Quando a inflamação vira vilã: microbiota, dieta e risco cardiometabólico
A inflamação, por si só, é um mecanismo natural e importante do corpo para responder a infecções ou lesões. O problema surge quando essa resposta se mantém ativa por tempo prolongado, mesmo de forma discreta — dando origem ao que chamamos de inflamação crônica de baixo grau. Essa condição silenciosa vem sendo reconhecida cada vez mais como uma peça-chave no desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, esteatose hepática e aterosclerose. O tecido adiposo como ponto de partida O que muitas pessoas não sabem é que o tecido adiposo não é apenas “estoque de gordura”: ele age como um verdadeiro órgão endócrino. Quando existe excesso de gordura, especialmente a visceral, esse tecido passa a liberar moléculas inflamatórias (como TNF-α e IL-6), que alimentam um processo contínuo de ativação imunológica. Além disso, esse tecido favorece que substâncias bacterianas do intestino — como os lipopolissacarídeos — escapem para a corrente sanguínea (processo chamado endotoxemia metabólica), intensificando ainda mais o ciclo inflamatório. Microbiota intestinal: protagonista discreta Dentro do intestino, boa parte da “defesa” conta com a microbiota — o conjunto de bactérias que vivem ali. Em pessoas saudáveis, há presença equilibrada dessas bactérias, que produzem ácidos graxos de cadeia curta (butirato, acetato, propionato) com ação anti-inflamatória e que contribuem para o metabolismo energético. Mas, em quem está com sobrepeso ou obesidade, a microbiota tende a se tornar menos diversificada — um estado chamado disbiose. Essa alteração agrava a inflamação no tecido adiposo, gerando um ciclo vicioso difícil de romper. Como esse processo começa Em condições normais, o intestino possui mecanismos de barreira e autoproteção. Mas com excesso de gordura saturada (na dieta) ou aumento de peso, ocorrem alterações: células intestinais detectam lipídios ou fragmentos bacterianos, o que desencadeia ativação de vias inflamatórias . Isso prejudica as junções entre células do intestino, facilitando que moléculas que deveriam ficar restritas passem para a corrente sanguínea e alimentem ainda mais a inflamação. Esse processo inflamatório pode ser dividido em três etapas: Gatilho — causada por estresse metabólico (excesso calórico, gordura saturada etc.). Resposta adaptativa — inicia-se a liberação de citocinas inflamatórias. Inflamação patológica — se o estímulo permanece, gera-se resistência à insulina, disfunções mitocondriais, alterações hormonais e excesso de catecolaminas. A estratégia mais eficiente para interromper esse ciclo? Induzir déficit calórico e promover perda de peso. Só assim conseguimos transformar um ciclo vicioso em um ciclo virtuoso. Dieta e microbiota: ajustando a balança Estudos sugerem que a dieta influencia muito mais (cerca de 28 %) a composição da microbiota do que o genótipo (em torno de 7 %). Um dado que destaca o poder das escolhas alimentares. As gorduras saturadas (por exemplo, presentes em carnes gordurosas, laticínios e óleo de palma) são particularmente danosas: além de elevar o LDL e triglicerídeos, ativam vias inflamatórias e reduzem a diversidade microbiana. Já as gorduras insaturadas (azeite, ômega-3 de peixes frios) têm efeito anti-inflamatório e ajudam a contrabalançar o “estrago” das saturadas. Porém, equilíbrio é a palavra-chave: nem todas as insaturadas devem ser consumidas em excesso, e não se trata de excluir totalmente as saturadas, mas de minimizar seu impacto dentro de um padrão alimentar saudável. Outra peça fundamental são os alimentos ultraprocessados. Eles são fontes abundantes de gorduras saturadas “industrializadas” e calorias vazias — fatores que colaboram para a obesidade e o ambiente pró-inflamatório. Em contrapartida, um padrão anti-inflamatório ideal é aquele baseado em alimentos in natura ou minimamente processados: frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas são escolhas inteligentes. O efeito protetor não vem de um único alimento, mas da soma: fibras, antioxidantes, fitoquímicos, gorduras boas — como observamos na dieta mediterrânea. As fibras merecem atenção especial: servem como substrato para a produção de ácidos graxos benéficos pela microbiota, ajudando diretamente a modular a inflamação. E como isso se aplica no Brasil A realidade é que, por aqui, a adesão ao padrão alimentar ideal ainda está longe. Só um em cada três adultos consome frutas e hortaliças regularmente. Itens tradicionais como arroz e feijão — ricos em fibras e nutrientes — vêm perdendo espaço no prato. Precisamos resgatar hábitos simples: não é necessário seguir dietas mirabolantes para “desinflamar” o corpo. Muitas vezes, bastam escolhas cotidianas conscientes — priorizar alimentos frescos, evitar ultraprocessados, moderação nas gorduras saturadas. Como profissional de saúde, meu papel (e o de todos que atuam no cuidado) é incentivar esse retorno à base alimentar brasileira. A verdadeira “desinflamação” não mora em fórmulas mágicas, mas na consistência das escolhas. Fonte: Medscape — Desvendando a inflamação: o papel da microbiota e da dieta no risco cardiometabólico (24 de junho de 2025) #alimentaçãoSaudável #comidadeverdade #vidasaudável #equilíbrio #bemestar #hábitosSaudáveis #nutriçãointeligente #dietamediterrânea #antioxidantes #prevenção #dietasaudável #alimentaçãoantiinflamatória #inflamaçãebaixograu #microbiotaintestino #gordurasaudável #alimentosantiinflamatórios #nutriçãefuncional #inflamaçãoesilêncio #saúdeintestinal #controledegordura #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
Amido resistente: o “GLP-1 natural” que pode transformar sua saciedade e glicemia
Você já ouviu falar em amido resistente? Ele está presente em alimentos simples, como banana verde, feijão e até naquele arroz que ficou de um dia para o outro. Parece trivial, mas a ciência mostra que esses alimentos escondem um poder que vai muito além das calorias: eles atuam como um “GLP-1 natural” no nosso organismo. E por que isso é tão importante? O GLP-1 é um hormônio que regula fome, saciedade e controle da glicemia. É justamente a base de algumas das medicações modernas para emagrecimento e diabetes. Agora imagine ter parte desse efeito de forma natural, acessível e sem remédio, apenas com escolhas inteligentes na sua alimentação. Como o amido resistente funciona? O amido resistente é um tipo de carboidrato que não é digerido no intestino delgado. Em vez disso, chega ao intestino grosso, onde serve de alimento para as boas bactérias da microbiota. Esse processo gera substâncias chamadas ácidos graxos de cadeia curta, que: – Melhoram a sensibilidade à insulina – Reduzem os picos de glicose – Prolongam a saciedade – Estimulam, de forma indireta, a liberação de hormônios como o GLP-1 Ou seja, o que parecia apenas “banana verde” ou “arroz dormido” pode, na prática, ajudar no controle do apetite e da glicemia, dois pilares fundamentais para quem busca saúde e emagrecimento sustentável. Onde encontrar o amido resistente? Banana verde → farinha ou biomassa Feijão → especialmente quando é resfriado depois de cozido Arroz e batata “dormidos” → ao serem resfriados, parte do amido se transforma em resistente Aveia → rica em fibras que atuam em sinergia O mais interessante é que não é preciso mudar radicalmente sua dieta. Pequenos ajustes no preparo — como cozinhar e resfriar arroz, ou incluir biomassa de banana verde em receitas — já aumentam a ingestão desse nutriente. Por que você deveria incluir o amido resistente na sua rotina? Muita gente acredita que controlar fome e glicemia depende apenas de força de vontade. Mas a verdade é que sua fisiologia pode (e deve) trabalhar a seu favor. O amido resistente age nos bastidores, equilibrando hormônios, microbiota e metabolismo. É como ter um aliado natural no processo de emagrecimento e saúde metabólica. Se você está em busca de mais saciedade, menos picos de glicemia e até uma melhora da saúde intestinal, talvez a resposta esteja em escolhas simples que você ainda não faz hoje. No meu consultório, ajudo pacientes a montar estratégias personalizadas que utilizam recursos como o amido resistente de forma inteligente — sem modismos, mas com ciência e resultados. Se você deseja entender como aplicar isso na sua rotina, agende uma consulta e vamos construir um plano de alimentação que realmente funcione para você. #amidoresistente #bananaverde #arrozdormido #feijãopreto #GLP1natural #saciedade #controledaglicemia #nutrologia #emagrecimentosaudavel #microbiotaintestinal #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
O poder da aveia: como esse grão simples pode transformar sua saúde — e sua vida
Você já imaginou que um alimento acessível e cotidiano possa ser um dos pilares para transformar saúde, bem-estar e qualidade de vida? Parece simples demais para ser verdade — mas a aveia é exatamente isso: um superalimento discreto, cheio de ciência por trás, pronto para fazer diferença quando bem usado. Se você quer mais energia estável, controle do peso, saúde intestinal e bem-estar cardiovascular, este texto é para você. 1. O que torna a aveia tão especial A aveia não é “mais um cereal”. Ela é um grão integral nutricionalmente denso, acessível e presente no dia a dia — e isso já é vantagem. Mas o verdadeiro diferencial está em uma fibra solúvel essencial chamada beta-glucana, que faz uma série de “trabalhos nos bastidores” do corpo: modula os picos de glicose pós-refeição; ajuda a reduzir pressão arterial em casos de pré-hipertensão ou hipertensão leve; auxilia no controle do colesterol LDL (o chamado colesterol “ruim”); promove saciedade mais prolongada, ajudando no manejo de peso; atua como prebiótico, alimentando bactérias boas no intestino e melhorando a saúde digestiva; Esses efeitos combinados fazem da aveia uma das estrelas da nutrição funcional — mas só quando aproveitada com estratégia, não “no automático”. 2. Evidências por trás da aveia Vamos olhar para os resultados científicos, mas de forma simples e convincente: Em revisões e meta-análises recentes, o consumo de aveia está consistentemente ligado à redução de fatores de risco cardiovascular, mortalidade geral, controle glicêmico, manejo de peso e saúde intestinal. A cada grama de beta-glucana consumida, há uma redução estimada de 8–9 % na glicose pós-prandial (após as refeições). Para alcançar benefícios significativos, os estudos indicam que consumir cerca de 3 gramas de beta-glucana por dia — o que equivale aproximadamente a 1½ xícara de aveia cozida — pode fazer diferença. Esses dados não são promessas milagrosas — são resultados consistentes quando a aveia é usada conscientemente e como parte de uma alimentação equilibrada. 3. Transformando teoria em ação: como usar aveia no seu dia a dia Para que os benefícios aconteçam, não basta “colocar aveia” no cardápio — é preciso estratégia. Aqui vão ideias práticas: Momento Ideia / Preparação Dica de impacto Café da manhã Overnight oats com frutas, aveia + iogurte ou bebida vegetal Comece o dia nutrida, sem pressa e com saciedade Lanche da tarde Mingau cremoso ou smoothie com aveia Evita picos de fome entre refeições Substituição esperta Use aveia (em flocos finos ou farinha) como espessante ou “base” em bolos, panquecas, muffins Reduz farinha refinada sem perder textura Jantar leve Use farelo ou aveia como complemento de sopas ou cremes (apenas pequenos incrementos) Aumenta o volume, ajuda na saciedade E lembre-se: adaptar a quantidade e a forma conforme sua condição (metabólica, digestiva, objetivos) é essencial. 4. Por que a aveia pode ser seu novo “aliado diário” Se você está cansada de dietas “mágicas”, suplementos caros e promessas vazias — a aveia oferece uma alternativa plausível, baseada em evidência, que pode se encaixar no seu cotidiano. Ela não pede radicalismo, só consistência. E transformar hábitos por etapas é o que gera resultados duradouros. Além disso, quando um nutrólogo entende seu perfil (peso, metabolismo, saúde intestinal etc.), ele pode ajustar o contexto para que ela maximize seu potencial sem gerar desconfortos. Você pode “ler este artigo e sair”, ou pode fazer algo com ele: experimentar incluir aveia de forma estratégica em 7 dias e observar como seu corpo responde. Mas, se você quiser um suporte profissional e personalizado — para que tudo seja adaptado ao seu metabolismo, condição de saúde e estilo de vida — eu posso te ajudar com isso, é só agendar uma consulta no link ao lado. Porque saúde não é receita de luxo — é ciência aplicada ao seu dia a dia. #aveia #benefíciosdaaveia #saúdecomaveia #betaglucana #controleglicêmico #saúdeintestinal #nutriçãofuncional #dietaintegral #emagrecimentosaudável #alimentofuncional #nutriçãointeligente #nutriçãobaseadaemevidências #perdadepeso #saudemetabolica #emagrecercomsaude #nutrologia #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica
Semaglutida & Tirzepatida: como comer proteína e treinar para NÃO perder massa magra
Nos últimos anos, medicamentos como semaglutida e tirzepatida se tornaram grandes aliados no tratamento da obesidade. Os resultados impressionam: perda de peso consistente, melhora do controle glicêmico e impacto direto na saúde metabólica. Mas há um ponto essencial que quase ninguém fala — e que pode ser o divisor de águas entre um resultado duradouro e uma frustração futura: a preservação da massa magra. Sim, é possível perder gordura e, ao mesmo tempo, manter (ou até aumentar) músculos. Mas isso não acontece por acaso. O risco escondido por trás do emagrecimento rápido Quando o corpo emagrece de forma acelerada, principalmente sob efeito de medicações, parte desse peso perdido pode vir da massa muscular. E perder músculo é algo que você não quer: Prejudica o metabolismo e dificulta a manutenção do peso; Reduz força e disposição; Impacta diretamente na qualidade de vida, performance física e até na saúde óssea. Ou seja: emagrecer sem preservar músculo pode se transformar em um ciclo de frustração. O papel da proteína: seu “escudo” contra a perda muscular A proteína é a matéria-prima dos músculos. Ao seguir tratamento com semaglutida ou tirzepatida, é essencial aumentar a ingestão proteica de forma estratégica. Isso não significa apenas “comer mais frango ou ovo”, mas sim planejar a quantidade, distribuição e combinações ao longo do dia. 🔑 O que faz diferença: Ajustar a ingestão diária ao peso e objetivo do paciente; Distribuir a proteína em todas as refeições, evitando longos períodos sem esse nutriente; Utilizar combinações práticas e saborosas que favoreçam a adesão, mesmo quando o apetite estiver reduzido pelo medicamento. O treino certo: não basta caminhar Caminhadas e atividades aeróbicas são ótimas para saúde cardiovascular, mas não protegem contra a perda muscular. Para preservar (ou ganhar) massa magra, o treino de força é insubstituível. Isso significa: Treinar de forma regular (no mínimo 2–3 vezes por semana); Estimular grandes grupos musculares com exercícios de resistência (pesos, elásticos, treino funcional); Associar progressão de cargas para que o músculo realmente receba o estímulo que precisa. O treino é o “sinal” para o corpo manter o músculo, e a proteína é o “tijolo” que constrói essa estrutura. Por que isso importa tanto? Imagine perder 15 kg em alguns meses, mas metade desse peso vir da sua massa muscular. O resultado? Metabolismo mais lento, corpo flácido e risco maior de recuperar o peso perdido. Agora imagine perder os mesmos 15 kg, mas 90% desse peso vir da gordura corporal, enquanto você preserva e até fortalece os músculos. O resultado é um corpo mais firme, saudável e com energia de sobra para viver. A diferença está na estratégia nutricional e no treino certo. Conclusão: a medicação é a porta de entrada, mas o estilo de vida é a chave! Semaglutida e tirzepatida são ferramentas poderosas, mas não fazem milagres sozinhas. O verdadeiro sucesso vem da combinação entre: – Ajuste inteligente da alimentação, com foco em proteína; – Treino de força consistente; – Acompanhamento profissional que entenda as particularidades de cada paciente. Se você está usando (ou pensando em iniciar) essas medicações, esse é o momento ideal para cuidar não apenas da balança, mas também da sua saúde de forma completa. Lembre-se: o objetivo não é apenas emagrecer, é transformar sua saúde para sempre. Como nutróloga, eu posso te ajudar. Assim, você emagrece de forma saudável, segura e duradoura. Clique no link ao lado e agende sua consulta — dê o próximo passo para conquistar um corpo mais leve, firme e cheio de energia. #semaglutida #tirzepatida #massamagra #perdadepeso #emagrecimentosaudavel #saudemetabolica #proteina #treinodeforca #musculacao #glp1 #flacideznao #emagrecercomsaude #nutrologia #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #saudefeminina #equilibrioesaude #consultanutrologica
Fibras: o nutriente subvalorizado que pode transformar sua saúde
Você provavelmente já ouviu que “fibras fazem bem para o intestino”. Mas a verdade é que o papel delas vai muito além disso e, infelizmente, a maioria das pessoas ainda consome bem menos do que o necessário. No Brasil, a ingestão média diária de fibras é de apenas 15g por dia, quando a recomendação para adultos varia entre 25 e 38g. Esse déficit pode impactar desde o seu peso até o risco de desenvolver doenças crônicas. Mas o que são as fibras? Fibras alimentares são carboidratos que não são digeridos pelo nosso organismo, mas exercem funções essenciais na saúde. Elas podem ser divididas em dois tipos principais: Fibras solúveis: formam um gel no intestino, ajudando no controle da glicemia e na redução do colesterol. Fontes: aveia, cevada, chia, linhaça, maçã, feijão. Fibras insolúveis: aumentam o volume do bolo fecal e aceleram o trânsito intestinal. Fontes: farelo de trigo, verduras, legumes, casca de frutas, cereais integrais. Ambos os tipos são importantes, e o ideal é ter uma boa combinação dos dois. Benefícios comprovados das fibras Consumir fibras diariamente está associado a diversos ganhos para a saúde: Regulação intestinal Previne constipação e ajudam a manter um ritmo saudável de evacuação. Controle do açúcar no sangue Reduz o pico glicêmico após as refeições, auxiliando na prevenção e no controle do diabetes. Redução do colesterol As fibras solúveis ajudam a diminuir a absorção de gorduras. Saúde da microbiota intestinal Servem de alimento para as bactérias benéficas do intestino, melhorando a imunidade e metabolismo. Controle de peso Prolongam a sensação de saciedade, ajudando na redução da ingestão calórica. Fontes de fibras para o dia a dia Inclua variedade para garantir todos os benefícios: Frutas: pêra, maçã, manga, laranja, frutas vermelhas. Verduras e legumes: brócolis, couve, abobrinha, cenoura. Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha. Cereais integrais: arroz integral, aveia, quinoa. Sementes: chia, linhaça, gergelim. Quanto consumir? Mulheres: cerca de 25g/dia. Homens: cerca de 38g/dia. Um prato de salada no almoço, uma fruta com casca no lanche e leguminosas no jantar já ajudam bastante a chegar perto da meta. Por fim, As fibras são aliadas poderosas para uma vida longa e saudável — do intestino ao coração. Se você quer ajustar sua alimentação para atingir a quantidade ideal e aproveitar todos os benefícios, vale buscar orientação profissional. Como nutróloga, posso te ajudar! 📍Bauru | Laranjal Paulista | Nutrologia | Obesidade | Emagrecimento #saudeintestinal #regulaçãointestinal #obesidade #saude #emagrecimento #saciedade #saudebaseadaemevidencias #nutrologia #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #saudecardiovascular #controleglicemico #microbiotaintestinal #fibrassoluveis #fibrasinsoluveis
Safra de frutas, verduras e legumes de AGOSTO 🌿
Os alimentos da safra oferecem diversos benefícios, como: – Menor custo – Por estarem em maior abundância, costumam ter preços mais acessíveis. – Mais nutrientes e sabor – São colhidos no auge da maturação, garantindo melhor textura, sabor e densidade nutricional, especialmente antioxidantes. – Menos agrotóxicos – Como crescem em condições favoráveis, precisam de menos defensivos químicos, tornando-se uma opção mais saudável. – Maior disponibilidade – São encontrados com mais facilidade em feiras e mercados, promovendo variedade na alimentação. Consumir alimentos da safra é uma escolha inteligente para a saúde, o bolso e o meio ambiente! 🌿 > Frutas de Agosto: Abacate quintal e olinda, banana prata, carambola, kiwi, laranja pêra e lima, maçã nacional e estrangeira, mamão formosa e havaí, maracujá doce e azedo, melão amarelo e prince, mexerica, morango e tangerina murcote. > Verduras e legumes de Agosto: Abóbora moranga, abobrinha, agrião, batata doce amarela, beterraba, brócolis, cabotiá, couve, couve-flor, chuchu, ervilha comum e torta, escarola, espinafre, inhame, mandioca, mandioquinha, rabanete e repolho. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada
Safra de frutas, verduras e legumes de JULHO 🌿
Os alimentos da safra oferecem diversos benefícios, como: – Menor custo – Por estarem em maior abundância, costumam ter preços mais acessíveis. – Mais nutrientes e sabor – São colhidos no auge da maturação, garantindo melhor textura, sabor e densidade nutricional, especialmente antioxidantes. – Menos agrotóxicos – Como crescem em condições favoráveis, precisam de menos defensivos químicos, tornando-se uma opção mais saudável. – Maior disponibilidade – São encontrados com mais facilidade em feiras e mercados, promovendo variedade na alimentação. Consumir alimentos da safra é uma escolha inteligente para a saúde, o bolso e o meio ambiente! 🌿 > Frutas de Julho: Abacate (collinson), abacaxi pérola, atemoia, banana nanica e prata, carambola, coco seco, cupuaçu, laranja (baia, lima e pêra), limão, maçã (estrangeira), mamão, mexerica, morango, pêra (estrangeira), tangerina, uva (estrangeira). > Verduras e legumes de Julho: Abóbora, acelga, agrião, alcachofra, alface, alho poró, almeirão, batata doce, brócolis, cará, cenoura, chicória, couve, couve flor, erva doce, escarola, espinafre, gengibre, hortelã, inhame, louro, mandioca, mandioquinha, mostarda, moyashi (feijão), nabo, rabanete, salsa. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada
Cirurgia Bariátrica: Conheça as principais técnicas cirúrgicas e suas diferenças
A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para obesidade moderada a grave, especialmente quando associada a comorbidades como diabetes tipo 2, apneia do sono e hipertensão. Mas você sabia que existem diferentes técnicas cirúrgicas, cada uma com características e indicações específicas? Neste texto, explico de forma clara e objetiva as principais técnicas utilizadas atualmente, seus mecanismos de ação, vantagens e possíveis desvantagens. 1. Bypass Gástrico em Y de Roux (RYGB) Como funciona: O estômago é reduzido a um pequeno reservatório (~ 50 ml) e é conectado diretamente ao intestino delgado, desviando uma parte do estômago e do duodeno. Mecanismo: Restritivo (menor capacidade gástrica) Disabsortivo (desvio do trânsito intestinal) Vantagens: Perda de peso eficaz e sustentada Melhora rápida de comorbidades, especialmente diabetes tipo 2 Desvantagens: Risco de deficiência nutricional (ferro, B12, cálcio) Possibilidade de síndrome de dumping 2. Gastrectomia Vertical (Sleeve Gástrico) Como funciona: Remove-se cerca de 70-80% do estômago, deixando um tubo estreito que limita a ingestão de alimentos. Mecanismo: Restritivo Redução de grelina (hormônio da fome), pois é retirada a parte do estômago que a produz Vantagens: Técnica mais simples do que o bypass Menor risco de deficiência nutricional Preserva o trânsito intestinal Desvantagens: Pode causar refluxo gastroesofágico Menor impacto metabólico em pacientes com DM2 3. Derivação Biliopancreática com Duodenal Switch (BPD-DS) Como funciona: Combina a gastrectomia vertical com um desvio intestinal mais extenso, reduzindo a absorção de nutrientes. Mecanismo: Restritivo + disabsortivo mais intenso Vantagens: Maior perda de peso entre as técnicas Alta taxa de remissão do diabetes tipo 2 Desvantagens: Técnica mais complexa, com maior risco de desnutrição Necessidade rigorosa de suplementação e acompanhamento Qual a melhor técnica? Não existe uma resposta única. A escolha da técnica depende de diversos fatores, como: Grau de obesidade (IMC) Presença de comorbidades Perfil alimentar e comportamental Risco cirúrgico Preferência e experiência da equipe médica O mais importante é que a decisão seja feita de forma individualizada, com base em avaliação criteriosa por uma equipe multiprofissional. Logo, conhecer as técnicas de cirurgia bariátrica é o primeiro passo para entender o tratamento cirúrgico da obesidade. Independentemente da técnica, o sucesso a longo prazo depende de mudanças no estilo de vida, adesão ao acompanhamento médico e suporte nutricional contínuo. Se você está considerando a cirurgia bariátrica, converse com seu médico e busque orientação qualificada. A informação é sua aliada! #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #cirurgiabariatrica #perdadepeso #mudançadoestilodevida #bypassgastrico #sleevegastrico #gastrectomiavertical
Critérios para cirurgia bariátrica e metabólica: o que mudou em 2025?
Em maio de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma nova resolução (nº 2.429/2025) que atualiza os critérios para a realização da cirurgia bariátrica e metabólica no Brasil. Essa mudança representa um avanço importante, pois amplia o acesso ao procedimento para pacientes com obesidade e doenças metabólicas, incluindo casos que antes não eram contemplados. A nova norma atualiza diretrizes anteriores e reflete os avanços científicos dos últimos anos, considerando não apenas o grau de obesidade (IMC), mas também a presença de comorbidades específicas e o impacto da obesidade na saúde global do paciente. Neste texto, você vai entender quem pode fazer a cirurgia bariátrica ou metabólica hoje, o que mudou com a nova norma e por que isso pode fazer a diferença no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. 1. IMC e comorbidades IMC ≥ 40 kg/m², com ou sem comorbidades. IMC 35–39,9 kg/m², com comorbidades associadas à obesidade. IMC 30–34,9 kg/m², agora elegível se houver: Diabetes tipo 2; Doença cardiovascular grave com lesão de órgão-alvo; Doença renal crônica precoce por diabetes; Apneia do sono grave; Doença hepática gordurosa com fibrose; Afecções com indicação de transplante; Refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica; Osteoartrose grave 2. Idade e duração da doença Permitido a partir dos 14 anos se IMC > 40 associado a complicações e aval multiprofissional + consentimento dos responsáveis. Adolescentes de 16 a 18 anos seguem os mesmos critérios de adultos. Tempo de convivência com diabetes ou obesidade não é mais critério. Limitação anterior (até 2 anos de tratamento ou ≤10 anos de diabetes, ou idade específica) foi abolida. 3. Local e estrutura hospitalar Deve ser realizada em hospital de grande porte, com UTI e plantonista 24 h, conforme Portarias MS nº 424/2013 e 425/2013. Pacientes com IMC > 60 exigem hospitais com estrutura especial (camas, equipamentos e equipe preparada). 4. Técnicas cirúrgicas recomendadas Altamente recomendadas: Bypass gástrico em Y de Roux; Gastrectomia vertical (sleeve). Indicadas para revisional: Duodenal switch com gastrectomia vertical; Bypass gástrico com anastomose única; Gastrectomia vertical com anastomose duodeno-ileal; Gastrectomia vertical com bipartição intestinal. Não recomendadas: Banda gástrica ajustável; Cirurgia de Scopinaro (biliopancreática). 5. Procedimentos endoscópicos reconhecidos Balão intragástrico; Gastroplastia endoscópica — especialmente como adjuvante a medicamentos. 6. Equipe multiprofissional e habilitação médica Cirurgião geral ou digestivo com RQE específico. Avaliação multidisciplinar (nutricionista, psicólogo, nutrólogo, endocrinologista etc.). Resumo das mudanças Antes Agora IMC mínimo ≥35 c/ comorbidade ou ≥40 Incluído IMC 30–34,9 com condições específicas Idade / tempo de doença 30–70 anos, diabetes ≤10 anos, tratamento prévio longo Sem limites de idade ou tempo Adolescentes ≥16 em protocolo experimental ≥14 em condições graves Procedimentos válidos Banda ajustável e Scopinaro permitidos Essas técnicas suspensas Hospitais UTI obrigatória Grande porte com estrutura especial para IMC>60 A Resolução CFM nº 2.429/25 amplia o acesso à cirurgia bariátrica/metabólica, flexibiliza critérios e reforça a segurança (hospital preparado, equipe especializada, técnicas bem estudadas). É um avanço claro para o tratamento da obesidade e doenças metabólicas no Brasil. fonte: https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-atualiza-regras-para-realizacao-de-cirurgia-bariatrica-e-metabolica #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #cirurgiabariatrica #perdadepeso #mudançadoestilodevida
Leite: vilão ou aliado da saúde?
Apesar de ainda existir muito debate sobre o consumo de leite, o mais recente Consenso da ABRAN e SBAN, lançado em setembro de 2023, apresenta uma análise crítica e baseada em evidência sobre o consumo de leite de vaca na alimentação humana. 1. O que é o leite? O leite é uma secreção natural de mamíferos, desenvolvida para nutrir seus filhotes. O leite de vaca tornou-se um alimento nutritivo e adaptado ao consumo humano graças à evolução genética que permite a digestão da lactose e adaptação da microbiota . 2. Leite e inflamação: o que diz o consenso? O consenso afirma claramente: Não há evidências de que o leite cause inflamação em pessoas saudáveis. Pelo contrário, inúmeros estudos mostram efeitos anti-inflamatórios, com redução de marcadores inflamatórios em adultos. A única exceção são indivíduos com alergia à proteína do leite de vaca (APLV), que devem evitar totalmente o consumo. 3. Composição nutricional De acordo com o consenso, um copo (200 ml) de leite fornece aproximadamente: 6,4 g de proteína 244 mg de cálcio É mais de 10% da recomendação diária (RDA) desses nutrientes para a maioria das idades. As proteínas do leite incluem cerca de 80% caseína e 20% proteínas do soro (whey), ambas de alto valor biológico pela FAO (Food and Agriculture Organization). De acordo com o indicador Protein Digestibility – Corrected Amino Acid Score (PDCAAS), estabelecido para avaliar a qualidade proteica, as proteínas do leite apresentam grau máximo de qualidade (=1), comparável à albumina, padrão-ouro nesse quesito. A absorção de cálcio do leite também é superior à de alimentos vegetais, consolidando-o como principal fonte desse mineral. 4. Tipos de processamento Pasteurizado: aquecido (~72 °C por 15 s), elimina patógenos, requer refrigeração e dura cerca de 5–7 dias. UHT (longa vida): submetido a ~130–150 °C por segundos, envasado esterilizado; seguro, nutritivo e estável sem refrigeração antes da abertura. Leite em pó: leite desidratado, com quase todos os nutrientes preservados após reconstituição. 5. Teor de gordura: integral, semidesnatado e desnatado Integral: ≥ 3% de gordura; Semidesnatado: entre 0,6%–2,9%; Desnatado: ≤ 0,5%. A composição de proteínas, cálcio e lactose permanece praticamente a mesma em todas as versões. 6. Leite sem ou com baixo teor de lactose A lactose é o açúcar natural do leite, digerida pela lactase. Na intolerância, o leite pode causar sintomas digestivos — mas o consenso diz que o consumo regular tende a proteger contra o surgimento da intolerância, e que doses de até 12 g de lactose geralmente são bem toleradas. Leite sem lactose tem a enzima lactase adicionada, facilitando a digestão (quantidade menor ou igual a 100 mg de lactose a cada 100 mL de leite). Baixo teor de lactose tem quantidade reduzida, mas não completamente ausente (quantidade maior que 100 mg de lactose a cada 100 mL de leite, e menor ou igual a 1 g de lactose a cada 100 mL de leite ). Em ambos os casos, o valor nutricional é mantido. 7. Leite de diferentes espécies Além do leite de vaca, consumimos leite de cabra, ovelha e búfala. Em geral: Leite de cabra: mais fácil de digerir, perfil de gordura diferenciado. Leite de ovelha: mais gorduroso, rico em cálcio, ideal para queijos. Leite de búfala: extremamente cremoso também pela maior quantidade de gordura. Cada tipo tem diferenças de sabor, digestibilidade e textura, mas todos são boas fontes de proteínas e cálcio. 8. Comparativo geral entre espécies Sabor e digestibilidade variam por espécie. O perfil nutricional (gordura, proteína, minerais) muda, mas todos oferecem benefícios — especialmente proteínas de qualidade e cálcio. Escolha conforme tolerância, preferência e necessidade nutricional. 9. Benefícios em diferentes fases da vida Conforme o consenso: Infância: crescimento, saúde óssea, função cognitiva e controle de apetite; Adultos: proteção cardiovascular, controle da pressão arterial, prevenção de obesidade e diabetes; Idosos: ajuda na prevenção de osteoporose e sarcopenia. Logo, o Consenso ABRAN/SBAN (setembro de 2023) confirma que o leite de vaca é: Adequado e adaptado ao consumo humano; Não inflamatório — pode até exercer efeitos anti-inflamatórios; Nutritivo, com proteínas de alto valor biológico e excelente fonte de cálcio; Versátil, com versões processadas (pasteurizado, UHT, em pó), de diferentes gorduras (integral, semidesnatado, desnatado) e com/sem lactose; Indicado para a maioria das pessoas, nas várias fases da vida, com poucas exceções (como APLV). Podemos, portanto, afirmar com segurança: O leite é um alimento rico e saudável, perfeitamente compatível com uma alimentação equilibrada e baseada em evidência científica. Fonte: Associação Brasileira de Nutrologia, Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia e da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição sobre o consumo de leite de vaca pelo ser humano. Setembro, 2023. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #leite #consumodeleite #leiteinflama? #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #perdadepeso #mudançadoestilodevida