CRM-SP 207304 • RQE 101292 • 125156

RQE: 101292

“A viuvez do peso mínimo” – por Desire Coelho

“Outro dia ouvi uma expressão que não me sai da cabeça: “a viuvez do peso mínimo”. Infelizmente, não lembro quem disse, mas ela ficou ressoando em mim desde então. Poucos dias depois, assisti a um vídeo tragicômico no Instagram: uma mulher, aparentemente em situação de rua, é abordada e lhe oferecem comida. Ela recusa. Diz que o que quer, na verdade, é “caneta para emagrecer”. Com o surgimento das novas medicações para o tratamento da obesidade, temos assistido a um fenômeno perigoso: o uso estético dessas drogas por pessoas que não têm obesidade ou sobrepeso com comorbidades. O resultado? O risco de uma forma de dependência — agora emocional — dessas substâncias, em nome de um corpo cada vez mais magro e/ou musculoso, com gordura corporal mínima e definição extrema. Muitas pessoas carregam a lembrança de uma época em que atingiram seu peso mais baixo — geralmente por métodos extremos ou não sustentáveis — como se fosse o ápice de suas vidas. E aqui entra a psicologia de Daniel Kahneman: segundo ele, não é a experiência em si que mais marca nossa memória, mas sim como ela termina.Ou seja, se aquele processo de emagrecimento terminou com elogios, roupas que voltaram a servir, sensação de controle — mesmo que tenha sido acompanhado de fome, sofrimento, distorções e rigidez — a memória predominante será a do desfecho “positivo”. Isso faz a pessoa desejar o peso mínimo como se ele fosse um lugar de felicidade. Apesar de tantos avanços no conhecimento, a gordura corporal ainda é tratada como um mal a ser evitado a todo custo – e isso tem um preço alto. O tecido adiposo é um órgão essencial ao funcionamento do corpo. Tanto seu excesso quanto sua escassez podem comprometer a saúde e até colocar a vida em risco. Por isso o corpo possui mecanismos de defesa. Sempre que tentamos forçar um emagrecimento além do que ele considera seguro, ele responde: aumenta a fome, reduz o gasto energético, ativa pensamentos obsessivos sobre comida. Em outras palavras: ele tenta sobreviver. Como profissionais de saúde, temos a responsabilidade de trazer essa conversa à tona. Não só nas consultas, mas nas redes sociais e onde mais for possível. Não estou dizendo que “ser gordo é bom” e que “ser magro é ruim”. Não se trata de trocar um ideal por outro. Trata-se de entender que nenhum extremo é saudável. O que temos hoje é uma romantização da magreza extrema: corpos exibidos como troféus, rotinas fitness que escondem sofrimento e transtornos. E, frequentemente, anos depois, essas mesmas pessoas vêm a público admitir que sofriam, sim, de um transtorno alimentar. Que estavam em sofrimento. Que não eram felizes. E o que podemos fazer diante disso tudo? Nosso papel não é reforçar ideais inatingíveis — é acolher, informar e proteger. Precisamos: Desmitificar a ideia de que mais magro é sempre melhor; Reforçar que saúde não é só peso: é funcionamento, é relação com o corpo, é bem-estar; Oferecer caminhos sustentáveis, respeitosos e baseados na ciência; Escutar nossos pacientes e entender seu sofrimento sem julgamentos e com atenção verdadeira. Não é fácil nadar contra a corrente dos algoritmos, das redes e das pressões estéticas.Mas é urgente, e começa com a forma como nos comunicamos, orientamos e cuidamos.”   Vale a pena a leitura e reflexão. 

Menopausa e o “Golpe Triplo” no Metabolismo: por que emagrecer fica tão difícil?

Você já reparou que, perto da menopausa, o corpo parece “jogar contra”? Não é impressão — é ciência. A queda natural do estrogênio nessa fase desencadeia uma sequência de mudanças que dificultam a perda de peso, mesmo para quem sempre manteve bons hábitos. O primeiro impacto é o aumento da resistência à insulina, facilitando o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. O segundo é a perda acelerada de massa muscular, que diminui a taxa metabólica basal — afinal, músculo é tecido metabolicamente ativo. Menos músculo, menos gasto energético. Por fim, vem o terceiro golpe: o cortisol. Ele tende a subir quando o sono piora, algo muito comum na perimenopausa, favorecendo ainda mais o armazenamento de gordura. Quando há restrição energética nesse cenário descrito, há redução da disposição, aumento da fome, e intensificação do desejo por alimentos calóricos, criando um ciclo difícil de quebrar. Os desafios emocionais típicos da fase — oscilação de humor, irritabilidade e até episódios de compulsão alimentar — podem agravar ainda mais a situação. Mas entender esses mecanismos é o primeiro passo para recuperar o controle do próprio corpo. Com orientações adequadas, ajustes no estilo de vida e estratégias nutricionais bem direcionadas, é possível, sim, atravessar essa fase com mais leveza, saúde e resultados reais. #nutrologia #alimentacaosaudavel #planejamentonutricional #saudementalecorporal #perdadepeso #reeducaçãoalimentar #draliabataglini #menopausa #saudedamulher #vidasaudável #nutrologiaclínica #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Macronutrientes: o que são, como funcionam e por que influenciam seu peso

Você já ouviu falar em macronutrientes — mas sabe realmente o que eles são e por que têm tanta importância na nossa alimentação e no controle do peso? De forma simples, os macronutrientes são os componentes que fornecem energia para o nosso corpo funcionar. São chamados assim porque precisamos deles em grandes quantidades no dia a dia, e estão divididos em três grupos principais:– Carboidratos,– Proteínas, e– Gorduras. Cada um tem um papel único e essencial no organismo: Carboidratos são a principal fonte de energia — especialmente para o cérebro e os músculos. Proteínas ajudam na reparação dos tecidos, no fortalecimento do sistema imunológico e na manutenção da massa magra. Gorduras boas são fundamentais para a produção de hormônios, a saúde celular e a absorção de vitaminas como A, D, E e K. Nem todas as calorias são iguais Muita gente acredita que emagrecer é apenas uma questão de “comer menos e se mover mais”. Mas a verdade é que nem todas as calorias se comportam da mesma forma no corpo. O excesso de calorias vindas de carboidratos e gorduras ultraprocessadas, aliado à baixa atividade física, é um dos principais fatores que levam ao ganho de peso.Além disso: Carboidratos refinados (como pães brancos e doces) elevam a glicemia e estimulam a insulina, o que pode aumentar a fome e o armazenamento de gordura. Pouca proteína na dieta reduz a saciedade e aumenta a chance de comer além da conta. E as gorduras em excesso — especialmente as de alimentos industrializados — são muito calóricas e facilmente consumidas em demasia. O ganho de peso não tem relação apenas com força de vontade, mas com como cada alimento interage com nossos mecanismos de fome, saciedade e metabolismo.Entender isso ajuda a reduzir a culpa e aumenta a motivação para fazer escolhas mais conscientes. Calorias, movimento e equilíbrio Podemos comparar o controle de peso com uma balança com dois pratos:de um lado, o consumo de calorias; do outro, o gasto energético com atividades e exercícios. Quando consumimos mais do que gastamos, o corpo armazena o excesso em forma de gordura. E se isso acontece de forma contínua, vem o ganho de peso — e, em longo prazo, a obesidade. Mas isso não significa que tudo se resume à conta matemática. Pequenas mudanças no comportamento diário fazem diferença:– aumentar o número de passos,– escolher alimentos mais naturais e ricos em nutrientes,– e cozinhar mais em casa (onde controlamos melhor ingredientes, sal e gordura). O sucesso de longo prazo não depende de seguir uma dieta perfeita, e sim de criar um padrão alimentar sustentável que funcione na vida real. Em resumo: Compreender o papel dos macronutrientes é o primeiro passo para ter mais consciência sobre o que colocamos no prato.Não se trata de excluir grupos alimentares, mas de equilibrá-los de forma inteligente, respeitando as necessidades do corpo e o estilo de vida de cada um. Se você quer entender melhor suas necessidades nutricionais e ajustar a alimentação de forma personalizada, agende uma consulta comigo. Fonte: Academy of Nutrition and Dietetics, Ohio State Wexner Medical Center #nutrologia #macronutrientes #saudeemetabolismo #alimentacaosaudavel #equilibrio #metabolismo #controledepeso #medicinadonutrólogo #lifestyle #nutricaoemedicina #LiaBataglini #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Potencializando a ação dos análogos de GLP-1: 5 estratégias nutricionais essenciais

O uso de análogos de GLP-1 representa um avanço importante no manejo da obesidade e dos distúrbios metabólicos. No entanto, a eficácia máxima desses medicamentos não depende apenas da dose ou da adesão ao tratamento: a nutrição desempenha papel fundamental como coadjuvante para otimizar resultados. Neste texto, vamos explorar cinco estratégias nutricionais que você pode aplicar para tornar a terapia com análogos de GLP-1 ainda mais eficaz — favorecendo a saciedade, melhorando o perfil metabólico e promovendo resultados mais duradouros. 1. Otimizar a ingestão proteica para preservar massa magra e reforçar saciedade Quando introduzimos um análogo de GLP-1, frequentemente observamos redução do apetite e, consequentemente, menor ingestão global de nutrientes. Para preservar a massa muscular — fundamental para a manutenção da taxa metabólica — e aumentar a saciedade, é estratégico garantir uma ingestão proteica adequada (por exemplo: 1,2–1,6 g/kg/dia, adaptado a cada caso clínico).Além disso, distribuir essa proteína ao longo do dia (almoço, lanche da tarde, jantar) ajuda a manter estímulo anabólico constante, evita perdas musculares e favorece maior sensação de plenitude — o que se alinha bem ao mecanismo de ação dos GLP-1 (que promovem maior saciedade e menor ingestão alimentar). 2. Priorizar carboidratos de baixo índice glicêmico e alta densidade nutricional Embora o foco do tratamento seja a perda de peso ou a melhora metabólica, o tipo de carboidrato importa. Optar por carboidratos complexos (batata-doce, mandioca, legumes, grãos integrais sem glúten, conforme necessidade do paciente) em vez de carboidratos refinados evita picos glicêmicos, reduz a exigência de insulina e ajuda a manter a saciedade por mais tempo.Essa escolha nutricional harmoniza-se com o efeito dos análogos de GLP-1, que agem também na regulação glicêmica e no atraso do esvaziamento gástrico: ao consumir carboidratos com menor impacto glicêmico, reforçamos esse “efeito sinérgico”. 3. Focar em gorduras saudáveis e não exagerar em gorduras saturadas As gorduras saudáveis — como azeite de oliva extravirgem, oleaginosas, abacate — devem fazer parte do plano alimentar, pois contribuem para a saciedade, absorção de vitaminas lipossolúveis e para uma resposta hormonal adequada. No entanto, é importante moderar o consumo de gorduras saturadas e trans, que podem interferir no perfil lipídico — especialmente relevante no paciente com dislipidemia (alterações do colesterol).Essa atenção nutricional soma‐se ao efeito do análogo de GLP-1 na redução de apetite: com mais saciedade, o paciente tende a consumir menos comidas ricas em gordura saturada — o que reforça o benefício metabólico. 4. Estimular fibras, alimentos ricos em volume e água Mais volume e mais água nos alimentos ajudam a preencher o estômago, prolongar a sensação de saciedade e regular o trânsito intestinal — benefícios que se complementam ao mecanismo dos GLP-1. Consumo de vegetais variados, sopa leve, saladas cruas e cozidas, alimentos como mandioca ou batata em substituição ou alternância ao arroz, sempre que o paciente tiver preferência. 5. Ajustes individualizados e acompanhamento próximo Cada paciente responde de forma única à terapia com análogos de GLP-1. Por isso, como nutróloga, é essencial monitorar parâmetros como massa magra, composição corporal, perfil lipídico, glicemia/insulina, além de aspectos de adesão nutricional.Se houver perda excessiva de massa magra ou queda de apetite muito marcada, talvez seja necessário reajustar a programação alimentar (ex: incremento proteico, lanche sólido no período da tarde, reforço com carboidrato adequado).Esse acompanhamento próximo permite ajustar e manter um plano alimentar que não apenas suporte o medicamento, mas amplifique seus efeitos — gerando melhores resultados e maior satisfação do paciente. Conclusão Quando combinamos o uso de análogos de GLP-1 com estratégias nutricionais bem definidas — como ingestão proteica adequada, escolha inteligente de carboidratos, gorduras saudáveis, ingestão de fibras e água, e acompanhamento individualizado — podemos elevar significativamente a eficácia do tratamento. Em última instância, isso significa melhores resultados para o paciente, menor risco de perda de massa magra, melhor perfil metabólico e maior chance de sucesso sustentável. Vem que eu te ajudo.  Fonte: Intervenções nutricionais para otimizar o tratamento com GLP-1. GANEP Educação. #nutrição #GLP1 #obesidade #metabolismo #nutróloga #emagrecimento #saúdemetabólica #planejamentoalimentar #LiaBataglini #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Kiwi: um aliado natural contra a constipação intestinal

A constipação (ou prisão de ventre) é um sintoma gastrointestinal muito comum — estima-se que afete cerca de 20% da população. Ela é caracterizada por evacuações infrequentes (menos de três por semana, em geral), fezes ressecadas e endurecidas, e dificuldade para evacuar. Embora o número de evacuações varie bastante entre as pessoas, o desconforto e o impacto na qualidade de vida são reais. O problema pode surgir como efeito colateral de medicamentos ou como uma condição isolada, e o tratamento costuma envolver mudanças na alimentação, hidratação adequada e, em alguns casos, o uso de fibras específicas. Recentemente, um estudo clínico internacional trouxe um resultado interessante: o consumo de dois kiwis verdes por dia mostrou-se tão — ou até mais — eficaz do que o uso de psyllium (uma fibra amplamente utilizada para tratar constipação funcional e síndrome do intestino irritável com constipação). Os participantes que consumiram kiwi apresentaram aumento da frequência das evacuações, melhor conforto gastrointestinal, menor esforço e fezes com consistência mais branda. Esses resultados reforçam o potencial do kiwi como uma estratégia natural e saborosa para melhorar o trânsito intestinal — além de oferecer vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a saúde geral. 🍽️ Dica prática: incluir dois kiwis verdes por dia, preferencialmente com as principais refeições, pode ser uma forma simples e eficaz de favorecer o funcionamento intestinal. #constipação #saúdegastrointestinal #intestinosaudável #nutrologia #fibrasalimentares #saúdeintestinal #nutrição #qualidadedevida #bemestar #kiwi #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

“Doutora, quando posso parar o remédio?” – por que essa é a pergunta errada sobre o uso dos análogos de GLP-1

Nos últimos meses, uma das perguntas mais comuns no consultório tem sido: “Por quanto tempo eu vou precisar usar o remédio para emagrecer?” Essa dúvida é legítima — mas muitas vezes nasce de um equívoco: a ideia de que a obesidade é uma falha de caráter ou apenas falta de força de vontade. Na verdade, a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e com base biológica complexa. Envolve genética, regulação hormonal, metabolismo e até alterações nos mecanismos de saciedade. Quando uma pessoa perde peso, o corpo “luta” para voltar ao ponto anterior. Isso acontece porque há uma redução de hormônios de saciedade, uma queda no gasto energético e uma mudança no funcionamento muscular e intestinal. Ou seja: o corpo interpreta a perda de gordura como uma ameaça, e tenta, a todo custo, recuperá-la. Por isso, ao interromper o tratamento com os análogos de GLP-1 (como semaglutida ou liraglutida), é comum que o apetite aumente e o peso volte a subir — especialmente se não houver uma estrutura de hábitos consolidada. 💡 Como manter os resultados a longo prazo? Algumas estratégias que eu costumo orientar aos meus pacientes: – Monte um modelo de hábitos. Durante o tratamento, anote tudo o que funcionou para você: horários, tipos de refeição, alimentos que ajudaram na saciedade, rotina de sono, atividade física. Esse “modelo” será sua base para manter os resultados — mesmo após a suspensão da medicação. – Mantenha (ou inicie) a atividade física. O exercício pode não ser o principal fator para a perda de peso inicial, mas é essencial para evitar o reganho. Estudos mostram que pessoas que se mantêm ativas após interromper o uso do GLP-1 têm muito mais chances de preservar a perda conquistada. – Cuide do seu “microambiente”. Deixe sua casa organizada para o sucesso: alimentos saudáveis à vista, ultraprocessados fora de alcance e refeições planejadas. Após o término do medicamento, é natural sentir mais fome — e o ambiente faz diferença na hora de resistir aos impulsos. – Conte com uma equipe multidisciplinar. O tratamento da obesidade é mais eficaz quando envolve profissionais de diferentes áreas: médico, nutricionista, educador físico e psicólogo. Cada um tem um papel fundamental para manter o equilíbrio físico e emocional a longo prazo. O objetivo nunca deve ser “tomar o mínimo possível de tempo”, mas encontrar a estratégia mais sustentável para manter saúde, qualidade de vida e bem-estar. Obesidade não é falta de esforço. É uma condição crônica que merece ser tratada com respeito, ciência e continuidade, e eu to aqui para te ajudar.  #obesidade #GLP1 #emagrecimento #nutrologia #saudemetabólica #tratamentocontínuo #mudançadehábitos #semaglutida #liraglutida #Ozempic #Wegovy #Saxenda #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Você pode estar com deficiência de vitamina D (mesmo sem saber) ☀️

A vitamina D é essencial para muito mais do que a saúde dos ossos — ela participa do funcionamento do sistema imunológico, do metabolismo muscular, da regulação hormonal e até do humor. Apesar disso, a deficiência de vitamina D é extremamente comum, mesmo em países ensolarados como o Brasil. O motivo? Nem sempre tomamos sol o suficiente (ou da forma certa) para garantir uma boa produção dessa vitamina. Alguns grupos estão em maior risco de deficiência, e por isso devem ter a dosagem avaliada e, se necessário, corrigida: – Pessoas com baixa exposição solar, seja por viverem em cidades com pouco sol, passarem muito tempo em ambientes fechados ou usarem protetor solar de forma constante.– Indivíduos de pele escura, pois a melanina reduz a capacidade da pele de produzir vitamina D.– Pessoas com obesidade, já que a vitamina tende a ficar “retida” no tecido adiposo.– Aqueles em uso de medicações que aceleram o metabolismo da vitamina D, como fenobarbital, carbamazepina, dexametasona, rifampicina, entre outros.– Pessoas com doenças crônicas (como diabetes, doença renal, distúrbios da paratireoide ou doenças hepáticas).– Bebês de mães com deficiência durante a gestação.– Gestantes e lactantes, por apresentarem maior demanda.– Idosos, que produzem menos vitamina D pela pele com o passar dos anos.– E também pacientes após cirurgia bariátrica, devido à menor absorção intestinal. Manter níveis adequados de vitamina D é importante em todas as fases da vida — e isso envolve exposição solar segura, alimentação equilibrada e, em alguns casos, suplementação orientada por um médico. 👉 Se você se encaixa em algum desses grupos, vamos conversar e avaliar seus níveis para garantir que estejam dentro do ideal. #vitaminaD #saúde #nutrologia #deficienciavitaminaD #bemestar #imunidade #metabolismo #saudeóssea #sol #vitaminas #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Agonistas de GLP-1: um olhar sobre libido e função sexual

Os medicamentos da classe dos agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) têm se tornado cada vez mais usados no tratamento do sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. Entretanto, um efeito que ainda recebe menos atenção é o impacto potencial desses fármacos sobre a libido e a função sexual — tema essencial para quem atua na área de nutrologia, saúde metabólica e sexualidade do paciente. Como esses medicamentos atuam Os agonistas de GLP-1 exercem ação múltipla: Reduzem o apetite, promovem sensação de saciedade e retardam o esvaziamento gástrico. Atuam também em vias cerebrais ligadas à recompensa, motivação e processamento de impulsos — não apenas os alimentares, mas também outros impulsos motivacionais. Por exemplo, segundo especialistas, ao reduzir os picos de dopamina ou alterar a sinalização de serotonina, esses medicamentos podem interferir indiretamente no desejo sexual. O que se observa em termos de libido Alguns pacientes relatam redução da libido ou embotamento da função sexual após o início do tratamento com agonistas de GLP-1. Em contrapartida, há casos em que a perda de peso obtida com o tratamento melhora a autoestima, o humor ou o equilíbrio hormonal, o que pode melhorar a função sexual/ desejo em determinados cenários. O risco parece maior em pacientes que já têm fatores de vulnerabilidade para alteração da libido (ex.: mulheres na menopausa, homens com baixos níveis de testosterona). Por que isso pode acontecer? Alguns mecanismos possíveis: Atuação nos centros de recompensa e motivação: ao interferir nas vias de dopamina/serotonina que também regulam o desejo sexual.  Efeito físico-secundário: náusea, fadiga, mal-estar gastrointestinal — efeitos comuns desse tipo de fármaco — podem reduzir o interesse ou a disposição sexual. Alterações hormonais: a perda de peso, a melhora da sensibilidade à insulina e à leptina podem alterar os níveis de testosterona e estrogênio, o que pode favorecer ou dificultar a libido dependendo do perfil do paciente. Como nutróloga, há alguns pontos práticos a considerar: Avaliação antes do início: considerar histórico sexual/ libidinal, fatores hormonais, imagem corporal e motivação para tratamento. Monitorar: acompanhar alterações na função sexual ou no desejo após o início do tratamento com agonistas de GLP-1. Individualização: discutir com o paciente que, embora o medicamento traga benefícios importantes (peso, glicemia, etc.), pode haver impacto sexual que merece atenção. Estratégias de mitigação: em caso de queixas de libido reduzida, considerar ajustes (dose, tipo de agonista), suporte de saúde sexual, avaliação hormonal, mudança de estilo de vida (atividade física, qualidade de sono, alimentação adequada) e abordagem da imagem corporal. Comunicação franca com o paciente: deixar claro que o efeito sobre a libido é uma possibilidade, porém não inevitável, e que existem estratégias. Em resumo Os agonistas de GLP-1 são ferramentas poderosas no tratamento da obesidade e do diabetes, com impacto significativo na saúde metabólica. No entanto, o efeito sobre a libido e função sexual merece ser reconhecido, avaliado e gerenciado — especialmente em contextos como o da nutrologia, onde a qualidade de vida global do paciente importa tanto quanto os marcadores metabólicos. A chave é manter o olhar integral: não apenas peso/glicemia, mas também bem-estar sexual, motivação e imagem corporal. Fonte: “Agonistas de GLP-1 e libido: o que os profissionais de saúde precisam saber” – Medscape, 07 out 2025.  #nutrologia #saúdemental #funçãosexual #metabolismo #obesidade #diabetes #qualidadedevida #medicamentos #recompensa #sexualidade #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Qual é a panela ideal para sua saúde?

O material das panelas em que preparamos nossos alimentos também importa. Se alimentar bem significa também cozinhar bem. E cozinhar bem = usar utensílios que não prejudiquem o alimento — ou o organismo. Mesmo que uma panela libere apenas pequenas quantidades de substâncias para os alimentos, o problema é que usamos essa panela dia após dia, por anos. Essa “gota que pinga” vira acúmulo no corpo ao longo do tempo e isso pode impactar nossa saúde de modo inesperado. Os principais tipos de panelas — e o que considerar > Alumínio É barato, comum, leve — mas também tem desvantagens: pode liberar alumínio nos alimentos, especialmente quando a comida é ácida ou quando a panela é velha ou de baixa qualidade. Alguns estudos indicam que essa liberação existe e que, em certos casos, pode contribuir para sobrecarga de alumínio no organismo.  Cuidados: se for usar, evite alimentos muito ácidos (como tomate, fruta cítrica), não utilize panelas muito gastas ou kits muito baratinhos. > Aço inoxidável (inox) É esteticamente bonito, resistente — mas não é livre de migração de metais. O inox contém ferro, cromo, níquel. Sob certas condições (alimentos ácidos, panela nova, tempo de cozimento prolongado) pode liberar níquel ou cromo para o alimento. Importante: pessoas com alergia a níquel ou cromo devem redobrar atenção. Escolher inox de qualidade, evitar riscos ou descascados, e não abusar de alimentos super-ácidos ajudam. > Ferro (fundido) Aqui temos um “lado bom” forte: utensílios de ferro podem aumentar a ingestão de ferro — útil em quem tem anemia por deficiência de ferro. Por outro lado: se você já tem níveis elevados de ferro ou condição que exige moderação (ex: hemocromatose), pode haver risco. E algumas panelas de ferro liberam pequenas quantidades de outros metais se não forem bem cuidadas. > Vidro Uma das opções mais “seguras” do ponto de vista de contaminação por metais: vidro industrializado, de qualidade, não libera praticamente nada para os alimentos.Porém, fragilidade e preço são ressalvas — e, atenção: nem todo vidro é igual: vidros artesanais ou de cristal podem sim apresentar risco se contiverem chumbo ou outros metais pesados. > Outras Cobre: belo, excelente condução de calor, mas não revestido ou usado com alimentos ácidos pode liberar cobre — risco mais para quem tem distúrbios desse metal. Cerâmica (com esmalte): a aparência é convidativa, mas o risco está presente quando os esmaltes contêm chumbo, cádmio ou outros metais. Pedra-sabão: interessante, pode liberar minerais benéficos, mas exige “cura” do utensílio e atenção aos alimentos. Barro/argila: tradição centenária, “tem sabor”, mas origem artesanal ou sem controle pode ter lixiviação de metais pesados. Então — qual escolher? Não existe uma “panela perfeita” para todo mundo. A escolha ideal depende: Do seu estado de saúde (anemia, alergias, sensibilidade a metais) Do uso que você dá (frequência, tipo de alimento, ácidos, tempo de cocção) Do orçamento e manutenção (uma panela de qualidade custa mais, mas dura mais e libera menos) Do material, da marca/fabricação e de como você a usa e conserva. Algumas dicas práticas para cozinhar com mais consciência Prefira panelas de boa qualidade, de fornecedores reconhecidos, com especificações claras. Evite alimentos muito ácidos em utensílios que liberam metais com mais facilidade. No caso de panelas de ferro ou pedra-sabão: cure ou “amacie” o utensílio antes do uso frequente. Se usar inox, escolha inox 18/10 ou similar de boa qualidade, mantenha a superfície intacta, sem riscos ou descascados. Vidro é ótimo para segurança, mas cuide da fragilidade e do custo. Mantenha uma rotina de verificação: panela velha, com desgaste ou descascamento = maior risco de migração de materiais. Lembre-se: o que você cozinha + como você cozinha + onde você cozinha = o que acaba indo para o seu corpo. Fonte: “Qual a panela ideal?” por Dr. Frederico Lobo — Ecologia Médica (2011)  #saúdenacozinha #materialdapanela #cozinhaconsciente #alimentaçãosaudável #escolhainteligente #vidroiInoxferro #panelas #bemestar #vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Life’s Essential 8: os 8 pilares da saúde cardiovascular

A American Heart Association criou o Life’s Essential 8, um conjunto de oito fatores que ajudam a proteger o coração e até reduzem o risco de câncer. Os pilares são: Pressão arterial abaixo de 120×80 mmHg Hemoglobina glicada menor que 5,7% Colesterol total abaixo de 200 mg/dL IMC menor que 25 kg/m² Não fumar Praticar atividade física pelo menos cinco vezes por semana Manter uma alimentação equilibrada Ter uma rotina de sono adequada Cinco desses pontos estão diretamente ligados ao estilo de vida, reforçando que pequenas mudanças na rotina — como se movimentar mais, cuidar do sono e melhorar a alimentação — têm impacto real na prevenção de doenças. Cuidar do coração é, antes de tudo, cuidar de si. 💚 Fonte: American Heart Association #saudecardiovascular #prevenção #estilodevida #nutrologia #habitosdesaude#vidasaudavel #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

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