicação reconhecida? Atualmente, a única indicação respaldada pelas diretrizes nacionais e internacionais é o uso da testosterona para o transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) — e exclusivamente em mulheres na pós-menopausa, após investigação completa e exclusão de outras causas. E a dosagem de testosterona? As sociedades alertam que não há justificativa científica para dosar testosterona em mulheres saudáveis ou com queixa de baixa libido, com o objetivo de diagnosticar suposta “deficiência androgênica”. A dosagem só está indicada em casos de suspeita de excesso de androgênios, como em quadros de acne, hirsutismo ou distúrbios hormonais como a síndrome dos ovários policísticos. Riscos do uso inadequado O uso indiscriminado de testosterona — especialmente em formulações manipuladas ou sem acompanhamento adequado — pode causar efeitos adversos como: Hirsutismo (excesso de pelos) Acne e oleosidade Queda de cabelo Alterações no colesterol Riscos cardiovasculares Hepatotoxicidade Efeitos virilizantes irreversíveis   A saúde da mulher deve ser conduzida com ética, cautela e base científica. O uso de hormônios, incluindo a testosterona, exige critério e responsabilidade. Se você tem dúvidas sobre terapia hormonal, procure sempre um médico qualificado. Informação é cuidado. Disponível na íntegra: https://www.endocrino.org.br/wp-content/uploads/2025/05/NOTA-SBEM-FEBRASGO-TESTOSTERONA-NA-MULHER.pdf #testosteronafeminina #notaoficial #saúdedamulher #nutrologia #menopausa #hormônios #medicinabaseadaemevidências #hormônioscomresponsabilidade #nutrologabauru #nutrologalaranjal

Ganho de peso na gestação: quanto é saudável e como alcançar isso com equilíbrio

Durante a gestação, o corpo da mulher passa por muitas transformações, e o ganho de peso é uma delas. Apesar de ser totalmente esperado, ele muitas vezes vem acompanhado de dúvidas e inseguranças: “Será que estou engordando demais?”, “E se eu não ganhar peso o suficiente?”. Esse texto é um convite para olhar para o ganho de peso na gestação com mais gentileza e informação. Porque sim, existe um intervalo considerado saudável — mas mais do que isso, cada corpo tem sua própria história. Por que ganhamos peso na gravidez? Ao contrário do que muitos pensam, o aumento de peso na gestação não é causado apenas pelo crescimento do bebê. Vários outros fatores contribuem para esse processo natural: O crescimento do útero e da placenta O líquido amniótico que protege o bebê O aumento do volume sanguíneo O aumento das mamas e preparação para a amamentação O acúmulo de gordura, que funciona como uma reserva energética para o corpo materno Ou seja: tudo isso tem um propósito fisiológico importante. Qual é o ganho de peso ideal? O ideal varia de acordo com o IMC (Índice de Massa Corporal) pré-gestacional. As recomendações atuais, segundo o Instituto de Medicina dos Estados Unidos (IOM), são: Vale lembrar que essas são médias estimadas — o mais importante é o acompanhamento individualizado com seu obstetra e, se possível, com um nutrólogo. O ganho de peso também não é linear: pode variar ao longo dos trimestres e depende de muitos fatores. Quando o ganho de peso pode ser um problema? Tanto o ganho excessivo quanto o ganho insuficiente podem trazer riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê. Excesso de peso na gestação pode estar associado a um maior risco de diabetes gestacional, hipertensão, parto cesárea e maior peso ao nascer, o que também pode impactar o parto e a saúde futura da criança. Já o ganho insuficiente pode aumentar o risco de restrição do crescimento fetal, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Por isso, mais do que se fixar em números, é essencial avaliar a qualidade da alimentação, o bem-estar da gestante e o crescimento fetal ao longo do pré-natal. Como ter um ganho de peso saudável? Não existe fórmula mágica, mas alguns pilares ajudam muito nesse processo: Alimentação equilibrada: prefira alimentos frescos, variados, e que tragam saciedade. Carboidratos complexos, proteínas magras, vegetais e frutas devem estar presentes todos os dias. Atividade física segura: quando liberada pelo obstetra, movimentar o corpo com regularidade ajuda no controle do peso, na disposição e até no preparo para o parto. Sono e manejo do estresse: o descanso e a saúde emocional também influenciam no apetite e nos níveis hormonais. Acompanhamento profissional: cada gestação é única. Ter ao seu lado profissionais que te escutam, acolhem e orientam faz toda a diferença. Mais do que perseguir um número na balança, o foco deve estar na saúde da mãe e do bebê. E saúde se constrói com informação, autocuidado, alimentação afetiva e, acima de tudo, com leveza. A gestação é um período de intensas mudanças — físicas, hormonais e emocionais. Permita-se viver esse momento com presença e respeito pelo seu corpo. Ele está fazendo um trabalho poderoso. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #gestantesaudavel #gestaçãosaudavel #ganhodepesonagestação

Safra de frutas, verduras e legumes de ABRIL 🌿

Os alimentos da safra oferecem diversos benefícios, como: – Menor custo – Por estarem em maior abundância, costumam ter preços mais acessíveis. – Mais nutrientes e sabor – São colhidos no auge da maturação, garantindo melhor textura, sabor e densidade nutricional, especialmente antioxidantes. – Menos agrotóxicos – Como crescem em condições favoráveis, precisam de menos defensivos químicos, tornando-se uma opção mais saudável. – Maior disponibilidade – São encontrados com mais facilidade em feiras e mercados, promovendo variedade na alimentação. Consumir alimentos da safra é uma escolha inteligente para a saúde, o bolso e o meio ambiente! 🌿 > Frutas de Abril Abacate fortuna/quintal, Ameixa estrangeira, Atemóia, Banana maçā e nanica e prata, Caqui, Figo, Graviola, Kiwi nacional, Lima da Pérsia, Limão taiti, Maçã nacional gala, Mamão formosa, Mangostāo, Maracujá doce, Melāo, Pera estrangeira, Pitaya, Tangerina cravo e poncan, Uva rubi e estrangeira > Verduras e legumes de Abril Abóbora d’água, japonesa e seca, Abobrinha italiana, Acelga, Alho estrangeiro, Batata doce amarela, Berinjela japonesa, Cará, Cebolinha, Chicória, Chuchu, Gengibre, Gobô, Inhame, Jiló, Mandioca, Nabo, Pepino caipira e comum, Quiabo, Repolho, Rúcula, Salsa, Tomate #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada

Hábitos de sono saudáveis

Os comportamentos diários, especialmente antes de dormir, influenciam diretamente a qualidade do sono, podendo favorecer o descanso ou contribuir para a insônia. Pequenos ajustes na rotina, como alimentação, uso de medicamentos e organização do dia, podem fazer a diferença entre uma noite tranquila e agitada. A higiene do sono inclui hábitos que melhoram a capacidade de adormecer e manter o sono, sendo fundamental no tratamento da insônia. Essa abordagem ajuda a modificar pensamentos e comportamentos que prejudicam o sono, além de incluir técnicas de relaxamento e gerenciamento do horário de dormir. Se houver dificuldades persistentes para dormir, é recomendável buscar orientação médica ou consultar especialistas. fonte: https://sleepeducation.org/healthy-sleep/healthy-sleep-habits/ #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #higienedosono #sonodequalidade

Lipedema: tudo o que você precisa saber sobre a doença

O lipedema é uma condição pouco conhecida, mas que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Para aumentar a conscientização e oferecer informações confiáveis, criamos uma semana temática com conteúdos educativos sobre essa doença crônica. Se você sente dores nas pernas, percebe um acúmulo desproporcional de gordura e tem facilidade para formar hematomas, esse conteúdo pode ser essencial para você. O que é o Lipedema? O lipedema é uma doença crônica e sistêmica que causa um acúmulo anormal de gordura nas extremidades (pernas e, em alguns casos, braços), sempre de maneira simétrica e bilateral. Esse acúmulo de gordura não é causado pelo excesso de peso ou sedentarismo e não responde da mesma forma a dietas tradicionais.  Sintomas e diagnóstico Muitas pacientes demoram anos para obter o diagnóstico correto, pois o lipedema ainda é confundido com obesidade ou linfedema. Alguns sinais importantes incluem: – Sensibilidade à dor ao toque– Facilidade para formar hematomas– Sensação de peso e inchaço nas áreas afetadas– Pés e mãos não são afetados (diferente do linfedema)– O inchaço não melhora com a elevação das pernas O diagnóstico é clínico, baseado no histórico médico e exame físico, e deve ser realizado por um profissional capacitado. Tratamento clínico e mudanças de estilo de vida O manejo do lipedema é multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos. O tratamento clínico inclui: Alimentação anti-inflamatória e estratégias nutricionais individualizadas Terapia de compressão para reduzir o desconforto e inchaço Exercícios de baixo impacto, como caminhada, hidroginástica e yoga Apoio psicológico para lidar com as questões emocionais associadas à doença   O papel da cirurgia no lipedema Nos casos mais avançados, a lipoaspiração com preservação linfática pode ser uma opção para melhorar a mobilidade e reduzir sintomas como dor e sensibilidade. No entanto, a cirurgia não deve ser encarada como um tratamento estético, e sim como parte de um plano terapêutico mais amplo. Atividade física e lipedema O exercício é essencial para o tratamento do lipedema, mas algumas atividades podem ser mais benéficas do que outras. Caminhadas, natação e pilates ajudam na mobilidade e controle dos sintomas, enquanto atividades de alto impacto, como corridas e saltos, podem agravar o desconforto. Alimentação no lipedema A alimentação tem um papel fundamental no controle da inflamação e dos sintomas. Estudos sugerem que estratégias como a dieta anti-inflamatória e a dieta cetogênica podem trazer benefícios para algumas pacientes. O mais importante é manter um peso saudável e equilibrar a ingestão de carboidratos e gorduras de forma personalizada. Mitos e verdades sobre o lipedema > “Lipedema é só gordura localizada.”Falso! O lipedema é uma doença crônica e inflamatória, que não melhora apenas com emagrecimento. > “Se a paciente emagrecer, o lipedema desaparece.”Nem sempre! Embora a perda de peso ajude no controle da inflamação e na redução do desconforto, a gordura do lipedema tem um comportamento diferente da gordura comum. > “Só a cirurgia resolve o lipedema.”O tratamento não se resume à cirurgia. Estratégias conservadoras, como alimentação adequada, exercícios e compressão, são fundamentais para o manejo da doença. O lipedema ainda é subdiagnosticado e, muitas vezes, negligenciado. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhores são as opções de tratamento e qualidade de vida da paciente. Se você se identificou com os sintomas ou conhece alguém que pode ter a doença, procure um nutrólogo e também compartilhe essa informação! #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #lipedema #saúdedamulher #conscientização #nutrologia #tratamentolipedema 

Abrir WhatsApp
Olá!
Como posso te ajudar?