CRM-SP 207304 • RQE 101292 • 125156

RQE: 101292

Você pode estar com deficiência de vitamina D (mesmo sem saber) ☀️

A vitamina D é essencial para muito mais do que a saúde dos ossos — ela participa do funcionamento do sistema imunológico, do metabolismo muscular, da regulação hormonal e até do humor. Apesar disso, a deficiência de vitamina D é extremamente comum, mesmo em países ensolarados como o Brasil. O motivo? Nem sempre tomamos sol o suficiente (ou da forma certa) para garantir uma boa produção dessa vitamina. Alguns grupos estão em maior risco de deficiência, e por isso devem ter a dosagem avaliada e, se necessário, corrigida: – Pessoas com baixa exposição solar, seja por viverem em cidades com pouco sol, passarem muito tempo em ambientes fechados ou usarem protetor solar de forma constante.– Indivíduos de pele escura, pois a melanina reduz a capacidade da pele de produzir vitamina D.– Pessoas com obesidade, já que a vitamina tende a ficar “retida” no tecido adiposo.– Aqueles em uso de medicações que aceleram o metabolismo da vitamina D, como fenobarbital, carbamazepina, dexametasona, rifampicina, entre outros.– Pessoas com doenças crônicas (como diabetes, doença renal, distúrbios da paratireoide ou doenças hepáticas).– Bebês de mães com deficiência durante a gestação.– Gestantes e lactantes, por apresentarem maior demanda.– Idosos, que produzem menos vitamina D pela pele com o passar dos anos.– E também pacientes após cirurgia bariátrica, devido à menor absorção intestinal. Manter níveis adequados de vitamina D é importante em todas as fases da vida — e isso envolve exposição solar segura, alimentação equilibrada e, em alguns casos, suplementação orientada por um médico. 👉 Se você se encaixa em algum desses grupos, vamos conversar e avaliar seus níveis para garantir que estejam dentro do ideal. #vitaminaD #saúde #nutrologia #deficienciavitaminaD #bemestar #imunidade #metabolismo #saudeóssea #sol #vitaminas #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Agonistas de GLP-1: um olhar sobre libido e função sexual

Os medicamentos da classe dos agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) têm se tornado cada vez mais usados no tratamento do sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. Entretanto, um efeito que ainda recebe menos atenção é o impacto potencial desses fármacos sobre a libido e a função sexual — tema essencial para quem atua na área de nutrologia, saúde metabólica e sexualidade do paciente. Como esses medicamentos atuam Os agonistas de GLP-1 exercem ação múltipla: Reduzem o apetite, promovem sensação de saciedade e retardam o esvaziamento gástrico. Atuam também em vias cerebrais ligadas à recompensa, motivação e processamento de impulsos — não apenas os alimentares, mas também outros impulsos motivacionais. Por exemplo, segundo especialistas, ao reduzir os picos de dopamina ou alterar a sinalização de serotonina, esses medicamentos podem interferir indiretamente no desejo sexual. O que se observa em termos de libido Alguns pacientes relatam redução da libido ou embotamento da função sexual após o início do tratamento com agonistas de GLP-1. Em contrapartida, há casos em que a perda de peso obtida com o tratamento melhora a autoestima, o humor ou o equilíbrio hormonal, o que pode melhorar a função sexual/ desejo em determinados cenários. O risco parece maior em pacientes que já têm fatores de vulnerabilidade para alteração da libido (ex.: mulheres na menopausa, homens com baixos níveis de testosterona). Por que isso pode acontecer? Alguns mecanismos possíveis: Atuação nos centros de recompensa e motivação: ao interferir nas vias de dopamina/serotonina que também regulam o desejo sexual.  Efeito físico-secundário: náusea, fadiga, mal-estar gastrointestinal — efeitos comuns desse tipo de fármaco — podem reduzir o interesse ou a disposição sexual. Alterações hormonais: a perda de peso, a melhora da sensibilidade à insulina e à leptina podem alterar os níveis de testosterona e estrogênio, o que pode favorecer ou dificultar a libido dependendo do perfil do paciente. Como nutróloga, há alguns pontos práticos a considerar: Avaliação antes do início: considerar histórico sexual/ libidinal, fatores hormonais, imagem corporal e motivação para tratamento. Monitorar: acompanhar alterações na função sexual ou no desejo após o início do tratamento com agonistas de GLP-1. Individualização: discutir com o paciente que, embora o medicamento traga benefícios importantes (peso, glicemia, etc.), pode haver impacto sexual que merece atenção. Estratégias de mitigação: em caso de queixas de libido reduzida, considerar ajustes (dose, tipo de agonista), suporte de saúde sexual, avaliação hormonal, mudança de estilo de vida (atividade física, qualidade de sono, alimentação adequada) e abordagem da imagem corporal. Comunicação franca com o paciente: deixar claro que o efeito sobre a libido é uma possibilidade, porém não inevitável, e que existem estratégias. Em resumo Os agonistas de GLP-1 são ferramentas poderosas no tratamento da obesidade e do diabetes, com impacto significativo na saúde metabólica. No entanto, o efeito sobre a libido e função sexual merece ser reconhecido, avaliado e gerenciado — especialmente em contextos como o da nutrologia, onde a qualidade de vida global do paciente importa tanto quanto os marcadores metabólicos. A chave é manter o olhar integral: não apenas peso/glicemia, mas também bem-estar sexual, motivação e imagem corporal. Fonte: “Agonistas de GLP-1 e libido: o que os profissionais de saúde precisam saber” – Medscape, 07 out 2025.  #nutrologia #saúdemental #funçãosexual #metabolismo #obesidade #diabetes #qualidadedevida #medicamentos #recompensa #sexualidade #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Qual é a panela ideal para sua saúde?

O material das panelas em que preparamos nossos alimentos também importa. Se alimentar bem significa também cozinhar bem. E cozinhar bem = usar utensílios que não prejudiquem o alimento — ou o organismo. Mesmo que uma panela libere apenas pequenas quantidades de substâncias para os alimentos, o problema é que usamos essa panela dia após dia, por anos. Essa “gota que pinga” vira acúmulo no corpo ao longo do tempo e isso pode impactar nossa saúde de modo inesperado. Os principais tipos de panelas — e o que considerar > Alumínio É barato, comum, leve — mas também tem desvantagens: pode liberar alumínio nos alimentos, especialmente quando a comida é ácida ou quando a panela é velha ou de baixa qualidade. Alguns estudos indicam que essa liberação existe e que, em certos casos, pode contribuir para sobrecarga de alumínio no organismo.  Cuidados: se for usar, evite alimentos muito ácidos (como tomate, fruta cítrica), não utilize panelas muito gastas ou kits muito baratinhos. > Aço inoxidável (inox) É esteticamente bonito, resistente — mas não é livre de migração de metais. O inox contém ferro, cromo, níquel. Sob certas condições (alimentos ácidos, panela nova, tempo de cozimento prolongado) pode liberar níquel ou cromo para o alimento. Importante: pessoas com alergia a níquel ou cromo devem redobrar atenção. Escolher inox de qualidade, evitar riscos ou descascados, e não abusar de alimentos super-ácidos ajudam. > Ferro (fundido) Aqui temos um “lado bom” forte: utensílios de ferro podem aumentar a ingestão de ferro — útil em quem tem anemia por deficiência de ferro. Por outro lado: se você já tem níveis elevados de ferro ou condição que exige moderação (ex: hemocromatose), pode haver risco. E algumas panelas de ferro liberam pequenas quantidades de outros metais se não forem bem cuidadas. > Vidro Uma das opções mais “seguras” do ponto de vista de contaminação por metais: vidro industrializado, de qualidade, não libera praticamente nada para os alimentos.Porém, fragilidade e preço são ressalvas — e, atenção: nem todo vidro é igual: vidros artesanais ou de cristal podem sim apresentar risco se contiverem chumbo ou outros metais pesados. > Outras Cobre: belo, excelente condução de calor, mas não revestido ou usado com alimentos ácidos pode liberar cobre — risco mais para quem tem distúrbios desse metal. Cerâmica (com esmalte): a aparência é convidativa, mas o risco está presente quando os esmaltes contêm chumbo, cádmio ou outros metais. Pedra-sabão: interessante, pode liberar minerais benéficos, mas exige “cura” do utensílio e atenção aos alimentos. Barro/argila: tradição centenária, “tem sabor”, mas origem artesanal ou sem controle pode ter lixiviação de metais pesados. Então — qual escolher? Não existe uma “panela perfeita” para todo mundo. A escolha ideal depende: Do seu estado de saúde (anemia, alergias, sensibilidade a metais) Do uso que você dá (frequência, tipo de alimento, ácidos, tempo de cocção) Do orçamento e manutenção (uma panela de qualidade custa mais, mas dura mais e libera menos) Do material, da marca/fabricação e de como você a usa e conserva. Algumas dicas práticas para cozinhar com mais consciência Prefira panelas de boa qualidade, de fornecedores reconhecidos, com especificações claras. Evite alimentos muito ácidos em utensílios que liberam metais com mais facilidade. No caso de panelas de ferro ou pedra-sabão: cure ou “amacie” o utensílio antes do uso frequente. Se usar inox, escolha inox 18/10 ou similar de boa qualidade, mantenha a superfície intacta, sem riscos ou descascados. Vidro é ótimo para segurança, mas cuide da fragilidade e do custo. Mantenha uma rotina de verificação: panela velha, com desgaste ou descascamento = maior risco de migração de materiais. Lembre-se: o que você cozinha + como você cozinha + onde você cozinha = o que acaba indo para o seu corpo. Fonte: “Qual a panela ideal?” por Dr. Frederico Lobo — Ecologia Médica (2011)  #saúdenacozinha #materialdapanela #cozinhaconsciente #alimentaçãosaudável #escolhainteligente #vidroiInoxferro #panelas #bemestar #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Life’s Essential 8: os 8 pilares da saúde cardiovascular

A American Heart Association criou o Life’s Essential 8, um conjunto de oito fatores que ajudam a proteger o coração e até reduzem o risco de câncer. Os pilares são: Pressão arterial abaixo de 120×80 mmHg Hemoglobina glicada menor que 5,7% Colesterol total abaixo de 200 mg/dL IMC menor que 25 kg/m² Não fumar Praticar atividade física pelo menos cinco vezes por semana Manter uma alimentação equilibrada Ter uma rotina de sono adequada Cinco desses pontos estão diretamente ligados ao estilo de vida, reforçando que pequenas mudanças na rotina — como se movimentar mais, cuidar do sono e melhorar a alimentação — têm impacto real na prevenção de doenças. Cuidar do coração é, antes de tudo, cuidar de si. 💚 Fonte: American Heart Association #saudecardiovascular #prevenção #estilodevida #nutrologia #habitosdesaude#vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

6 Estratégias não medicamentosas para controle de pressão alta

Se você está convivendo com a Hipertensão Arterial — ou quer se prevenir — saiba que os remédios são apenas parte da solução. Um plano de vida com alimentação equilibrada, hábitos saudáveis e algumas mudanças simples pode fazer muita diferença. Vamos ver como colocar isso em prática. 1. O que é pressão alta? A hipertensão é quando a pressão nas artérias se mantém elevada — normalmente considera-se pressão sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg em pelo menos duas medições em ocasiões diferentes. Fatores como genética, envelhecimento, excesso de peso, consumo elevado de sódio, sedentarismo e tabagismo aumentam o risco. E isso importa porque a pressão muito alta está associada a doenças graves como AVC, infarto e até morte prematura. Então, tratar só com remédios não basta: há todo um estilo de vida envolvido. 2. Alimentação que ajuda — peça chave no controle Uma nutrição adequada é um pilar fundamental no controle da pressão. Vamos aos pontos mais relevantes: Manter um peso saudávelO sobrepeso (especialmente abdominal) eleva o risco de hipertensão. Já mesmo uma perda modesta de peso pode reduzir significativamente a pressão arterial (em média, perder 1 kg pode diminuir ~1 mmHg). Dica prática: Foque em alimentação mais vegetal, menos ultraprocessados, e combine com atividade física. Reduzir a ingestão de sódioO excesso de sódio eleva a pressão porque favorece retenção de líquidos e maior carga sobre os vasos sanguíneos.Meta sugerida: até ~2 g de sódio por dia (≈ 5 g de sal de cozinha).Como fazer: Evite alimentos industrializados, temperos/ molhos prontos, fast-food; use ervas frescas, alho, cebola, gengibre para dar sabor natural. Aumentar a ingestão de potássioO potássio ajuda porque favorece a excreção de sódio e relaxa vasos sanguíneos.Fontes: Banana, abacate, feijão, folhas verdes, tomate, damasco, etc.Aviso: Se você tem problemas renais, ajuste com médico/nutri. Adotar um padrão alimentar saudável (como a dieta DASH)A dieta DASH (“Dietary Approaches to Stop Hypertension”) recomenda frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura, cereais integrais, pouco doce e carnes vermelhas.Em estudos, ela chegou a reduzir ~11 mmHg na pressão sistólica e ~7,5 mmHg na diastólica comparada à dieta habitual. Reduzir ou evitar bebidas alcoólicasO consumo de álcool está ligado ao aumento da pressão arterial.Mesmo pessoas sem hipertensão ativa podem se beneficiar reduzindo ou eliminando o álcool. Outras recomendações alimentares úteis Limitar carne vermelha Evitar excesso de açúcar e bebidas adoçadas Preferir laticínios com baixo teor de gordura Aumentar consumo de fibras (~30 g/dia) Incluir alimentos ricos em polifenóis (beterraba, cacau, gengibre, etc) 3. Estilo de vida: além da alimentação Para controlar bem a pressão, alimentação + estilo de vida caminham juntos. Atividade física regularO exercício reduz tanto a incidência quanto a gravidade da hipertensão. Em uma meta-análise com quase 400 ensaios, o exercício foi tão eficaz quanto alguns medicamentos em diminuir pressão.Recomendações: 150 a 350 minutos por semana de exercício aeróbico moderado (ex: caminhada rápida, natação) 2 a 3 sessões semanais de musculação ou resistência Reduzir o tempo sentado: por exemplo, levantar-se 5 minutos a cada 30 minutos sentado. Sono adequadoDormir pouco (≤ 5h) ou em excesso (≥ 9h) pode aumentar a pressão arterial.Dicas: Dormir entre 7 e 9 horas, ter rotina de sono, evitar telas e cafeína perto da hora de dormir, manter quarto escuro. Cessação do tabagismoFumar eleva a pressão arterial (~5 a 10 mmHg) e aumenta risco cardiovascular.Se for fumante, parar é uma das prioridades para controle da pressão. Controle do estresseSituações de estresse elevam a liberação de adrenalina e podem dificultar o controle da pressão.Técnicas úteis: Meditação, ioga, tai chi, respiração profunda, música relaxante. Em estudo, ioga 45 min/dia por 12 semanas reduziu ~6,5 mmHg da pressão sistólica. 4. Como colocar em prática de verdade Comece escolhendo 1-2 hábitos para focar nas próximas 4 semanas (ex: reduzir sal, caminhar 30 min por dia). Use um diário ou app para monitorar: peso, horas de sono, atividades e consumo de sal/álcool. Envolva alguém que faça o caminho com você — melhora a adesão. Consulte seu médico ou nutricionista antes de mudanças maiores (especialmente se já estiver em tratamento). Lembre-se: cada pequeno avanço conta! Perder 1 kg, reduzir 500 mg de sódio, aumentar 10 min de atividade física, tudo soma. 5. Por que tudo isso funciona A hipertensão é multifatorial: não é só “medicamento” ou “problema de pressão”, é dieta + movimento + sono + hábitos. Quando combinamos alimentação adequada + atividade física + sono + controle de estresse, criamos um ambiente interno mais favorável — menos retenção de líquidos, menos vasoconstrição, menos sobrecarga nos vasos. Essas estratégias não substituem medicamentos se indicados pelo médico, mas potencializam o tratamento e ajudam a reduzir riscos de complicações cardiovasculares. Conclusão Controlar a pressão alta vai além de “tomar remédio e pronto”. Trata-se de uma abordagem integrada: alimentação inteligente, movimento diário, descanso de qualidade, menos álcool, sem tabaco e atenção ao estresse. Inicie hoje mesmo — o primeiro passo é decidir que vai dar prioridade à sua saúde. Com constância, os resultados aparecem. Fonte: NutriTotal – “Tratamento não-medicamentoso da Hipertensão Arterial em Adultos”. #hipertensão #pressãoalta #saúdecardiovascular #vidasaudável #alimentaçãosaudável #bemestar #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

As estatinas funcionam — ponto final

O debate sobre colesterol é antigo e intenso. Para algumas pessoas, virou quase uma cruzada, uma guerra ideológica que até se aproxima de discursos antivacina — um extremo perigoso. Mas vamos ao que realmente importa: evidência. Há décadas, críticos questionavam (e ainda questionam) os benefícios de reduzir o colesterol. Nos anos 1980, alguns artigos sugeriam que dietas não seriam eficazes ou que remédios poderiam causar mais mal do que bem. Porém, com o avanço da medicina, surgiu um divisor de águas: as estatinas. Estudos como o 4S mostraram que esses fármacos trazem benefícios cardiovasculares consistentes. Por que o debate ainda persiste? Resistência à mudança: muitas pessoas se apegam a ideias antigas, ignorando novas conclusões científicas. Efeito nocebo: os relatos de efeitos adversos (como dores musculares) muitas vezes têm componente psicológico — ao esperar que o remédio cause mal, ele “cumpre” esse papel. Discurso de superioridade terapêutica: críticos às estatinas alegam que apenas fármacos “mais novos” ou naturais seriam válidos — mas o que realmente importa é reduzir o colesterol, independentemente do método.  Estatinas na prevenção primária e secundária Em prevenção secundária (quem já teve infarto, AVC ou problemas cardíacos), o benefício é claro: quanto maior a redução do colesterol, maior a proteção. Em prevenção primária (quem nunca teve eventos), os efeitos são menores, mas ainda assim presentes. Metanálises e revisões demonstram que existe redução de mortalidade total, ainda que modesta. Custo-benefício e como decidir Não adianta achar que estatinas devem ser usadas por todo mundo. Isso nem seria viável economicamente. A escolha precisa considerar: O risco individual do paciente (baixo, médio ou alto risco cardiovascular) Qual cálculo de risco utilizar (há vários modelos: Framingham, PREVENT etc.)  A relação benefício-risco: quando o risco de doença cardiovascular é alto, o benefício das estatinas supera com folga o risco de efeitos adversos Apesar de existirem outras opções para baixar o colesterol (ezetimiba, inibidores de PCSK9, fibratos, niacina), as estatinas ainda lideram como primeira escolha por serem eficazes, bem estudadas e, hoje, com versões genéricas de baixo custo. Para fechar As estatinas funcionam — não cabe mais dúvida razoável. Não é o fármaco que importa, mas o quão efetiva é a redução do colesterol. O debate não deve ser “estatinas sim ou não”, mas “quem deve tomar, quando e por quanto tempo”. Não se deixe levar por discursos alarmistas ou ideológicos: conheça as evidências. Se você tem colesterol alto, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou quer avaliar seu risco e prevenção de forma personalizada, agende uma consulta comigo. Vamos avaliar seu perfil metabólico e traçar uma estratégia segura e individualizada para cuidar da sua saúde cardiovascular. Fonte: Medscape – As estatinas são eficazes e não deve haver dúvidas quanto a isso (08 de abril de 2025) #saúde #colesterol #medicina #bemestar #qualidadedevida #prevenção #estilodevidasaudável #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Ultraprocessados: nuances a serem consideradas

Os alimentos ultraprocessados são parte central das dietas modernas — mas será que merecem toda a “má fama”? O debate ainda é intenso, e vale destacar que classificar tudo como “vilão” pode simplificar demais uma realidade complexa. A proposta da classificação NOVA e suas críticas A classificação NOVA — criada pelo professor Carlos A. Monteiro — organiza os alimentos em quatro categorias segundo o grau de processamento: NOVA 1: alimentos naturais ou minimamente processados (frutas, legumes, carne fresca, ovos, leite, castanhas etc.) NOVA 2: ingredientes culinários processados (óleos, manteiga, sal, açúcar, farinha) NOVA 3: alimentos processados (como queijos, pães tradicionais, alimentos em conserva) NOVA 4: ultraprocessados — produtos industriais com aditivos, formulações prontas e grau alto de intervenção industrial Embora a classificação seja muito influente, ela também é alvo de críticas, justamente porque algumas fronteiras não são tão claras. Por exemplo: Produtos como pão integral ou chucrute entram como ultraprocessados (NOVA 4) pela presença de aditivos, mesmo sendo alimentos com perfil nutricional razoável.  A definição de “ultraprocessado” inclui itens por critérios como praticidade e aditivos, o que torna a classificação relativamente subjetiva. Nem todo produto classificado como NOVA 4 é necessariamente “ruim” — alguns podem oferecer nutrientes ou cumprir papel prático em dietas mais restritas ou contextos especiais.  Portanto, é fundamental relativizar o conceito de ultraprocessado — não tratá-lo como sinônimo absoluto de alimento “do mal”. O que as evidências apontam: consumo excessivo e riscos Quando consumidos em excesso, alimentos ultraprocessados estão associados a vários problemas de saúde. Mas a relação não é monocausal — há nuances importantes: Estudos de coorte mostraram correlações entre maior consumo de ultraprocessados e mortalidade, mas, quando os alimentos são estratificados, essas associações se mantêm principalmente para refrigerantes e carnes ultraprocessadas.  Em dietas experimentalmente equilibradas (mesma composição de macronutrientes e calorias), quem consumiu mais ultraprocessados ingeriu cerca de 500 kcal a mais por dia — não por valor nutricional, mas pela rapidez de consumo (que favoreceu ingestão excessiva) e textura “macia”.  A hiperpalatabilidade — o apelo sensorial (combinação de gordura, açúcar, sal) — muitas vezes estimula a ingestão além da saciedade, mesmo quando a pessoa já não está com fome. Em termos nutricionais, muitos ultraprocessados têm menor teor de fibras, proteínas e micronutrientes, e mais açúcares “simples” e calorias vazias. Ou seja: o problema não é sempre um ultraprocessado aqui ou ali, mas o padrão alimentar que prioriza esse tipo de produto em excesso. Reflexões e recomendações práticas Diferenciação é essencial. Em vez de rotular globalmente “ultraprocessado = ruim”, devemos avaliar caso a caso. Em políticas nutricionais e recomendações, proibir genericamente todos os ultraprocessados pode gerar efeitos contrários — inclusive dificultar a adesão em populações com restrições econômicas ou logísticas.  Incentivar alimentos minimamente processados, frescos e pratos preparados com ingredientes simples continua sendo uma estratégia segura e eficaz. Mas reconhecer que alguns produtos ultraprocessados, quando bem formulados e usados com moderação, podem ter lugar em uma dieta equilibrada — desde que não dominem o padrão alimentar. Fonte: Medscape – Os alimentos ultraprocessados merecem a reputação que têm? (18 de junho de 2025) #ultraprocessados #classificaçãoNOVA #alimentaçãosaudável #nutrologia #saúdereal #comercomequilíbrio #mitosdanutrição  #estilodevidasaudável #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

5 aplicativos que podem transformar sua rotina alimentar

Hoje existem diversos aplicativos que podem ajudar no planejamento das refeições, controle de calorias e acompanhamento do progresso rumo a um peso saudável. Os recursos disponíveis podem ser grandes aliados na construção de hábitos mais conscientes — especialmente quando usados com orientação profissional. MyFitnessPal Promete ser “como um instrutor de nutrição, um planejador de refeições e um diário alimentar com você o tempo todo”. O aplicativo permite registrar refeições, acompanhar o consumo de calorias e planejar metas nutricionais personalizadas. Yazio Incentiva o usuário a “abraçar cada passo” na jornada para uma vida mais saudável. Após responder perguntas sobre idade, peso, altura, nível de atividade e objetivo, o app calcula a ingestão calórica ideal. Conta com mais de dois milhões de alimentos cadastrados, leitor de código de barras, contador de calorias e monitor de calorias queimadas. Também acompanha peso, passos e atividades diárias — além de oferecer suporte ao jejum intermitente. Pode ser conectado a outros dispositivos e permite configurar lembretes, como o de beber água. Lifesum Mais do que um contador de calorias, o Lifesum ajuda o usuário a adotar planos alimentares equilibrados e compatíveis com seu estilo de vida. Inclui leitor de código de barras, monitor de ingestão de água e planos voltados à perda de peso e composição corporal, como as dietas mediterrânea, cetogênica, limpa e climatariana. Também disponibiliza planos completos com listas de compras — úteis para quem quer mais praticidade — e oferece um “escore de vitalidade semanal”, que orienta o usuário sobre seus próximos passos para uma vida mais saudável. Nutrition Coach Promete uma forma sustentável e sem esforço de perder ou ganhar peso. É voltado para quem já enfrentou o efeito sanfona e a dificuldade de manter dietas restritivas. O app define metas calóricas diárias e semanais, permitindo refeições livres (“cheat meals”) sem comprometer os resultados. Conta com leitor de código de barras, mais de 1.700 receitas e integração com o Apple Health. MyNetDiary Descrito como “o assistente pessoal definitivo” para perda de peso e nutrição, o MyNetDiary reúne mais de 1,5 milhão de alimentos e 108 nutrientes em seu banco de dados. Traz leitor de código de barras, mensagens e dicas diárias, além de artigos e vídeos educativos. Segundo o app, usuários ativos perderam em média 0,6 kg por semana. Um diferencial é que não é necessário criar conta para começar a usar. Esses aplicativos podem ser grandes aliados na construção de uma rotina alimentar mais equilibrada — ajudando a desenvolver consciência sobre o que se come e facilitando o planejamento do dia a dia. No entanto, nada substitui uma orientação individualizada, adaptada às suas necessidades e objetivos. Agende uma consulta comigo que eu te ajudo. #nutrologia #alimentacaosaudavel #planejamentonutricional #appdenutrição #saudementalecorporal #perdadepeso #reeducaçãoalimentar #draliabataglini #vidasaudável #tecnologiaesaude #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

“Food Noise”: Quando a mente não para de pensar em comida (e o que fazer a respeito)

Você já se pegou pensando em comida o tempo todo — mesmo logo depois de comer? Esse turbilhão mental tem nome, e vem ganhando destaque na medicina moderna: food noise. O que é o “food noise”? O termo food noise descreve aquele pensamento persistente e intrusivo sobre comida, mesmo sem fome real. É como uma “conversa mental” constante que gira em torno de: O que vou comer? Quando vou comer? Quanto vou comer? Mas atenção: não é o mesmo que fissura alimentar (food craving). Enquanto o craving é um desejo pontual, o food noise é uma ocupação mental contínua, ligada a circuitos cerebrais de recompensa, dopamina e hiper-responsividade a estímulos alimentares — algo muito comum em pessoas com sobrepeso ou obesidade. De onde veio esse conceito? Entre 2023 e 2025, o termo ganhou força em artigos sobre os medicamentos agonistas de GLP-1 (como liraglutida, semaglutida e tirzepatida). Pacientes relatavam espontaneamente um dos efeitos mais marcantes do tratamento: “Pela primeira vez, minha mente ficou silenciosa em relação à comida.” Esse “silêncio” virou um marco clínico e mudou a forma como entendemos o comportamento alimentar. Por que o food noise acontece? O surgimento desse ruído mental é multifatorial — resultado da combinação entre corpo, mente e ambiente: Fatores neurobiológicos Hiperatividade dopaminérgica diante de sinais de comida Resistência à leptina Alteração na sinalização de GLP-1 e PYY Fatores psicológicos e comportamentais Associação da comida a conforto, prazer ou regulação emocional Fatores sociais e ambientais Exposição constante a gatilhos: redes sociais, publicidade de alimentos, vídeos de receitas… Fatores metabólicos Resistência insulínica, hiperinsulinemia e inflamação do tecido adiposo Fatores dietéticos Dieta pobre em fibras e proteínas, rica em ultraprocessados e alimentos hiperpalatáveis Estratégias para silenciar o food noise A boa notícia é que é possível reduzir significativamente o food noise — e o caminho passa por uma abordagem integrada, que combina ciência, nutrição e comportamento. Estratégias nutrológicas: Alimentação estruturada: refeições regulares (3–5 por dia) para evitar picos de fome. Proteínas adequadas: aumentam GLP-1 e PYY, prolongando a saciedade. Fibras solúveis: como aveia, leguminosas e frutas com casca, que reduzem a velocidade de digestão. Gorduras boas: azeite, oleaginosas e peixes auxiliam na modulação da saciedade e inflamação. Micronutrientes e ômega-3: zinco, magnésio e vitaminas do complexo B são cofatores na regulação do apetite. Hidratação adequada: a sede pode ser facilmente confundida com fome. Estratégias comportamentais Mindful eating: desenvolver presença e consciência ao comer. Diário reflexivo: anotar o que come e o que sente antes de comer. Gestão ambiental: deixar ultraprocessados fora da vista. Sono de qualidade: noites ruins aumentam grelina e reduzem leptina. Atividade física regular: treino resistido e aeróbico reduzem cravings. Técnicas cognitivas: substituir pensamentos automáticos (“preciso comer agora”) por percepções reais (“é fome ou emoção?”). O food noise é um conceito recente, mas descreve algo que há muito tempo afeta milhões de pessoas: a mente que não desliga da comida. Silenciar esse ruído exige mais do que força de vontade — requer uma abordagem médica e nutrológica personalizada, que entenda o corpo, o cérebro e o comportamento. E sim, é possível ter paz com a comida novamente — com ciência, estratégia e acompanhamento adequado. Se você se identifica com essa sensação de “mente barulhenta em relação à comida”, agendar uma consulta pode ser o primeiro passo para recuperar o controle e o silêncio mental que o seu corpo merece. Autores: Dra. Lia Bataglini – Médica Clínica e Nutróloga – CRM-SP 207304 – RQE 101292/125156 Dr. Frederico Lobo – Médico Nutrólogo – CRM-GO 13192 – RQE 11915 Dra. Theresa Leo – Médica Nutróloga, Ginecologista e Obstetra – CRM-ES 8903 RQE 15007 #foodnoise #saúdemetabólica #comportamentoalimentar #nutrologia #GLP1 #semaglutida #tirzepatida #fomeemocional #mindfuleating #nutrologiamédica #saúdeintegral #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Kefir, iogurte e kombucha: os fermentados que conversam com o seu intestino (e o seu metabolismo)

Você já reparou como os alimentos fermentados estão em alta? De kefir a kombucha, de iogurtes naturais a “prebiotic sodas”, a promessa é quase sempre a mesma: equilíbrio intestinal, imunidade e até ajuda no metabolismo. Mas… o que realmente é ciência — e o que é marketing? O que são, afinal, os alimentos fermentados? Fermentar é uma arte milenar: um processo natural em que micro-organismos transformam o alimento, gerando compostos bioativos, vitaminas e bactérias benéficas. Entre os fermentados mais conhecidos estão iogurte, kefir e kombucha — cada um com características únicas e potenciais efeitos sobre a microbiota intestinal, metabolismo e imunidade. Já as chamadas “prebiotic sodas” (ou refrigerantes prebióticos) são uma tendência recente do mercado. Elas prometem conter fibras prebióticas e culturas vivas, mas não há consenso científico sobre sua composição nem sobre benefícios reais à saúde. Em outras palavras: são mais um produto de marketing do que um conceito consolidado na literatura médica. Kefir e iogurte: os mais estudados e com melhores resultados Esses dois são os queridinhos dos estudos clínicos — e com motivo. Tanto o kefir quanto o iogurte contém bactérias e leveduras vivas que resistem ao trânsito intestinal e ajudam a: Aumentar a diversidade microbiana do intestino; Fortalecer a barreira intestinal; Modular a resposta imune; Melhorar parâmetros metabólicos como glicemia, colesterol e pressão arterial. O kefir, em especial, tem se mostrado mais bem tolerado por pessoas com intolerância à lactose e pode até aumentar a eficácia do tratamento contra o Helicobacter pylori, reduzindo efeitos colaterais gastrointestinais. Kombucha: popular, mas ainda sem base clínica sólida O kombucha é bonito, colorido, cheio de bolhas e personalidade. Mas quando falamos de evidência científica, ele ainda está engatinhando. Os estudos disponíveis — em células e animais — mostram potencial antioxidante, imunomodulador e antimicrobiano. Porém, faltam ensaios clínicos em humanos que confirmem esses benefícios. Ou seja, promissor? Sim. Comprovado? Ainda não. O que a ciência realmente diz Apesar de resultados interessantes, as pesquisas com fermentados ainda enfrentam limitações: Amostras pequenas; Curta duração; Falta de padronização entre produtos e cepas bacterianas. Isso significa que, embora os fermentados possam apoiar a saúde intestinal e metabólica, eles não substituem tratamento médico ou nutricional. Devem ser vistos como parte de uma estratégia alimentar equilibrada, não como solução milagrosa. Como incorporar fermentados de forma prática (e segura) – No café da manhã ou  lanches: iogurte natural ou kefir batido com fruta. – Nas refeições principais: molho de iogurte com limão e ervas para saladas; marinada de frango com iogurte e açafrão. – Nos acompanhamentos: coalhada seca com azeite e zaatar; vinagrete de kefir para quibe. – Como sobremesa leve: iogurte com granola caseira ou kefir gelado com morango amassado. – Versão refrescante: kombucha pasteurizado com água com gás e rodelas de limão — um “spritz” sem álcool. Dica de ouro: prefira versões naturais, sem adição de açúcar, e comece aos poucos, observando sua tolerância digestiva. Na prática clínica, é comum que pacientes relatem sensibilidade ao kombucha — especialmente quando o intestino já está mais reativo. Conclusão: o segredo está no equilíbrio – Kefir e iogurte: evidência clínica moderada e segurança favorável. – Kombucha: promissor, mas ainda com lacunas em humanos. – “Prebiotic sodas”: conceito comercial sem base científica sólida. Alimentos fermentados são aliados poderosos dentro de uma dieta de qualidade, mas é essencial evitar promessas terapêuticas que ultrapassam o que a ciência comprova hoje. Se você quer entender como incluir alimentos fermentados de forma personalizada, respeitando seu metabolismo, histórico e tolerância intestinal — eu posso te ajudar. Agende sua consulta e descubra o equilíbrio certo para o seu intestino e sua saúde metabólica. Autores: Dra.Lia Bataglini – Médica Clínica e Nutróloga – CRM-SP 207304 – RQE 101292/125156 Dr. Frederico Lobo – Médico nutrólogo – CRM-GO 13192 – RQE 11915 #fermentados #kefir #iogurte #kombucha #probioticos #prebioticos #microbiotaintestinal #saudeintestinal #SII #intolerancialactose #sindromemetabolica #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica Referências: Weingarden AR, Ko CW. The American Journal of Gastroenterology. 024;119(1S):S7-S15. Gao Y, et al. Foods (Basel). 2025;14(11):1946. Kok CR, Hutkins R. Nutrition Reviews. 2018;76(Suppl 1):4-15. Dimidi E, et al. Nutrients. 2019;11(8):E1806. Diez-Ozaeta I, Astiazaran OJ. Food Research International. 2022;156:111133. da Anunciação TA, et al. Microorganisms. 2024;12(6):1127. Cuamatzin-García L, et al. Microorganisms. 2022;10(6):1151.

Abrir WhatsApp
Olá!
Como posso te ajudar?