CRM-SP 207304 • RQE 101292 • 125156

RQE: 101292

Safra de frutas, verduras e legumes de JUNHO 🌿

Os alimentos da safra oferecem diversos benefícios, como: – Menor custo – Por estarem em maior abundância, costumam ter preços mais acessíveis. – Mais nutrientes e sabor – São colhidos no auge da maturação, garantindo melhor textura, sabor e densidade nutricional, especialmente antioxidantes. – Menos agrotóxicos – Como crescem em condições favoráveis, precisam de menos defensivos químicos, tornando-se uma opção mais saudável. – Maior disponibilidade – São encontrados com mais facilidade em feiras e mercados, promovendo variedade na alimentação. Consumir alimentos da safra é uma escolha inteligente para a saúde, o bolso e o meio ambiente! 🌿 > Frutas de Junho: Abacate fortuna/quinta, abacaxi havaí e pérola, atemoia, banana maçã e nanica e prata, caju, caqui, carambola, cupuaçu, kiwi nacional, laranja baia, limão, maçã estrangeira, mamão, mangostão, manga, melão, morango, mexerica, pera estrangeira, tangerina murcot e ponkan, uva estrangeira > Verduras e legumes de Junho:  Abóbora japonesa, moranga, paulista e seca, abobrinha brasileira, acelga, alface, alcachofra, alho poró, agrião, batata doce amarela e rosada, brócolis, cará, cenoura, chicória, chuchu, coentro, cogumelo, ervilha torta, escarola, espinafre, gengibre, inhame, louro, mandioca, mandioquinha, milho verde, nabo, palmito, rabanete, salsa #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada

Vai fazer bariátrica? Descubra o que realmente muda na sua saúde e rotina!

A cirurgia bariátrica é um tratamento consagrado para a obesidade grave, indicado quando mudanças no estilo de vida, medicamentos e acompanhamento clínico não são suficientes para controlar o peso e suas complicações. Mas engana-se quem pensa que o procedimento é uma solução mágica. Trata-se de um ponto de partida para uma mudança profunda e duradoura no estilo de vida. > Quais são os tipos de cirurgia bariátrica mais realizados no Brasil? As duas técnicas mais comuns no Brasil são: Derivação gástrica em Y de Roux (bypass gástrico): promove uma perda média de 65 a 85% do excesso de peso. Gastrectomia vertical (sleeve gástrico): resulta em uma perda de 55 a 75% do excesso de peso. Ambas têm eficácia comprovada e são escolhidas conforme o perfil do paciente e decisão médica. > Quais doenças podem melhorar ou desaparecer com a bariátrica? A perda de peso e as mudanças metabólicas pós-cirurgia contribuem para melhora ou até remissão de diversas doenças: Diabetes tipo 2: remissão em até 70% dos casos. Hipertensão arterial e dislipidemias: redução no uso de medicamentos. Apneia do sono: melhora significativa. Problemas articulares: apesar de não desaparecerem, o alívio da dor permite melhor mobilidade e qualidade de vida. Expectativa de vida: tende a aumentar com a redução de peso. > Cuidados com a alimentação após a cirurgia A reeducação alimentar é obrigatória após a cirurgia e segue etapas progressivas (líquida, pastosa, branda e normal). O foco principal deve ser: Priorizar proteínas em todas as refeições: especialmente as de origem animal, para preservar massa muscular. Evitar açúcares simples, gorduras e ultraprocessados. Incluir fibras, frutas e vegetais conforme tolerância. Fracionar a alimentação e mastigar muito bem os alimentos. > Suplementação de vitaminas e minerais: é realmente necessária? Sim, a suplementação será para o resto da vida, independentemente da técnica utilizada. As principais deficiências envolvem: Ferro, vitamina B12, vitamina D, ácido fólico, cálcio e zinco, entre outros. A suplementação deve ser individualizada e ajustada ao longo dos anos. A ausência desses nutrientes pode causar anemia, fadiga, queda de cabelo, osteopenia e até complicações neurológicas. > A importância do exercício físico A prática regular de atividade física tem papel central na recuperação e manutenção dos resultados: Acelera a perda de peso. Preserva massa muscular. Melhora o controle glicêmico. Aumenta disposição e saúde cardiovascular. Ajuda no controle emocional e autoestima. Exercícios devem ser iniciados com orientação profissional e adaptados à fase de recuperação. > Como prevenir o reganho de peso? Até 10% do peso perdido pode ser recuperado sem que isso indique falha. Porém, reganhos maiores exigem reavaliação. Estratégias de prevenção incluem: Manter uma alimentação equilibrada e consciente. Praticar atividade física com regularidade. Evitar comer por emoção e monitorar hábitos alimentares. Acompanhamento contínuo com a equipe multidisciplinar (médico, nutricionista, psicólogo, etc.). A cirurgia bariátrica é uma ferramenta poderosa no tratamento da obesidade, mas seu sucesso depende do compromisso contínuo do paciente com sua saúde. Alimentação equilibrada, suplementação adequada, atividade física regular e acompanhamento especializado são os pilares para alcançar e manter os benefícios do procedimento a longo prazo. Fonte: As informações deste texto foram baseadas no e-book O pós-operatório da cirurgia bariátrica, elaborado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), publicado em 2024. Disponível em: https://abeso.org.br. #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade #cirurgiabariatrica #perdadepeso #mudançadoestilodevidaa

Qual médico procurar para emagrecer?

Emagrecer é simples? Nem sempre. Se você já tentou emagrecer por conta própria — cortando calorias, começando dietas da moda ou intensificando os treinos — e mesmo assim não teve resultados duradouros, saiba que você não está sozinho. Estudos mostram que cerca de 90% das pessoas recuperam o peso perdido em até 5 anos após dietas restritivas. Isso acontece porque a obesidade não é só uma questão de “força de vontade” ou “disciplina”. Ela é uma doença crônica, multifatorial, com causas genéticas, metabólicas, comportamentais, hormonais e ambientais. E quando entendemos isso, fica clara a importância de procurar o profissional certo para tratar o excesso de peso com responsabilidade e eficácia. Afinal, quem é o nutrólogo? O nutrólogo é o médico especialista em Nutrologia, uma área reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1978. Seu foco principal é investigar como os nutrientes — e a alimentação como um todo — afetam a saúde e contribuem para doenças, incluindo a obesidade. Na prática, o nutrólogo: Avalia o paciente como um todo (histórico, exames, composição corporal, sono, emoções). Investiga causas do ganho de peso (inflamação, resistência à insulina, disfunções hormonais, compulsão alimentar). Elabora estratégias individualizadas. Pode prescrever medicamentos, solicitar exames, indicar tratamento cirúrgico (como bariátrica) quando necessário. Trabalha com uma visão multidisciplinar, integrando nutrição, psicologia, educação física e outros profissionais. Nutrólogo é diferente de nutricionista? Sim — e eles se complementam. O nutricionista é o profissional habilitado para montar planos alimentares detalhados, educar sobre escolhas alimentares e acompanhar a adesão à dieta no dia a dia. O nutrólogo, por ser médico, pode diagnosticar doenças, prescrever medicamentos, pedir exames e fazer uma avaliação clínica completa. O ideal? Trabalhar em conjunto. A união desses dois saberes gera planos mais completos e eficazes. E o endocrinologista, onde entra? O endocrinologista é o médico especialista no tratamento de distúrbios hormonais, como diabetes, hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos (SOP), entre outros. Ele também trata a obesidade — especialmente quando há envolvimento hormonal evidente. Já o nutrólogo atua de forma mais centrada na alimentação e nos fatores metabólicos, podendo até indicar o encaminhamento para o endocrinologista, se necessário. Por que procurar um nutrólogo para emagrecer? Abordagem individualizada: cada corpo responde de um jeito. Tratamento baseado em evidências: nada de dietas da moda ou achismos. Prescrição médica segura: inclusive medicamentos e suplementos. Integração com outros profissionais: o tratamento não é feito sozinho. Prevenção de doenças associadas à obesidade: como resistência insulínica, esteatose hepática, hipertensão e dislipidemia. Emagrecer com saúde é um processo — e o nutrólogo pode ser seu aliado. Não existe fórmula mágica, mas existe ciência, estratégia e acompanhamento sério. Buscar ajuda médica especializada não é sinal de fraqueza — é um passo de autocuidado e inteligência. Se você sente que já tentou de tudo e está cansado de recomeçar, talvez seja hora de mudar o caminho — com quem entende que emagrecer não é só perder peso, mas ganhar saúde. Vem que eu te ajudo! E continue acompanhando o blog para mais conteúdos sobre saúde e qualidade de vida! #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #exerciciofisico #musculaturasaudavel #emagrecimento #emagrecimentodequalidade

Cálcio: toda gestante deve suplementar?

A gestação é um período de intensas mudanças fisiológicas e aumento da demanda por diversos nutrientes. Um dos mais importantes nesse momento é o cálcio, fundamental para o desenvolvimento fetal e para a saúde da gestante. Mas será que toda grávida precisa suplementar cálcio? O que diz o Ministério da Saúde? Segundo a Nota Técnica Conjunta nº 251/2024, publicada pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2025, todas as gestantes devem receber suplementação de cálcio a partir da 12ª semana de gestação até o parto. Essa recomendação é uma resposta direta à alta prevalência de distúrbios hipertensivos na gravidez, como a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, principais causas de mortalidade materna e perinatal no Brasil, apesar de serem condições evitáveis. Qual o papel do cálcio? O cálcio atua na regulação da pressão arterial e no equilíbrio metabólico. Durante a gestação, o organismo aumenta naturalmente a absorção desse mineral para atender às novas demandas. No entanto, isso nem sempre é suficiente, especialmente porque, na prática, a ingestão alimentar de cálcio costuma ser inferior ao recomendado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda, desde 2011, a suplementação de cálcio para: Gestantes com ingestão alimentar de cálcio abaixo de 900 mg/dia; Mulheres com alto risco para pré-eclâmpsia. Estudos indicam que a suplementação profilática de 1000 mg de cálcio elementar por dia reduz de forma significativa o risco de pré-eclâmpsia. Como fazer a suplementação? A recomendação oficial no Brasil é a seguinte: Dois comprimidos de carbonato de cálcio 1250 mg ao dia (cada comprimido contém 500 mg de cálcio elementar); A partir da 12ª semana de gestação até o parto; A prescrição pode ser feita por médicos(as), enfermeiros(as) ou nutricionistas das equipes da Atenção Primária. Cuidados importantes Para garantir a eficácia da suplementação, alguns cuidados são essenciais: Evite tomar cálcio junto com ferro (sulfato ferroso ou polivitamínicos com ferro). A absorção dos dois minerais é prejudicada quando administrados juntos. Deve-se manter um intervalo mínimo de 2 horas entre eles. Não ingerir em jejum. A absorção do cálcio é melhor quando consumido com alimentos. Evite combinar o suplemento com alimentos ricos em fitatos, oxalatos ou ferro, como feijão, espinafre, acelga, fígado e cereais integrais. Modere a ingestão de cafeína e evite alimentos ultraprocessados no momento da suplementação, pois também interferem na absorção. Uma boa estratégia é tomar o cálcio à noite, com um copo de leite ou suco de frutas. Então… toda gestante deve suplementar cálcio? Sim. A suplementação de cálcio durante a gravidez é uma medida simples, segura e baseada em evidências, que pode salvar vidas. Ao reduzir o risco de complicações como a pré-eclâmpsia, ela se torna uma aliada indispensável no cuidado com a gestante e o bebê. Converse com sua equipe de saúde e consulte seu nutrólogo para orientações personalizadas e seguras durante a gestação. fonte: NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 251/2024-COEMM/CGESMU/DGCI/SAPS/MS E CGAN/DEPPROS/SAPS/MS #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #gestantesaudavel #gestaçãosaudavel #suplementaçaonagestaçao #calcionagestaçao

Maio Roxo — Mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)

As Doenças Inflamatórias Intestinais, como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, são condições crônicas, autoimunes, que impactam diretamente a saúde intestinal, o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes. O que muita gente não sabe é que o acompanhamento nutrológico vai muito além de “só ajustar a alimentação”. O status nutricional tem impacto direto na resposta ao tratamento, no controle da inflamação e até na redução do risco de complicações. Por que a nutrologia importa? > A desnutrição é comum em pacientes com DII, seja pela má absorção, pelo aumento da demanda metabólica ou pela restrição alimentar durante as crises. > A composição corporal, a oferta adequada de macro e micronutrientes e até a manutenção da saúde da microbiota são fundamentais para modular o processo inflamatório. > Uma nutrição adequada, quando associada ao tratamento medicamentoso correto, melhora a resposta clínica, diminui o número de internações e contribui para uma vida mais ativa e produtiva, mesmo com o diagnóstico. Cuidar da parte nutricional é cuidar da saúde como um todo. O tratamento da DII precisa ser multidisciplinar, e o suporte nutricional é uma peça chave nesse processo. Que o Maio Roxo traga informação, acolhimento e mais qualidade de vida para quem convive com as DII. 💜 #nutrologiadeverdade #nutrologia #nutrologa #vidadaudável #nutrologabauru #nutrologalaranjal #prevenção #doençasinflamatoriasintestinais #maioroxo #desnutrição

Sarcopenia: Quando a perda de músculo vira doença. Vem entender!

Você já ouviu falar em sarcopenia? Esse é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço, especialmente com o envelhecimento da população. A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico, com impacto direto na qualidade de vida e na autonomia, principalmente em idosos, mas que pode ocorrer também em adultos mais jovens em determinadas situações. O que é sarcopenia? A sarcopenia é reconhecida atualmente como uma doença muscular, classificada na CID-10 (M62.84). Ela não envolve apenas a perda de massa muscular, mas também a redução da força muscular e da função — aspectos diretamente relacionados ao risco de quedas, fraturas, hospitalizações e mortalidade. Está associada a 2 a 5 vezes mais risco de quedas, além de aumento da mortalidade em até 60% em idosos. Ela pode ser: Primária (relacionada ao envelhecimento) – quando ocorre sem uma causa aparente além do avanço da idade. (*A partir dos 40 anos, há uma perda estimada de 1% de massa muscular ao ano, que pode chegar a 3% após os 70 anos se não houver intervenção). Secundária – associada a doenças crônicas (como câncer, insuficiência cardíaca, doença renal), imobilização, sedentarismo, desnutrição ou processos inflamatórios crônicos. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico de sarcopenia envolve três critérios principais, segundo o EWGSOP2 (European Working Group on Sarcopenia in Older People): Baixa força muscular ➝ Principal marcador inicial. Avaliada principalmente pela força de preensão manual (dinamometria) ou por testes funcionais, como o teste de levantar da cadeira. Baixa quantidade ou qualidade da massa muscular ➝ Confirmada através de exames como: Densitometria óssea (DXA) – que mede massa magra. Bioimpedância (BIA) – mais acessível, mas menos precisa. Ressonância magnética ou tomografia (padrões ouro em pesquisa, mas pouco viáveis na prática clínica). Baixo desempenho físico ➝ Avaliado por testes como: Velocidade de marcha (abaixo de 0,8 m/s indica risco). Timed Up and Go (TUG). Short Physical Performance Battery (SPPB). O diagnóstico é confirmado quando há baixa força + baixa massa muscular. Se também houver comprometimento do desempenho físico, a sarcopenia é classificada como grave. Como prevenir? A prevenção da sarcopenia deve começar o quanto antes. As estratégias mais efetivas incluem: Prática regular de exercícios físicos, especialmente treinamento de força (musculação), que é o principal estímulo para manutenção e ganho de massa muscular. Alimentação adequada, com especial atenção para o consumo de proteínas de alto valor biológico, na quantidade e na distribuição corretas ao longo do dia. Manutenção de um peso corporal saudável, evitando tanto a obesidade quanto a desnutrição. Estímulo à atividade física e mobilidade em qualquer fase da vida, inclusive na velhice. Monitoramento e controle de doenças crônicas que possam acelerar a perda de massa muscular. E o tratamento? O tratamento da sarcopenia é baseado em dois pilares principais: 🏋️‍♂️ Exercício físico O treinamento de força (resistido) é indispensável e deve ser prescrito de forma personalizada, respeitando limitações, mas buscando sempre sobrecarga progressiva. Associar, quando possível, exercícios de equilíbrio, mobilidade e, em alguns casos, treinamento aeróbico. 🍽️ Nutrição adequada Proteína: a recomendação geral é entre 1,2 a 1,5 g/kg de peso/dia, podendo chegar a até 2 g/kg em casos mais severos ou em idosos fragilizados. Distribuição proteica ao longo do dia, evitando concentrar toda a ingestão em uma única refeição. Suporte de aminoácidos essenciais, especialmente leucina, seja pela alimentação ou, quando necessário, por suplementos. Avaliar e corrigir deficiências nutricionais importantes para a saúde muscular. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de suplementos nutricionais específicos, como whey protein, fórmulas hiperproteicas, ou até suplementos com HMB (β-hidroxi-β-metilbutirato), que tem evidências na preservação da massa muscular em idosos e pacientes com sarcopenia. Com isso, A sarcopenia não é uma sentença do envelhecimento, mas sim uma condição que pode e deve ser prevenida e tratada. A combinação de atividade física regular, alimentação adequada e acompanhamento especializado é capaz de preservar a autonomia, melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos associados à perda de massa muscular. Se você se preocupa com sua saúde muscular, não espere os sinais aparecerem. Comece hoje a cuidar do seu músculo — ele é seu maior aliado para a longevidade com qualidade! Fonte: Cruz-Jentoft, A. J., et al. (2019). Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis. Age and Ageing, 48(1), 16-31. https://doi.org/10.1093/ageing/afy169 #nutrologiadeverdade #sarcopenia #musculoesaude #nutrologia #nutrologa #vidadaudável #alimentaçãoconsciente #nutrologabauru #nutrologalaranjal #prevenção #saudemuscular

Dieta Mediterrânea: O que é, do que é composta e seus impactos na saúde metabólica e cardiovascular

A Dieta Mediterrânea é muito mais do que um padrão alimentar — ela representa um estilo de vida associado à longevidade e à prevenção de diversas doenças crônicas. Baseada nos hábitos tradicionais dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, como Itália, Grécia e Espanha, essa dieta é reconhecida mundialmente por seus efeitos protetores sobre a saúde. Do que é composta a Dieta Mediterrânea? Além de priorizar alimentos frescos, naturais e minimamente processados, a dieta mediterrânea possui uma distribuição característica de macronutrientes: Gorduras: Representam aproximadamente 35-40% das calorias totais, com ênfase em: Gorduras monoinsaturadas, principalmente do azeite de oliva extra virgem, que é a principal fonte de gordura da dieta. Gorduras poli-insaturadas, presentes em peixes oleosos, nozes e sementes, com destaque para os ácidos graxos ômega-3. A ingestão de gorduras saturadas é moderada (vindas de laticínios, por exemplo) e as gorduras trans são minimizadas. Proteínas: Compreendem 15-20% das calorias, provenientes, principalmente, de: Fontes vegetais, como leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas). Fontes animais magras, com ênfase em peixes, frutos do mar e, em menor proporção, aves. Carboidratos: Corresponde a cerca de 40-50% das calorias, priorizando: Carboidratos complexos, vindos de cereais integrais, legumes, verduras e frutas. Baixíssimo consumo de carboidratos refinados e de alimentos ultraprocessados. Outros pilares alimentares importantes: Uso abundante de ervas frescas e especiarias, que reduzem a necessidade de sal. Consumo moderado de laticínios, preferindo queijos curados e iogurtes naturais. Consumo ocasional de carnes vermelhas e mínimo de produtos processados. Vinho tinto de forma opcional e moderada, durante as refeições e apenas para quem não tem contraindicações. Benefícios da Dieta Mediterrânea: Impacto na prevenção e controle de doenças A dieta mediterrânea é uma das estratégias nutricionais mais bem estudadas no mundo. Seus efeitos benéficos são respaldados por grandes estudos clínicos, como o PREDIMED e o Lyon Diet Heart Study, além de diversas meta-análises recentes. – Controle do Diabetes Tipo 2 De acordo com uma meta-análise publicada no BMJ em 2023, a dieta mediterrânea oferece melhorias significativas no controle glicêmico, sendo uma aliada no tratamento e prevenção do diabetes tipo 2. – Seus mecanismos de ação incluem: Baixo índice glicêmico: Prioriza carboidratos complexos e ricos em fibras, evitando picos de glicemia e melhorando a sensibilidade à insulina. Efeito anti-inflamatório: Compostos bioativos, como polifenóis (do azeite) e antocianinas (das frutas), reduzem inflamação crônica associada à resistência à insulina. Gestão do peso: A combinação de gorduras saudáveis e alto teor de fibras promove maior saciedade, auxiliando no controle de peso — fator essencial no manejo do diabetes.   – Controle das Dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados) O estudo PREDIMED, publicado no New England Journal of Medicine, confirmou que a dieta mediterrânea promove importantes melhorias no perfil lipídico: Redução do colesterol LDL (colesterol ruim): Substituição de gorduras saturadas por gorduras monoinsaturadas do azeite. Aumento do HDL (colesterol bom): Através do consumo regular de peixes, oleaginosas e azeite. Diminuição dos triglicerídeos: Favorecida pela menor ingestão de carboidratos refinados e pelo maior consumo de fibras e gorduras de qualidade. – Controle da Hipertensão Arterial A revisão de 2022 no Journal of Hypertension destacou os efeitos antihipertensivos da dieta mediterrânea, que se dão por: Azeite de oliva extra virgem: Rico em polifenóis, promove vasodilatação e melhora da função endotelial, reduzindo a rigidez arterial. Alta ingestão de potássio e magnésio: Nutrientes abundantes em frutas, vegetais e oleaginosas, fundamentais para a regulação da pressão. Baixo teor de sódio: Pelo uso de alimentos frescos e temperos naturais, evitando o excesso de sal presente em ultraprocessados. – Prevenção de Doenças Cardiovasculares O impacto na saúde cardiovascular é um dos pontos mais sólidos da dieta mediterrânea: O Lyon Diet Heart Study demonstrou uma redução de até 70% nos eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, em indivíduos que seguiram esse padrão alimentar. Redução do estresse oxidativo: Através dos antioxidantes presentes no azeite, frutas e vegetais, que combatem os radicais livres. Melhora da função endotelial: Graças aos ácidos graxos ômega-3 e aos polifenóis, que promovem a saúde dos vasos e previnem a aterosclerose. Efeito antitrombótico: Compostos bioativos de peixes e azeite ajudam na prevenção da formação de coágulos. 🌿 Muito além da alimentação O estilo de vida mediterrâneo também prioriza: Comer com atenção, prazer e em boa companhia. Praticar atividade física regularmente. Ter uma vida social ativa, com tempo ao ar livre e conexão com a natureza. Manejo adequado do estresse e equilíbrio entre vida profissional, social e pessoal.   Incorporar os princípios da dieta mediterrânea no seu dia a dia é um caminho natural, acessível e comprovado para cuidar do coração, do metabolismo e da sua qualidade de vida. Contribuição: dr. Frederico Lobo (@drfredericolobo) #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada #dietamediterranea #padraoalimentar

SURMOUNT-5: o estudo que comparou tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade

A obesidade é um problema de saúde pública global, associado a uma série de complicações metabólicas e cardiovasculares. Nos últimos anos, medicamentos injetáveis que atuam no sistema incretínico, como os agonistas do receptor GLP-1, transformaram o manejo clínico da doença. Agora, um novo estudo, o SURMOUNT-5, trouxe evidências importantes ao comparar diretamente a tirzepatida e a semaglutida em adultos com obesidade, mas sem diabetes tipo 2. O que foi o estudo SURMOUNT-5? Trata-se de um ensaio clínico controlado, aberto, de fase 3b, com 751 participantes. Os adultos elegíveis tinham 18 anos ou mais, IMC ≥30 ou IMC ≥27 com pelo menos uma complicação relacionada à obesidade (como hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular) e relato de tentativa fracassada de perda de peso com dieta. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber a dose máxima tolerada de tirzepatida (10 mg ou 15 mg) ou de semaglutida (1,7 mg ou 2,4 mg) por 72 semanas. Critérios de exclusão incluíram: diagnóstico de diabetes, cirurgia bariátrica prévia ou planejada, uso recente de medicamentos para emagrecimento (GLP-1 ou não), ou variação de peso superior a 5 kg nos 90 dias anteriores. Resultados principais O desfecho primário foi a variação percentual no peso corporal do início até a semana 72. A tirzepatida demonstrou uma redução de -20,2% em comparação com -13,7% com semaglutida. Desfechos secundários incluíram: Circunferência da cintura: redução de -18,4 cm com tirzepatida vs. -13,0 cm com semaglutida. Reduções de peso de pelo menos 10%, 15%, 20% e 25% foram mais prováveis com tirzepatida: 1,3x mais probabilidade para ≥10% 1,6x para ≥15% 1,8x para ≥20% 2,0x para ≥25% 19,7% dos pacientes com tirzepatida perderam ≥30% do peso corporal, comparado a 6,9% com semaglutida — uma diferença que representou 2,8x mais chance de atingir esse marco com tirzepatida. Benefícios metabólicos A tirzepatida também se destacou na melhora de marcadores metabólicos: Pressão arterial sistólica: redução de -10,2 mmHg vs. -7,7 mmHg com semaglutida Melhoras em hemoglobina glicada, glicemia de jejum e perfil lipídico foram observadas com ambas as medicações. Esses resultados se somam às evidências anteriores, que já relatavam reduções de peso sustentadas de 22,9% com tirzepatida após 3,5 anos, e de 16,7% com semaglutida após 2 anos. Perfil de segurança Os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais: náusea, constipação, diarreia e vômito. A maioria foi leve a moderada, sem diferenças significativas na taxa de descontinuação entre os grupos. Como explicar a diferença de eficácia? A tirzepatida é um agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1, enquanto a semaglutida atua apenas no GLP-1. Estudos sugerem que, embora os adipócitos não expressem receptores GLP-1 funcionais, eles possuem receptores GIP, o que pode explicar a regulação direta da tirzepatida sobre o tecido adiposo. Conclusão O estudo SURMOUNT-5 representa um marco no tratamento da obesidade, ao demonstrar a superioridade da tirzepatida em relação à semaglutida em diversos desfechos clínicos. Ainda assim, a decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando tolerância, preferências, acesso e custo. A ciência segue avançando, e com ela surgem novas oportunidades para um manejo mais efetivo da obesidade, baseado em evidências e centrado na pessoa. Fonte: DOI: 10.1056/NEJMoa2416394 #obesidade #tratamentodaobesidade #tirzepatida #semaglutida #SURMOUNT5 #medicinabaseadaemevidencias #nutrologia #saúdemetabólica #emagrecimentosaudável #GLP1 #novotratamento #nutrologabauru #nutrologalaranjal

Safra de frutas, verduras e legumes de MAIO 🌿

Os alimentos da safra oferecem diversos benefícios, como: – Menor custo – Por estarem em maior abundância, costumam ter preços mais acessíveis. – Mais nutrientes e sabor – São colhidos no auge da maturação, garantindo melhor textura, sabor e densidade nutricional, especialmente antioxidantes. – Menos agrotóxicos – Como crescem em condições favoráveis, precisam de menos defensivos químicos, tornando-se uma opção mais saudável. – Maior disponibilidade – São encontrados com mais facilidade em feiras e mercados, promovendo variedade na alimentação. Consumir alimentos da safra é uma escolha inteligente para a saúde, o bolso e o meio ambiente!  > Frutas de Maio Abacate fortuna/quinta, banana maçã e nanina e prata, carambola, goiaba, graviola, kiwi nacional, laranja lima e baia e pera, maçã gala nacional e estrangeira, mamão formosa e hawaii, maracujá doce e azedo, melancia, pêra estrangeira, tangerina crano e ponkan > Verduras e legumes de Maio Abóbora japonesa, abobrinha brasileira e italiana, acelga, agrião, alface, almeirão, batata doce amarela, berinjela, cará, cebola estrangeira, chuchu, ervilha torta, espinafre, gengibre, inhame, jiló, mandioca, mandioquinha, nabo, rabanete, repolho, rúcula, salsa #nutrologiadeverdade #nutrologabauru #nutrologalaranjal #NutrologoBauru #NutrologoLaranjal #alimentaçãosaudável #alimentaçãoequilibrada

Uso de testosterona em mulheres: O que dizem as sociedades médicas

Recentemente, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e o Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia divulgaram uma nota conjunta (mais uma!) para esclarecer os usos apropriados da testosterona em mulheres, com base nas melhores evidências científicas. Qual é a única indicação reconhecida? Atualmente, a única indicação respaldada pelas diretrizes nacionais e internacionais é o uso da testosterona para o transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) — e exclusivamente em mulheres na pós-menopausa, após investigação completa e exclusão de outras causas. E a dosagem de testosterona? As sociedades alertam que não há justificativa científica para dosar testosterona em mulheres saudáveis ou com queixa de baixa libido, com o objetivo de diagnosticar suposta “deficiência androgênica”. A dosagem só está indicada em casos de suspeita de excesso de androgênios, como em quadros de acne, hirsutismo ou distúrbios hormonais como a síndrome dos ovários policísticos. Riscos do uso inadequado O uso indiscriminado de testosterona — especialmente em formulações manipuladas ou sem acompanhamento adequado — pode causar efeitos adversos como: Hirsutismo (excesso de pelos) Acne e oleosidade Queda de cabelo Alterações no colesterol Riscos cardiovasculares Hepatotoxicidade Efeitos virilizantes irreversíveis   A saúde da mulher deve ser conduzida com ética, cautela e base científica. O uso de hormônios, incluindo a testosterona, exige critério e responsabilidade. Se você tem dúvidas sobre terapia hormonal, procure sempre um médico qualificado. Informação é cuidado. Disponível na íntegra: https://www.endocrino.org.br/wp-content/uploads/2025/05/NOTA-SBEM-FEBRASGO-TESTOSTERONA-NA-MULHER.pdf #testosteronafeminina #notaoficial #saúdedamulher #nutrologia #menopausa #hormônios #medicinabaseadaemevidências #hormônioscomresponsabilidade #nutrologabauru #nutrologalaranjal

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