CRM-SP 207304 • RQE 101292 • 125156

RQE: 101292

Vai operar? O que você come antes e depois da cirurgia pode mudar sua recuperação

Quando pensamos em uma cirurgia, a maioria das pessoas foca no ato cirúrgico em si — o médico, o hospital, o tipo de procedimento. Mas existe um fator silencioso, muitas vezes negligenciado, que pode influenciar diretamente na recuperação, no risco de complicações e até no tempo de internação: a nutrição. Hoje, sabemos que o cuidado nutricional faz parte do tratamento cirúrgico — antes, durante e depois da cirurgia. O que acontece com o corpo durante uma cirurgia? Uma cirurgia é interpretada pelo organismo como um “estresse”. Isso desencadeia uma série de respostas metabólicas: aumento da inflamação maior gasto energético perda de massa muscular pior controle da glicemia Se o paciente já entra desnutrido ou mal nutrido, esse impacto é ainda maior. E é exatamente por isso que as diretrizes mais atuais reforçam: nutrição não é detalhe — é estratégia de tratamento. Pacientes com desnutrição ou ingestão inadequada têm maior risco de complicações, infecções e recuperação mais lenta Antes da cirurgia: preparar o corpo faz diferença Antigamente, era comum o paciente ficar longas horas em jejum antes da cirurgia. Hoje, isso mudou. As recomendações mais recentes orientam: evitar jejuns prolongados permitir líquidos claros até poucas horas antes da cirurgia em alguns casos, usar bebidas com carboidratos no pré-operatório Isso ajuda a reduzir o estresse metabólico e melhora a resposta do organismo ao procedimento Além disso, pacientes com risco nutricional devem ser avaliados e, se necessário, iniciar suporte nutricional antes da cirurgia. Depois da cirurgia: comer cedo é melhor Outro conceito importante que mudou completamente: Não é mais necessário esperar dias para voltar a se alimentar. Na maioria dos casos, a alimentação deve ser retomada o mais cedo possível. Por quê? Porque isso: reduz perda de massa muscular melhora cicatrização diminui complicações acelera a recuperação A alimentação precoce — especialmente pela via oral ou enteral — é considerada a estratégia preferida sempre que possível E quando o paciente não consegue comer? Nesses casos, entra a chamada terapia nutricional. Ela pode ser feita por: suplementos orais alimentação por sonda (nutrição enteral) ou, em situações específicas, nutrição na veia (parenteral) As diretrizes recomendam iniciar essa terapia rapidamente quando: o paciente não consegue se alimentar por vários dias ou não atinge o mínimo necessário de ingestão Isso evita perda de massa muscular e piora clínica O papel do nutrólogo nesse processo É aqui que entra um ponto fundamental. O nutrólogo não atua apenas com dieta — ele avalia o paciente como um todo: estado nutricional composição corporal doenças associadas risco cirúrgico metabólico Com isso, é possível: ✔ preparar o paciente antes da cirurgia✔ reduzir riscos✔ ajustar estratégias nutricionais individualizadas✔ acompanhar a recuperação de forma mais eficiente Na prática, isso significa melhores desfechos e recuperação mais rápida. O que isso muda na prática? Um paciente bem preparado nutricionalmente tende a: ter menos complicações cicatrizar melhor perder menos massa muscular ficar menos tempo internado Ou seja: a nutrição influencia diretamente no sucesso da cirurgia. Conclusão A cirurgia não começa no centro cirúrgico — ela começa antes, no preparo do corpo. E continua depois, na forma como o organismo se recupera.  Cuidar da nutrição nesse processo não é opcional. É parte do tratamento. #terapianutricional #desnutriçao #cirurgia #cirurgiaabdominal #cirurgiaoncologica #oncologia #risconutricional #nutrologia #saudemetabólica #nutróloga #vidasaudável #LiaBataglini #nutrologo #nutrologoemPiracicaba #nutrologoPiracicaba #nutrologoLaranjal #equilibrioesaude #consultanutrologica

Abrir WhatsApp
Olá!
Como posso te ajudar?